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O melhor e o pior - tudo em um

Aquela proposta de viagem/visita veio com água no bico - senti-o nos ossos.   Passei as semanas até àquele dia a perceber o quanto nada encaixava...   Consegui gerir o ir... e a partir daí - fiquei nas mãos deles - até muito depois de voltar. Pouco me serviu todas as conversas, confissões, abertura sobre a minha saúde mental e vida, ao longo de meses. Estava marcada - sabia-o, mas não imaginava a dimensão. Não até tudo ter dado para o torto, para o errado e para o inaceitável.   Burra, que não há outro termo, ainda tentei ser a diplomática, a madura, a igualitária da situação. Fui foi o mexilhão.   O engraçado é que - fora o asco que me dá pensar no depois - adorei os locais que fui visitar. Os passeios, os recantos, os pequenos-almoços sozinha e as caminhadas a descobrir os caminhos para não me perder. A comida, o Sol, os monumentos, os 15 kms a pé todos os dias. As igrejas inesperadas, a Torre de Babel de línguas por todo o lado; os ambientes de filme que mudavam a cada quarteirão. ...

Largar o que há em Vão

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Há anos que leio sobre relações tóxicas. Como são máscaras para uns, aproveitamento para outros. E como no fim, há sempre magoados. Pensei (tontinha, eu sei!) que já distinguisse os traços ao longe... mas a verdade é que o maior cego é o que não quer ver. E o que eu pensei que era uma relação com pés e cabeça, com "para sempre", afinal era do mais tóxico que já vi. E quanto mais, vivi...     Eu mascarei amizade de amor. Houve muito quem se aproveitasse. No fim um ou mais saíram magoados. E tal também se passou ao contrário -  mea culpa .   A verdade é que doí. Perder amigos doí. A solidão, a desilusão, o "enganamento", quando nos apercebemos. Talvez me fique marcado por não ser exatamente uma pessoa social, com muitos amigos.   Mas, há uma coisa ótima no afastamento. O perceber que a toxicidade deu agora espaço a ar fresco. a verdade e espaço onde não existiam. Foram-se as amarras e os fretes. Ou pior, as obrigações.   E é estranhamente bom perceber que muita da min...

#coisasboasà6ªfeira

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Ora, vamos por partes:   está sol e menos frio; hoje há Follow Friday e eu sugiro ; o ex-psicopata muito bom lá do deserto,  jamais , voltou a entrar na minha caixa do correio e eu estou aqui vivinha e inteira e funcional; ontem tive uma conversa dolorosa, agradeci a amizade e não me fui abaixo; de repente passei de 0 planos sociais para tantos que mal vou conseguir fazer as compras do mês em paz; já me ri com as novidades da Eurovision Lisboa 2018 ;  eeeee esta semana não vai haver cá problemas pra secar a roupa, né   Cláudia ?    Bem dizem os psicólogos, os  coaches  e o pessoal do PNL que devemos fazer o diário da gratidão para sentir as oportunidades na pele... eu como sou do contra, faço uma revisão semanal. Mas dou-lhes razão. Esta semana foi longa, estou cansada, ao ponto de, quando acordo de madrugada, não saber que dia é... Mas caraças! Cresci tanto esta semana. Sorri por entre nervos e revoltas. Estou cansada, mas estou bem - ouviste?

Tenho epilepsia, e agora? | A vida muda mesmo?

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[Isto desenvolve devagarinho, mas desenvolve! Lê o 1º texto sobre como lidar com crises de epilepsia .]   Demorei algum tempo a voltar a pegar neste tema por vários motivos, nenhum deles vergonha da epilepsia: queria que o m-R desse a perspetiva dele, mas ele fica tímido e desconcertado, por achar que não vai dizer nada de novo o  Pedro não tem estado bem e eu fico constrangida (não gosto de "esfregar sal" em feridas que não são só minhas) a epilepsia andou a "por as garras de fora" por estes lados: com o ginásio, a falta de descanso, os nervos e a mudança de estação. Dou muitas vezes por mim a pensar, afinal de contas, em que mudou a minha vida, por ter epilepsia? Há dias em que me lembro automaticamente de não-sei-quantos-fatores , há dias em que "quase me passa ao lado" (ser cidadã com deficiência em Portugal ajuda, já que passou muito tempo na luta pela "normalidade"). Já não 11 anos desde que fui diagnosticada, quase 2 desde que tive uma cr...

