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Aaah a alegria de ter doenças crónicas

A minha depressão é ansiedade crónicas são "do contra". Pioro na chegada do verão; tenho crises extremas na época festiva. Este ano não foi excesso, pesando muito MESMO certos acontecimentos familiares.   Passou um mês e as palpitações, as insónias e o mal estar ainda não me deixaram. Pontos positivos da "edição" deste ano: zero ideação suicída, muito pouco recurso ao SOS, e sem necessidade de marcar consultas de urgência com a minha equipa. Vamos celebrar?   (Isso e o facto da consulta habitual de psiquiatria ser em menos de 3 semanas.)

E o concerto “a solo” de 2025?

Foi o do Tiago Bettencourt. Na zona de mobilidade, com boa visibilidade e sem dramas - parabéns à equipa do Campo Pequeno.   Foi bom matar saudades de um cantor que "me canta" bem. Lembrei-me muito da noite de dezembro de 2010. Mas ambos amadurecemos. O Tiago está rockeiro, autor com referências e frases bonitas. Eu, venci a vontade de não sair de casa. Tomei um duche, vesti uma saia e fui bailar as melodias. Enquanto esperei pelas tais que me ressoam por dentro (nuns casos tive sorte, noutros não).   Obrigado Tiago por me acompanhares sempre na pontinha de hedonismo que ainda persiste.

Em tecido

Sonhei que, décadas depois, nos encontramos numa cidade diferente. Que escrevemos, em tecido, como nos anos 90, os sentimentos dos anos que passámos juntos.   Sorri porque fizemos as pazes. E os sentimentos que ficaram, e que expressámos, eram dos bons.   A seguir, saí para a rua, de pedras escuras, e segui. Como a vida seguiu.

Metas/ decisões para o novo ano

Manter a terapia. Ansiar por não subir doses da medicação. Fazer os exames adiados pelo SNS. Voltar ao ginásio. Manter o gosto pela leitura. Passear e espairecer, quando possível - já fiz uma lista e tudo.   Pouco, bom, importante e interessante - chega e sobra para os próximos mais de 300 dias.

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Pode-se desejar. Pode-se ajudar. Pode-se até fazer mais de metade do caminho.   O vazio é real. O peso. A tristeza também.   Que tudo se pudesse resolver, a dor partir ou a tristeza apagar, com um livro e 3 gatos enroscados.

6 Natais

Este ano marcam-se 6 Natais sem ti. A saudade está cá sempre, qual água mole em pedra dura, a falta do lugar à mesa vazio, o pão de ló com queijo que já não comes; em como o Natal ganhou fôlego com os teus meninos. A falta que me faz pensar nos teus presentes. E no pijama e Rafaellos que tu me oferecias, nos últimos anos.  Eu que não gostava de receber pijamas... agora olho para a gaveta e os melhores são os que tu me deste. E as voltas que a vida deu entretanto? E o quanto o Natal é um peso e uma batalha, agora? E as vezes que me apetece ir "buscar-te por uma orelha" aí, porque me deixaste sozinha, a gerir tudo? Mas, por entre todas as chatices, reina o Amor. A falta que me faz pensar em surpreender-te. O facto de que não há sonhos de leite como os teus. A "luta" por quem faz o embrulho mais estranho para pôr debaixo da árvore...   Este ano o Natal está uma confusão pegada... se tu cá estivesses, gerias o Norte, e eu o Centro. Mas sabes? Preferia a confusã...

Yule

Segundo as "más-línguas", deveria ter nascido hoje, faz 40 anos.   No dia mais curto do ano, no solstício.   Gosto de celebrar este dia, não por mim, mas porque significa que, a partir daqui, há mais horas de sol, porque vem aí o Natal, todo um ano novo bate à porta. Faço a "sopa especial", faço as asinhas com paprika na air-fryer, faço o vinho quente caseiro. Acendo velas.   E, nem sempre, mas às vezes, penso no quão diferente poderia ter sido a minha vida se eu não tivesse nascido prematura - e como consequência, com uma deficiência. Faz muito tempo que deixei de desejar ter nascido a "tempo" e "normal", afinal de contas, só conheço a vida "assim". Mas Yule é isto, é sonhar. É ter pequenas tradições no meio de dias "normais".

Acho.

Mas só acho... Que este ano me sinto capaz de voltar a fazer a mousse de chocolate caseira, que fazia para a minha irmã.   Estou a pensar voltar a pegar na receita que está escrita na minha caligrafia de adolescente de 16 anos; e refazer a mousse para a passagem de ano. Que vai ser em casa, com os nossos pais.   Que será que as pessoas que passam no cemitério pensarão se eu for lá deixar uma tacinha? Será que ainda me sairá bem ao fim de tantos anos? Se a memória não me falha, não faço esta receita desde 2017...

Das pequenas coisas

Por malandrices do universo, este ano tenho reparado mais em "detalhes".   O amarelo-dourado das folhas das árvores; a forma como elas caem a fazer "túnel" quando vem uma ventania; o frio bom na pele da cara, ao fim do dia.   É de mim ou as folhas estão mais bonitas, este ano?

Alegrias de leitora #4

Ver uma das minha doenças crónicas (distimia) descritas num dos livros que li o mês passado. "Os interessantes" .   Ver como a medicação ajuda, ver como a vida pode equilibrar, como o equilíbrio existe. Como um momento pode mudar tudo. Como podemos ser amados, "mesmo assim". Como mesmo quem nos rodeia nem sempre consegue perceber como se vive "assim", mesmo fazendo o seu melhor. Até na vida profissional me senti representada. Não é uma visão cor-de -rosa, mas é verdadeira.   (Ah! E já ultrapassei a meta auto-imposta de "boa leitora".)

