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"A" receita de mousse de chocolate

Partilho convosco a famosa mousse de chocolate que voltou a aparecer à nossa mesa. (como diz a minha querida Gabrieeelaaaa - para memória futura) 1 tablete de 200 g de chocolate 70% 5 ovos 2 colheres de sopa de margarina  3 colheres de sopa, mal cheias, de açúcar 1 colher de chá de café em pó 1 colher de café de sal    Bater as gemas com o açúcar; bater as claras em castelo; derreter o chocolate (em pedaços) com a margarina - eu faço no micro-ondas, em intervalos de 30 segundos. Juntar o chocolate derretido, arrefecido, aos ovos, assim como o café e o sal, bater lentamente com colher de pau, até tudo estar incorporado. Juntar as claras, envolvendo as claras, sem bater, nem aplicar força. Enjoy!

Em tecido

Sonhei que, décadas depois, nos encontramos numa cidade diferente. Que escrevemos, em tecido, como nos anos 90, os sentimentos dos anos que passámos juntos.   Sorri porque fizemos as pazes. E os sentimentos que ficaram, e que expressámos, eram dos bons.   A seguir, saí para a rua, de pedras escuras, e segui. Como a vida seguiu.

Boas saídas e melhores entradas!

Desejo-vos Saúde, Felicidade, Paz e muito Amor. E que os arco-íris (verdadeiros) que tenho visto ultimamente, em momentos inesperados, sejam sinal de que o novo ano vai ser dos bons.

6 Natais

Este ano marcam-se 6 Natais sem ti. A saudade está cá sempre, qual água mole em pedra dura, a falta do lugar à mesa vazio, o pão de ló com queijo que já não comes; em como o Natal ganhou fôlego com os teus meninos. A falta que me faz pensar nos teus presentes. E no pijama e Rafaellos que tu me oferecias, nos últimos anos.  Eu que não gostava de receber pijamas... agora olho para a gaveta e os melhores são os que tu me deste. E as voltas que a vida deu entretanto? E o quanto o Natal é um peso e uma batalha, agora? E as vezes que me apetece ir "buscar-te por uma orelha" aí, porque me deixaste sozinha, a gerir tudo? Mas, por entre todas as chatices, reina o Amor. A falta que me faz pensar em surpreender-te. O facto de que não há sonhos de leite como os teus. A "luta" por quem faz o embrulho mais estranho para pôr debaixo da árvore...   Este ano o Natal está uma confusão pegada... se tu cá estivesses, gerias o Norte, e eu o Centro. Mas sabes? Preferia a confusã...

Acho.

Mas só acho... Que este ano me sinto capaz de voltar a fazer a mousse de chocolate caseira, que fazia para a minha irmã.   Estou a pensar voltar a pegar na receita que está escrita na minha caligrafia de adolescente de 16 anos; e refazer a mousse para a passagem de ano. Que vai ser em casa, com os nossos pais.   Que será que as pessoas que passam no cemitério pensarão se eu for lá deixar uma tacinha? Será que ainda me sairá bem ao fim de tantos anos? Se a memória não me falha, não faço esta receita desde 2017...

Alegrias de leitora #4

Ver uma das minha doenças crónicas (distimia) descritas num dos livros que li o mês passado. "Os interessantes" .   Ver como a medicação ajuda, ver como a vida pode equilibrar, como o equilíbrio existe. Como um momento pode mudar tudo. Como podemos ser amados, "mesmo assim". Como mesmo quem nos rodeia nem sempre consegue perceber como se vive "assim", mesmo fazendo o seu melhor. Até na vida profissional me senti representada. Não é uma visão cor-de -rosa, mas é verdadeira.   (Ah! E já ultrapassei a meta auto-imposta de "boa leitora".)

Paixões de pós-adolescente

Comédia stand-up. Adoro, desde muito nova. Afinal de contas sou da geração do "Levanta-te e Ri". Tenho os meus favoritos, e, quando morava sozinha no Porto, juntamente com um amigo, víamos pelo menos um espectáculo por mês, ao ponto de sermos conhecidos no circuíto do Norte.   E este mês vou poder regressar, ver um dos meu OGs, em Lisboa, com o m-R. Estou tão contente de ainda ter momentos de viver paixões boas, que são quasi-eternas!

Monotonia

Quem diz que a monotonia tá conta de uma relação... Só vos digo: ao fim de uns 9 (?) anos, com a chegada do outono - e o cansaço das ultimas loucuras familiares - retomamos os sábados de prato de conforto (cozinhado por mim), um bom vinho a 2, e um filme (ou da infância, ou nunca antes visto).   Quase como uma pandemia (mas das boas) a dois.