Empurra-me.

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Dói quando nos empurram. Dói quando nos empurram e caímos. E esfolamos o ego e as memórias, mais do que os joelhos. Quando somos pequenos, caímos quando nos empurram, nas brincadeiras, no recreio. Quando crescemos, habitualmente caímos quando nos empurram "para fora", contra a nossa vontade.   Já aqui escrevi que estas férias fui muito que empurrada, contra a minha vontade, e com muita dor à mistura, "para fora" do meu cantinho de hábitos e conforto, para fora do meu padrão saudosista e nostálgico, "para fora" de muita coisa que acreditava verdadeira e alimentava. Disse adeus a pessoas, a sítios, a objetos, a partes da minha vida, porque tal como ensina o Feng Shui - quando não dá, quando estragou, quando já não funciona? "Deixa para trás" ou ficarás preso e não avanças. Menos dias do que mais, o sentimento reinante não é mágoa nem revolta, é pena, é dor à vista da ingratidão. É a sensação de que pus muito das minhas memórias, muito dos meus sorr...

Poemas "do outro sítio" #9

Só o invólucro - 15.01.2009 O dia começou Com um vinco bem marcado, Entre o passado e o futuro Entre o ficar e o partir. Mas agora Sei. Que aqui não quero ficar. Presa na inocência do passado? Pistas ignoradas – sinto-as. Correr para o futuro agreste? Sou inércia, por isso não corro para lá. Aceitei novos pensamentos – ou estavam apenas ocultos? Vi mais claro na imensidão do escuro. Do antes Só o mais atento verá que igual, Só o invólucro. Sei. Hoje, só hoje, sei. Que este já não é o meu lugar.   Fui guardando este poema, para o partilhar quando me sentisse capaz. Engraçado? É que me lembro tão bem do que me levou a escreve-lo e do que desencadeou, que acho que o "momento perfeito", já não existe... Volto a partilha-lo, tanto tempo depois, "tantos séculos" meus depois, numa época em que me sinto no extremo oposto. Neste momento, olho ao espelho, estes 8 anos quase (quaaaaaaaaaase) não existiram, e parece que só o meu invólucro mudou...  

Retirem-me o "título".

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Ontem o Spotify trouxe-me, a pensar que me ia matar as saudades de "Casa", o Porto Sentido, de Rui Veloso. E eu, ao contrário do que faria nos idos de 2009, sorri. Eu, Portuense, com "letra grande", orgulhosa das minhas raízes, de gema, de alma e de coração; que até simpatiza com o Rui (mas que já não lhe liga tanto como antes)... eu, m-M Maria, nascida em Miragaia, não posso com esta música.   Convenhamos, mesmo quando estava no Porto e sonhava de lá sair (eu e os meus sonhos!), sempre achei esta música  overated . Que não nos representa a todos, que ser Porto, sentir Porto é tão mais. É sangue, é sotaque, é sítios, é família. É "menina" seja com que idade for. É comida com sabor. Não são meia-dúzia de palavras giras numa melodia delico-doce. Pior ficaram, para mim, quando, em 2009, o meu ex-loiro, alto e dinamarquês, Lisboeta, achou que dedicar-me a canção, cantada num karaoke a 300 kms, já com um copo a mais, no bucho, é que era romântico.  Ei lá, ...

Poemas do "outro sítio" #5

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26.04.2010   Rosa Celeste Mordes. Beijamos... O toque da tua mão. A interrupção. A tua mão. O jeito, a lembrança que agora é sorriso gargalhado, descartada por ti e em ti. A timidez ao de cima mesclada com a vontade. O desculpa. O sorriso. [...]   As tuas mão frias, suadas. As tuas costas quando queria os teus olhos. O sorriso no passo que tremia mas fluía [...]. Tu normalizas-me. Da alegria de escrever uma antítese, uma sinestesia. Nascida de uma paixão assolapada que não esperava, de todo, àquela época. Que não deu em nada, a não ser em idealizações, de ambos os lados. Mas sou grata. Sorrio. Sempre. Sempre que penso naquela noite. Nos toca e foge. Nos "de repentes". Em como "tudo começou". Mesmo que existam histórias com fins muito rápidos e sabores muito fugazes.