Pensamentos no ginásio

Olhar à minha volta... Ver o ginásio movimentado às 8h. E ver que é tudo: pessoal a treinar na sua; pessoal a treinar em casal; pessoal a treinar com os amigos.   Todos no seu mundo, sem confusões, sem conversas, com espaço para todos.   Vivam os ginásios sem aulas de grupo "da moda", vivam os ginásios de bairro.

Sorte grande

Olha lá Já se passaram alguns anos Nem sequer vinhas nos meus planos Saíste me a sorte grande! E eu cá vou Gozando os louros deste achado Contigo de braço dado Pra todo lado.   Sorte grande. De coração. De tamanho. Sorte de passarem décadas, e eu ver o homem feito, com os olhos e o sorriso de 12 anos, brilho verdadeiro. Mesmo com nuvens e chuva dentro deles.   Agora temos mais ruas que conhecem os nossos passos juntos. O teu abraço é porto-seguro; e espero que o meu te seja também, mesmo em fase de mudanças.   És ouro, qual azeite virgem (PORTUGUÊS) da mais alta qualidade. És bom, por dentro e por fora. És dos melhores homens que existem. E não estás sozinho. Posso ser a voz chata da racionalização, mas também a voz chata que te lembra todos os dias, que és humano dos bons, que és amor e carinho, que terás sempre beijinhos e abracinhos.   Este ano brindámos juntos, e com ginjinha, meu EVO. Venham os próximos 26 anos.

Ainda não parei

De pensar em voltar a estudar.   A "dúvida mais recente" é: outro mestrado numa área diferente, não relacionada, mais baseada em paixão?   Ou doutoramento na área para fazer sentido na ligação dos temas?   (É isto a crise da meia idade?)

Do Amor

Pediram-me para pensar em "coisas boas e bonitas".   Pensei na minha irmã. Viva e saudável.   Sei que muitos se perguntam: não pensa no marido? Nao pensa nos pais? No sobrinho?   Penso. Mas eles não são algo etéreo, bom e bonito para pensar na tentativa de acalmar os nervos.   Eles são vida. São Amor de fontes e intensidades diferentes.   A minha irmã é etérea e eterna.

Das amizades

Sou pessoa de poucos Amigos, com letra grande.   Para mim são as atitudes que contam, as emoções, os sentimentos, o cuidado. Nem tanto a presença física, as festas, os encontros - porque o mundo é grande e a vida acontece.   Dou muito, dou tudo, quando do outro lado noto reciprocidade. Gosto de tentar aquecer o coração de quem aquece o meu.   O que nunca tive muita paciência e cada vez tenho menos, é para continuar amizades quando descubro que, com esta idade, há quem faça jogos, espicace pessoas e use a personalidade para "desculpar"/justificar ligar ou desligar o botão.   Se aos 16 era conhecida por não alimentar dramas, isso posso garantir que continua igual.   Pode doer, pode confundir-me, deixar-me até meia parva. Mas passa. 

Quando BBB já não é barato

Cada vez mais compro roupa em 2.ª mão, ou a lojas de comércio local, nos saldos.   É muito porque sou pelintra, mas também, muito porque vejo com cada montra no shopping, que me faz ver que a moda de há uns 5 anos para cá tem pouco a ver comigo.   Isso e as marcas fast-fashion pedirem €25 por uma camisola, €19 por uma blusa, mais de €60 por um fato... Perderam a noção? Preços de lojas escalão médio, mas sem qualidade ou acabamentos? Jazuz...   Vivam os outlets, a 2.ª mão, a loja de família dos Silva. A vida está cara, mas a moda está mais.

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1998

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Pode parecer de loucos, mas penso muito neste ano, do nada.   Tinha 13 anos, adorava música, passava as tardes de sábado a ver o top+. Foi também por essa altura que me comecei a "entender" com o inglês, descobri o quanto adorava a cultura da Grã-Bertanha, como compreendia o humor e via os países como "meta de evolução".   No meio de tudo na vida tinha mais cor, mais som, mais energia, mais sonhos.   Lembro-me de ser o ano do "escândalo" do George Michael na casa de banho... e de como dei por mim a tentar explicar a colegas que sim, o homem tinha dinheiro para se ir divertir para sítios melhores; mas que o que ele fazia nos tempos livres era com ele, desde que se protegesse e toda a gente que participasse quisesse - entre risos e piscadelas de adolescentes.   Foi o meu ano dos flare-jeans e dos crop-tops - e dos óculos de sol coloridos, e das pulseiras largas... Mesmo que estejam a voltar, no "ciclo da moda"... já dei para esse peditório!  

Introspeção

Quando conduzo tenho grandes momentos de introspeção. Enquanto oiço a minha playlist. Sim, 15% são músicas dos Queen, 10% George Michael, 10% Tiago Bettencourt e 7% Robbie Williams, empatado com Whitney Houston e Lúcia Moniz. Um destes dias o modo aleatório colocou estas duas músicas seguidas - são do mesmo artista, mas de álbuns diferentes: Lembro-me do dia em que vi o primeiro clipe a primeira vez, como sei lá como, do alto dos meus 13 anos, vi tristeza nos olhos deste homem. E a memória de ouvir a segunda música é das mais bonitas da minha vida: tinha acabado de aterrar em Londres, para a minha primeira viagem fora de Portugal; era 2ª feira e a música estava a ser lançada. E eu ouvi tudo: alegria, sarcasmo, raiva, cansaço. Para mim será sempre a música do pico de energia, de se ser capaz de conquistar o mundo - com tudo o que isso implica. Mas acima de tudo, representam-me, nas suas palavras: Life's too short to be afraid (you think that I'm strong) Take a pill to numb the p...