Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta amor contado

As fases do Luto

Imagem
(Vamos a caminho de 6 anos sem a minha Anita... por um lado: how's that possible?; por outro: falta o resto da vida). Que se lixem (com f) as fases do Luto. Não as sei, nem as aprendi. Simplesmente tenho vivido, sobrevivido nestes anos. No último ano voltei a sonhar com ela. Comecei a ter momentos em que olho ao espelho e vejo semelhanças no rosto e nas expressões - nós que não somos parecidas em quase nada. Ganhei ainda mais gosto em falar dela, dos miúdos, dos bolos, das piadas - quase tanto como quando ela estava aqui. Resultado: sinto ainda mais (se tal é possível) saudades. E sabem o que tem ajudado? Abraçar o Kiwi - que entretanto, com a idade, aprendeu a gostar de colo e ronrona e tudo. Lembro-me instantaneamente do quanto ela gostava deste bichano, o quanto ele lhe fez companhia quando ela soube que estava doente e estava fechada em casa, entre tratamentos, antes do transplante. O gato pequenino que ele era, mas que ela adorava. Como ele dormia aos pés dela, quando ela volt...

Uma mão cheia

Imagem
 5 anos de casamento. 12 anos a viver juntos. Quase 14 de namoro. Uma mão cheia de papel assinado em frente às 40 pessoas (-1) mais importantes do Mundo (e à Dr.ª Branca). 5 anos de nuvens e Sol. De alegrias e dificuldades. Mas acima de tudo de Amor, de comunicação, de compreensão, de aceitação. De Vida, com letra Grande. Partilhamos metas, objetivos, vitórias, perdas. Tudo, tal e qual como pedi quando brindei, debaixo das pingas tímidas de chuva, enquanto partíamos o bolo, faz hoje 5 anos. Parabéns Sinhôr Inginheiro, feliz Bodas de Ferro e Madeira.💖

Solisticio de verão

 Hoje é o dia mais longo do ano. E as saudades que eu tenho de quando este dia significava planos de verão? Ansiedade boa pelo S. João? Este ano? Só veio confirmar a sazonalidade dos meus problemas de saúde. Agora é oficial, diagnosticado. O verão faz me pior, à vida. Sou mesmo do contra. Veio mais um comprimido para a coleção - e nem funcionou. E bate a saudade. Dos bolos da minha irmã. E do sorriso. E das piadas. E do abraço. De ir à praia, de ver o mar. De ter planos, sem querer fugir deles. De saber como se sai deste sentimento de confusão, de encolher de ombros (em frustração) eterno.

Em honra do aniversário do meu sobrinho-afilhado:

Imagem
Guica mai lindo do (meu) Mundo faz 21 anos. Está um hóme: bonito, alto, trabalhador. É um bocadinho late-bloomer em algumas coisas; ainda lhe falta amadurecer para outras. Mexe-me com os nervos e deixa-me preocupada muitos dias - afinal de contas, sou madrinha , né? (Dizem que foi para isso que me inscrevi) Mas depois… vou a Casa matar saudades… ele dá-me um abraço bom (igualzinho a quando tinha 6 anos, cheio de carinho), sorri-me e eu esqueço-me das asneiras que ele vai fazendo - pelo menos durante aquele bocadinho. Isto tudo do aniversário fez-me pensar no top 3 coisas mais irritantes relacionadas com aniversários : Pessoas que se queixam de celebrar aniversários - experimentem quase morrer ou perder um dos amores da vossa vida e depois digam-me se cada aniversário não é ainda mais especial! Pessoas que não gostam de ser relembradas do número de anos que celebram/ não gostam de ver as velas no bolo - acham que por não verem, o número desce? Pessoas que celebram o aniversário SEM ...

Perspectivas

 Com o passar dos anos, confesso que uso o Instagram para “desligar o cérebro”, depois do jantar. Vejo reels, rio-me, um pedaço, envio alguns a amigos, et voilá. Mas nestas ultimas semanas, o Instagram tem sido malandro, ou amigo… depende da perspetiva. Tem-me mostrado reels que são a cara da relação com a minha irmã. As nossas piadas, lembranças de programas que víamos e canções da adolescência. E continuo a pensar nela. Fico triste que ela não esteja simplesmente do outro lado de um telefone, para receber e se rir também. E depois penso: ao menos o meu algoritmo mostra-me coisas giras e lembra-se dela também. (E acabo a enviar ao m-R e a contar a “história” associada).

Das amizades

 Defendo, sempre defendi, que a Amizade é uma forma de Amor . - e já o disse aqui, com este "termo", faz anos. Não sou uma borboleta social, conto os amigos dignos desse nome pelos dedos das duas mãos. E o melhor? É saber que tenho Amizade-Amor espalhada pelo Mundo. Todas as estas pessoas são diferentes. Todas acrescentam à vida. Todas estas pessoas fazem valer a pena. Cada um, à sua maneira, me faz sorrir, me aquece o coração, me faz dar gargalhadas; partilham comigo vida, lembranças, momentos de m€rda e coisas chatas do adulting . m-M de 18 anos, ouve lá: cada pessoa chega por um motivo, cada pessoa fica o tempo que é necessário. Não vale a pena sentir dor por quem teve a sua fase e foi Ser, para outras paragens. Porque quando as almas que se reconhecem ? Deixam as melhores memórias/marcas/ pedaços na nossa alma.