Algo vai mal no reino da "Dinamarca"...

Devido a problemas de saúde (alergias e intolerâncias alimentares) fui obrigada (pelos médicos) a fazer uma dieta proibitiva, muito rigorosa, durante 3 anos da minha infância. Durante 3 anos comi os mesmos 6 alimentos, cozinhados da mesma forma, nos mesmos pratos. Era-me permitida "uma asneira" por MÊS! E era certinho, direitinho, que no dia seguinte estava pior.   Não é de admirar que, por um lado, a minha estrutura corporal tenha ficado marcada por isso - tenho uma cara magrinha e esticada, por "natureza" e, até há 3 anos, ficava com um ar emaciado, mal perdia mais do que 3 kgs.   Entretanto, com a mudança para Lisboa e várias alterações de saúde, mais do que engordar (5 kgs), ganhei volume,  xixa , gordurinha... Pelos motivos das alergias e intolerâncias, comecei a re-educação alimentar de que, volta e meia, faço aqui no blogue. Tornamo-nos flexitarianos, lá em casa. Regressei ao yoga, começamos a fazer caminhadas... mas a verdade é que, ao contrário, de muitos t...

Das pessoas tóxicas

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Muito se fala de "pessoas tóxicas" na Internet. Há por aí autênticos tratados, textos inspiradores, com fundo de verdade e muito sentimento.   E a verdade é que, tendo em conta a vida em sociedade, elas existem. Faz por estes dias um ano que cortei com uma pessoa (e "suas" indiretas) que, percebi, na altura, e confirmo agora: era do mais tóxico que me rodeava. Fez parte da minha vida uns 4 anos (nem parece assim tanto,  né? ) e a verdade é que, devagar, devagarinho, ia deixando certezas em pantanas, calma em ansiedade, amizade em obrigação. Mascarou interesse com diversão, a ver se escapava. Graças ao Universo, não escapou. Acabou a mostrar as "cores", tirei-lhe a pinta e "chutei para canto".   Depois de noites sem dormir, preocupada, sempre pronta a estender a mão. Sempre pronta a dar-lhe primazia em detrimento de outros. Sempre pronta a incluir nos meus dias importantes; vi-me no meio de um drama, uma confusão, um  plot  de uma novela mexicana....

Do Dia da Mulher

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O Sol brilha lá fora, o calor promete chegar. Eu, eu estou na minha cadeira, a martelar as teclas, num sem-fim de tarefas - porque a vida não pausa, lá porque se esteve a trabalhar a 600 km do local "normal".   O Sol brilha lá fora, o calor promete, tal qual como há 8 anos, quando a 8 também me reencontrei comigo, com o lado que sempre neguei em mim, com o lado que pensei que ninguém via, ou que não interessava a ninguém. Lado que, entretanto, no último ano, adormeceu em mim.   Hoje, que a Internet grassa de flores e convites e festas... eu dou por mim, ainda mais "interna", que o habitual. Não sei se do cansaço de 12h passadas dentro de um carro nas últimas 36 horas. Sei que, abri esta janela, esta página em branco, e de repente? Apeteceu-me falar de mim. Da mulher que tem dias que sou, quando não me recuso a crescer de menina, "para cima". Apeteceu-me relembrar-vos que a Mulher, entidade, organismo vivo constituída por todas nós, é única: forte, luminosa...

Mood board

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Mais daqui a pouco arranco para o Porto, para a visita/sessão mensal. Este mês incluí noitada com MC, jantarada com a A.  e Mula Maria ... e  quiçá Saldos para o m-R, que ele só se entende com o calçado lá em cima. Estas 3 semanas não foram fáceis, por muito que não tenha tocado no assunto aqui. Foram semanas muito intensas, a nível interno, muito olhar para dentro, muito "ter que pensar", muitos TPCs para a sessão mensal... Hoje, sinto-me/vejo-me assim, nos meus 5 minutos de  daydreaming :   A hot mess, I know. Hoje sinto-me, como bem dizia antes, uma montanha-russa...   Bom fim-de-semana      

Quando já foste tu, noutro lugar...