Sorte grande

Olha lá Já se passaram alguns anos Nem sequer vinhas nos meus planos Saíste me a sorte grande! E eu cá vou Gozando os louros deste achado Contigo de braço dado Pra todo lado.   Sorte grande. De coração. De tamanho. Sorte de passarem décadas, e eu ver o homem feito, com os olhos e o sorriso de 12 anos, brilho verdadeiro. Mesmo com nuvens e chuva dentro deles.   Agora temos mais ruas que conhecem os nossos passos juntos. O teu abraço é porto-seguro; e espero que o meu te seja também, mesmo em fase de mudanças.   És ouro, qual azeite virgem (PORTUGUÊS) da mais alta qualidade. És bom, por dentro e por fora. És dos melhores homens que existem. E não estás sozinho. Posso ser a voz chata da racionalização, mas também a voz chata que te lembra todos os dias, que és humano dos bons, que és amor e carinho, que terás sempre beijinhos e abracinhos.   Este ano brindámos juntos, e com ginjinha, meu EVO. Venham os próximos 26 anos.

Do Amor

Pediram-me para pensar em "coisas boas e bonitas".   Pensei na minha irmã. Viva e saudável.   Sei que muitos se perguntam: não pensa no marido? Nao pensa nos pais? No sobrinho?   Penso. Mas eles não são algo etéreo, bom e bonito para pensar na tentativa de acalmar os nervos.   Eles são vida. São Amor de fontes e intensidades diferentes.   A minha irmã é etérea e eterna.

Sei que vos prometi

Uma review da viagem surpresa. Mas ainda estou a processar tudo.   Fomos a Varsóvia, uma das cidades que estava na minha lista de "to-see". E é uma cidade interessante, com muitos ângulos. Muita história e museus - tal e qual como eu gosto - tudo num ambiente pouco turístico, mas cheio de vida, como uma capital é.   Foi realmente uma viagem surpresa. O facto de ter sido surpresa até chegar à porta do avião. Os passeios pensados, o espaço para parar "aqui, porque afinal tem algo giro". Os planos culturais, e o viver como os locais.   Acima de tudo, foi a pausa mental perfeita para entrar na nova década. Para celebrar calmamente. Para começar a digerir o "ter a mesma idade que a minha irmã". Foi maravilhoso ver que o 09/09 também é motivo de lembrança dos que mais me querem. E a todos agradeci as palavras "quentinhas". Prometo vir contar mais, à medida que for processando. O que gostariam de conhecer melhor? Museus Zonas da cidade Igrejas Passeios ...

Das amizades

Sou pessoa de poucos Amigos, com letra grande.   Para mim são as atitudes que contam, as emoções, os sentimentos, o cuidado. Nem tanto a presença física, as festas, os encontros - porque o mundo é grande e a vida acontece.   Dou muito, dou tudo, quando do outro lado noto reciprocidade. Gosto de tentar aquecer o coração de quem aquece o meu.   O que nunca tive muita paciência e cada vez tenho menos, é para continuar amizades quando descubro que, com esta idade, há quem faça jogos, espicace pessoas e use a personalidade para "desculpar"/justificar ligar ou desligar o botão.   Se aos 16 era conhecida por não alimentar dramas, isso posso garantir que continua igual.   Pode doer, pode confundir-me, deixar-me até meia parva. Mas passa. 

Energia!

Faz uma semana, no domingo, o Snape teve um dia bom. Não-me interpretem mal: pêto está bem, saudável, comilão, remunguento e mimalhão, como nos restantes dias dias seus 14 anos.   Mas a idade já se nota em pequena coisas: já não é grandes corridas, há dias em que tem dificuldade em subir a cadeiras. Já faz muito que não consegue subir ao móvel alto - sítio favorito para fugir dos gatos jovens da casa.   Ora domingo: conseguiu saltar para o guarda-vestidos, soube pedir colo como quando era pequeno, brincou e passeou pela casa.   Fiquei mesmo contente de ver que ainda há dias de energia! Long live Mr. Snape!