Meu Ary

Caminharemos de olhos deslumbrados E braços estendidos E nos lábios incertos levaremos O gosto a sol e a sangue dos sentidos. Onde estivermos, há-de estar o vento Cortado de perfumes e gemidos. Onde vivermos, há-de ser o templo Dos nossos jovens dentes devorando Os frutos proibidos. No ritual do verão descobriremos O segredo dos deuses interditos E marcados na testa exaltaremos Estátuas de heróis castrados e malditos. Ó deus do sangue! deus de misericórdia! Ó deus das virgens loucas Dos amantes com cio, Impõe-nos sobre o ventre as tuas mãos de rosas, Unge os nossos cabelos com o teu desvario! Desce-nos sobre o corpo como um falus irado, Fustiga-nos os membros como um látego doido, Numa chuva de fogo torna-nos sagrados, Imola-nos os sexos a um arcanjo loiro. Persegue-nos, estonteia-nos, degola-nos, castiga-nos, Arranca-nos os olhos, violenta-nos as bocas, Atapeta de flores a estrada que seguimos E carrega de aromas a brisa que nos toca. Nus e ensanguentados dançaremos a glória Dos nosso...

Eu sem ti… 🎶

 Quem seria eu sem os meus gatos? Sem o Snape, meu companheirão, gato da minha vida, respirar do meu respirar? Motor ronronante e resmungão, muitos dias razão do meu viver. Pêto que nunca é void. Sem o Freddie, gato-humano, com humores, e medos, e sentimentos. Lindo como só ele. O gato que me faz parar do nada, a passar no corredor, e me faz derreter de tanta fofura. E fazer festinhas e miminhos e falar com voz de bebé. Sem o Kiwi, sobrinho-gato, bola de energia, “gato de revista”. Com o miar mais fino, a paixão por água e pelo m-R. O gato que não me arrependo de ter trazido para casa, num segundo. De pelo sedoso, que faz companhia, que ronrona inesperadamente. Podia ser muita coisa, mas sei que sou mais completa com os meus bixanos.

Traumas geracionais

 Muito se fala nas internets de fazer terapia para “quebrar traumas geracionais”. O que não contam é que podemos trabalhar em nós, perceber os padrões, fazer a nossa parte, mas se os traumas são causados por externos, também dependerá deles poder comunicar e ultrapassar. Ninguém fala, nas internets, de quando isso não é possível. A revolta que fica, a frustração. A sensação de “trabalho vazio”. Ficarei para sempre a perguntar-me se poderia ter sido diferente. Se eu e a minha irmã tivéssemos podido trabalhar juntas, se conseguiríamos resultados diferentes com os nossos pais. Trabalhar e viver sozinha, na luta… é uma merda.

Parabéns!

Imagem
 Os outros dizem que o Céu está em festa. Eu digo que nós, os teus, celebraremos, para sempre, o teu dia. Farias 46 anos. Gosto de pensar que regressaríamos à tradição da Torta de Noz, da “tua” mousse, agora que a voltei a fazer. Daqui, acendo uma vela, imagino que sentes o abracinho e os beijinhos “ratolas” que só te dou a ti e aos miúdos. Sorrio ao imaginar o teu desconforto físico (confortável). Percebo agora que a tua linguagem de amor comigo era Atos de Serviço, enquanto a minha contigo era Toque. Engraçado como Toque enquanto Amor só é teu e do H. Deve ser do Amor que é tão grande que não cabe no meu corpo, mais pequenino do que os vossos. Que hoje brilhes ainda mais aí em cima, no nosso Céu de Madrid. Não és esquecida. E és sempre amada. Parabéns Anita. Tenho saudades tuas.

"A" receita de mousse de chocolate

Partilho convosco a famosa mousse de chocolate que voltou a aparecer à nossa mesa. (como diz a minha querida Gabrieeelaaaa - para memória futura) 1 tablete de 200 g de chocolate 70% 5 ovos 2 colheres de sopa de margarina  3 colheres de sopa, mal cheias, de açúcar 1 colher de chá de café em pó 1 colher de café de sal    Bater as gemas com o açúcar; bater as claras em castelo; derreter o chocolate (em pedaços) com a margarina - eu faço no micro-ondas, em intervalos de 30 segundos. Juntar o chocolate derretido, arrefecido, aos ovos, assim como o café e o sal, bater lentamente com colher de pau, até tudo estar incorporado. Juntar as claras, envolvendo as claras, sem bater, nem aplicar força. Enjoy!

Em tecido

Sonhei que, décadas depois, nos encontramos numa cidade diferente. Que escrevemos, em tecido, como nos anos 90, os sentimentos dos anos que passámos juntos.   Sorri porque fizemos as pazes. E os sentimentos que ficaram, e que expressámos, eram dos bons.   A seguir, saí para a rua, de pedras escuras, e segui. Como a vida seguiu.