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Ontem, por entre as reuniões e planeamentos e aniversários de colegas e  tudituditudi , decidi que a minha companhia de leitura seria o meu antigo blogue.   O blogue que mantive durante quase 3 anos. Sim, que eu já ando nos blogues há... quase 9 anos. Fiz foi um hiato de quase 2 anos... Onde conheci 2 ex-namorados. Onde comecei por escrever em inglês e depois lá me "revelei" como portuguesa. Um blogue sem parcerias, sem grandes publicidades. Mas que mesmo assim ultrapassou os 160 seguidores. E através do qual trocava e-mails para xuxu.   Percebi que lá era estupidamente criptica, ainda mais do que o que o consigo ser aqui. Ao ponto de, datas que foram enormemente importantes para mim, para a pessoa que sou hoje, à época pouco foram afloradas e quase nem se dá conta que as vivi. Leio-me. Reconheço-me, sorrio-me. Fico triste de perceber que, àquela data, ainda fugia mais de mim do que o faço agora. Que deixei muito por viver, por medo. E que os predadores certos se souberam apr...

Blue Monday, enfrentar um medo e ir aos Saldos

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Sim, ontem, pela primeira vezes, em meses, não vos brindei com um post meu, nem agendei nada, para vos enganar    Porquê? Porque ontem o assunto foi "sério". E bem que diziam que ontem era o dia mais deprimente do ano... Fui a tribunal testemunhar contra a pessoa que me assaltou (violentamente) há ano e meio. Na altura não o mencionei aqui, por muitas razões: nunca me tinha acontecido não foi bonito os meus pais continuam sem saber foi na altura da morte do Botinhas - e estive uns dias fechada em casa trouxe-me alguns  triggers quando ainda tenho que passar no local e outras coisas relacionadas aka  ainda tremo de medo ao pensar/relembrar (em) tudo. A audiência correu bem. Foi rápida, um bocadinho como arrancar um penso rápido, mas tudo com um alto nível de confusão. Fora o ter @ assaltante mesmo atrás de mim e ter tido de passar pelo processo do reconhecimento tooooooodo outra vez. Não sei o que vai acontecer, não me disseram mais nada, foi "entra e sai" sem grand...

Nunca voltes ao sítio onde já foste feliz...

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Diz que esta frase é batida. Eu vou ser completamente sincera: nem me lembro quem a disse e não vou dar uma de intelectual "sabe-tudo" - não fui ao Google pesquisar   A verdade é que, este fim-de-semana tive a prova de que, para mim, este ditado tem o seu quê de fundamento. Prendinhas trocadas às 3 da matina, quando ele chegou do concerto - que eu era 1.15h já estava em casa - 'tou  beilha,  é o que é! Sábado fiz tudo o que me lembrei para garantir um dia muito feliz ao m-R. Brunch reforçado na caminha - podem ver uma singela foto, das melhores panquecas caseiras (sem ovos!) que já fiz ! Almoço com os Sogros, as meias irmãs e a madrasta no Maria Azeitona - que desiludiu um bocadinho (em comparação à review que está no link - mas que continua bom... Um passeio à Peninha. E jantar no Ribs & Company, um local novo, com boas recomendações de conhecidos e que vai merecer  review !   Mas voltando ao "ponto da questão". Quase 8 anos depois, voltei à Peninha. O sa...

Voltamos aos posts menos positivos

Sim,  lurkers deste blogue que não gostam de passar pelo blog quando eu estou em baixo, podem clicar ali no  x,  do lado direito do ecrã, este post não faz o vosso género.   Este fim-de-semana, tudo o que eu desejava era paz e sossego, para recuperar das 12 horas enfiada num carro, em 2 dias e meio. Cheguei a casa passava das 22.30h. Vinha enjoada e com sindroma de claustrofobia: só vi preto e estrada, fechada num carro com mais 3 pessoas, durante 6 horas e isso não faz bem a ninguém. Vinha desejosa do meu Snape e do meu m-R. O meu Rapaz é mesmo o (meu) melhor do mundo - tinha uma massa gratinada com legumes e bolinho de chocolate à minha espera - pena que o meu jantar tenha sido duas garrafas de água com gás... Mas "deitei isso para trás das costas" e fomos dormir os 3, aconchegadinhos na cama. O melhor de tudo? Eu, na minha cama, que tem o cheiro e o abraço do m-R.   Acordo sábado com todas as intenções de relaxar, de deixar o dia passar por mim. De aproveitar que o m-R ti...