Da infância

Faz hoje 22 anos que entrei para a faculdade. O meu curso era na rua paralela à casa do meu Avô-anjo. E se houve alguém feliz com essa minha conquista, foi ele.   Pena que faleceu 2 meses depois... E ultimamente tenho pensado muito nele. Nas saudades que tenho dele. O meu "único" avô, por circunstâncias dos adultos. Ele foi o elemento etéreo, feliz, sonhador da minha infância. Ele foi o meu Peter Pan, o meu maior fã.   É nele que penso quando penso na m-M pequenina. Nos sonhos, nas brincadeiras, nas aprendizagens. O bom? É que consigo ver o sorriso dele na minha mente, e o lugar dele à mesa também. E sei que isto é Amor. Sem tempo, ou datas.

40 anos

(Este texto foi escrito antecipadamente)   Escrevo-vos sem saber onde estou. Presente da quarta década da minha vida. E sobre os detalhes, falarei depois.   Hoje escrevo sobre como, a partir de hoje tenho a idade que a minha irmã terá para sempre. Desde o dia em que ela se foi que penso neste dia. No tudo que daria para ela aqui estar, para ainda ser saudável e me fazer um bolo único, como só ela. Que não estaria a viajar pelo mundo, estaria em casa, com ela, o meu H., os meus pais porque as datas grandes celebram-se juntos, em casa. Talvez, por isso, tenha feito este pedido, para não estar em casa. Foi a penúltima vez que vi a minha irmã: em casa, a celebrar os seus 40 anos. Foi um dia feliz, ela teve energia e humor como não tinha faz muito. E eu não quero manchar essa memória. (Casa, agora, é para celebrar os aniversários dos meus pais e do H.)   A minha casa de todos os dias agora é o m-R. E onde estivermos.   Mas, não deixo de pensar: "para quê cheguei aqui?". Porque sob...

Uma mão cheia

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5 anos sem ti. Uma mão cheia de vazio, prelúdio do resto da vida a viver sem ti. Sabes? Há dias em que parece que o dia em que foste descansar (merecidamente) foi noutra vida minha - e foi! Tem dias que parece que foi ontem. Tem dias em que, mesmo tendo já aceite praticamente tudo sobre o teres-me sido levada; sinto que, a qualquer momento te vou voltar a ver.   Os teus meninos estão cada vez mais parecidos contigo. Grandes, lindos, saudáveis. A fazer o melhor para continuar sem ti, mas sempre com uma sombra de saudade no olhar.   O nosso menino está um homem. Que pensa, que planeia, que sente, que falha, mas aprende. E a tua menina? Tão "2ª filha" quanto eu (gargalhada maléfica), tão perspicaz para tudo quanto é detalhe e sentimento. Sei que estás muito orgulhosa, aí em cima.   Já fiz as pazes com a tua campa, já não me "recuso" a ir lá; mas, os grandes momentos de conversa entre mim e o teu espírito, continuam a ser na cozinha.   Este ano bateu-me uma saudade dos ...

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Alguém me explica? #2

Aquele pessoal que vai a casamentos e faz stories a dizer "casámos a Y e o Z!", todos contentes.   Vamos lá ver: quem os casou foi o padre ou a pessoa do cartório (saudades, not, da Dr.ª Branca). E quem casou foram os próprios dos noivos. Voces foram convidados, foram ver e celebrar (esperemos, com gosto) e a seguir vão comer e beber.   Menos, muito menos, 'tá?

5 anos de luto

É voltar a vestir "cor" sem pensar. Ir aos saldos e escolher peças com cores vivas, porque são bonitas, necessárias e baratas.   Tirar do saco para lavar, antes de usar, (hábitos que ficaram da pandemia?) e pensar, mesmo assim: "amarelo, laranja, rosa, não são demais"?   E depois lembrar-me que a minha irmã nunca foi a favor do "preto fechado", porque a saudade não está não roupa, está no coração.

E então, como é que celebraram?

Admito que esta nunca tinha feito.   Celebramos os 13 anos de namoro a fazer... jardinagem. Aproveitámos que está este tempo de ananases e que notámos que algumas das minhas plantas estavam na mudança de estação - mais cedo, devido ao calor - e depois do nosso jantar a dois, em casa, deitámos mãos à obra e tratamos dos vasos da minha prateleira. Tenho agora uma vaso lindão na sala, de 3 plantas que cresceram maravilhosamente e passaram para a sala. A minha orquídea este anos secou em julho... então já a tratamos e refrescamos e pode ser que ainda floresça uma 2ª vez, este ano. A minha roseira cresce prá xuxu mas não dá flor... O meu lírio da Paz deu uma flor linda! Mas a minha Monstera não "ata nem desata"... A ver vamos se, quando as temperaturas baixarem, as minhas meninas arrebitam.