Boas saídas e melhores entradas!

Desejo-vos Saúde, Felicidade, Paz e muito Amor. E que os arco-íris (verdadeiros) que tenho visto ultimamente, em momentos inesperados, sejam sinal de que o novo ano vai ser dos bons.

6 Natais

Este ano marcam-se 6 Natais sem ti. A saudade está cá sempre, qual água mole em pedra dura, a falta do lugar à mesa vazio, o pão de ló com queijo que já não comes; em como o Natal ganhou fôlego com os teus meninos. A falta que me faz pensar nos teus presentes. E no pijama e Rafaellos que tu me oferecias, nos últimos anos.  Eu que não gostava de receber pijamas... agora olho para a gaveta e os melhores são os que tu me deste. E as voltas que a vida deu entretanto? E o quanto o Natal é um peso e uma batalha, agora? E as vezes que me apetece ir "buscar-te por uma orelha" aí, porque me deixaste sozinha, a gerir tudo? Mas, por entre todas as chatices, reina o Amor. A falta que me faz pensar em surpreender-te. O facto de que não há sonhos de leite como os teus. A "luta" por quem faz o embrulho mais estranho para pôr debaixo da árvore...   Este ano o Natal está uma confusão pegada... se tu cá estivesses, gerias o Norte, e eu o Centro. Mas sabes? Preferia a confusã...

Acho.

Mas só acho... Que este ano me sinto capaz de voltar a fazer a mousse de chocolate caseira, que fazia para a minha irmã.   Estou a pensar voltar a pegar na receita que está escrita na minha caligrafia de adolescente de 16 anos; e refazer a mousse para a passagem de ano. Que vai ser em casa, com os nossos pais.   Que será que as pessoas que passam no cemitério pensarão se eu for lá deixar uma tacinha? Será que ainda me sairá bem ao fim de tantos anos? Se a memória não me falha, não faço esta receita desde 2017...

Alegrias de leitora #4

Ver uma das minha doenças crónicas (distimia) descritas num dos livros que li o mês passado. "Os interessantes" .   Ver como a medicação ajuda, ver como a vida pode equilibrar, como o equilíbrio existe. Como um momento pode mudar tudo. Como podemos ser amados, "mesmo assim". Como mesmo quem nos rodeia nem sempre consegue perceber como se vive "assim", mesmo fazendo o seu melhor. Até na vida profissional me senti representada. Não é uma visão cor-de -rosa, mas é verdadeira.   (Ah! E já ultrapassei a meta auto-imposta de "boa leitora".)

Paixões de pós-adolescente

Comédia stand-up. Adoro, desde muito nova. Afinal de contas sou da geração do "Levanta-te e Ri". Tenho os meus favoritos, e, quando morava sozinha no Porto, juntamente com um amigo, víamos pelo menos um espectáculo por mês, ao ponto de sermos conhecidos no circuíto do Norte.   E este mês vou poder regressar, ver um dos meu OGs, em Lisboa, com o m-R. Estou tão contente de ainda ter momentos de viver paixões boas, que são quasi-eternas!

Monotonia

Quem diz que a monotonia tá conta de uma relação... Só vos digo: ao fim de uns 9 (?) anos, com a chegada do outono - e o cansaço das ultimas loucuras familiares - retomamos os sábados de prato de conforto (cozinhado por mim), um bom vinho a 2, e um filme (ou da infância, ou nunca antes visto).   Quase como uma pandemia (mas das boas) a dois.

Sorte grande

Olha lá Já se passaram alguns anos Nem sequer vinhas nos meus planos Saíste me a sorte grande! E eu cá vou Gozando os louros deste achado Contigo de braço dado Pra todo lado.   Sorte grande. De coração. De tamanho. Sorte de passarem décadas, e eu ver o homem feito, com os olhos e o sorriso de 12 anos, brilho verdadeiro. Mesmo com nuvens e chuva dentro deles.   Agora temos mais ruas que conhecem os nossos passos juntos. O teu abraço é porto-seguro; e espero que o meu te seja também, mesmo em fase de mudanças.   És ouro, qual azeite virgem (PORTUGUÊS) da mais alta qualidade. És bom, por dentro e por fora. És dos melhores homens que existem. E não estás sozinho. Posso ser a voz chata da racionalização, mas também a voz chata que te lembra todos os dias, que és humano dos bons, que és amor e carinho, que terás sempre beijinhos e abracinhos.   Este ano brindámos juntos, e com ginjinha, meu EVO. Venham os próximos 26 anos.

Do Amor

Pediram-me para pensar em "coisas boas e bonitas".   Pensei na minha irmã. Viva e saudável.   Sei que muitos se perguntam: não pensa no marido? Nao pensa nos pais? No sobrinho?   Penso. Mas eles não são algo etéreo, bom e bonito para pensar na tentativa de acalmar os nervos.   Eles são vida. São Amor de fontes e intensidades diferentes.   A minha irmã é etérea e eterna.