Quando estou inspirada...

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Consigo ser muito mázinha, assumo.   Hoje, o meu 1º ex-namorado, paixão-desgosto que me levou a uma depressãozorra, a perder 10 kilos e a não me "lembrar" de praticamente 1 ano da minha vida (de tão "comida" da cabeça que fiquei...). autor de pérolas da Humanidade como...   Mas, mas... tu não tens cura! (ao saber da minha paralisia cerebral) OU É um perigo pensar no futuro, contigo como mulher, porque filhos teus podem sair deficientes, como tu*   Faz 36 anos. Está oficialmente mais perto dos 40 do que outra coisa qualquer. Aaaai a crise da meia idade... (MUAHAHAH) A mãe dele (que me adora, ainda hoje, passados todos estes anos..., publicou um post no Facebook, a celebrar o dia em que foi mãe (o coitado do homem é filho-único...). m-M não se coibiu de comentar com um "amoroso": Parabéns, à mãe. E sim, ele em princípio verá a "chapada de luva branca", não somos amigos mas também não nos bloqueamos...   Yeap.  Eu quando se me bate o fel, consigo se...

E se eu vos disser que?

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Tenho o relógio biológico a "dar horas"?   Tenho 31 anos. Não que isso hoje queira dizer muito. No caso da minha mãe, que passou por problemas de fertilidade, queria dizer que com esta idade já tinha a 2ª filha, eu. No caso de grandes amigos, significa que os filhos ainda chegaram uns tempos depois... Até há bem pouco tempo, vá, uns 3 anos (podem pesquisar no blogue) dizia não querer ser mãe. Depois... mudei de cidade, construí um casa-mento, vi o meu sobrinho crescer e a minha sobrinha nascer. Vi amigas (que planearam ou que se "assustaram") ser mães. E apercebi-me que "até que quero" ser mãe. Ou a linhagem do m-R acaba aqui. Ou a minha fica implícita nos meus sobrinhos. E o m-R quer-o. Até foi ele, com o seu amor, o seu sentido de família, a sua total aceitação de mim, que me mostrou que eu poderei ser mãe. Se o quiser. Porque, ao meu lado, há quem queira, "só" com os medos normais, sem os meus, acrescentados.   Deus sabe os medos que tenho. As...

Do bullying laboral

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Quem me lê há tempo suficiente sabe que, no meu emprego anterior, fui vítima de  bullying  profissional durante cerca de um ano. Bullying bem "trabalhado" pela minha chefia máxima que o começou por fazer de forma tão dissimulada que, nos primeiros 3 meses eu mesma duvidava dos insultos e humilhações. Até que fui obrigada a ficar no trabalho mais 2 horas por dia, sem pagamento extra. Até que fui acusada de roubo aos salários da equipa - isto numa multinacional, eu nem tocava em dinheiro. Até que fui diretamente referida como "doida", "burra" e deficiente. Queixas na ACT de nada serviram. Denúncias de nada serviram. Aguentei 16 meses. Os últimos meses nem escrevi aqui, pois nem sabis em que "terra estava".  Pareci viver numa nuvem particular, mas daquelas que se encaminhava para uma tempestade feia. Soube depois que ela foi despedida tal e qual como me despediram a mim. Que o meu nome foi limpo dentro da empresa. Que uqme resta da minha equipa até...

Da depressão - A Vida num Degrau (livro):

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Ontem recebi em casa o livro "A Vida num Degrau" que ganhei num passatempo promovido pela página Essenciais por Marta V.  e pela editora Pactor. Quando resolvi participar neste passatempo a finalidade não foi só ganhar mais um livro para a minha coleção. Por muito que eu adore livros com testemunhos reais. A finalidade foi aceitar ler sobre uma doença que faz parte da minha vida, há mais de 20 anos. Realmente é como viver num degrau. Sempre divididos entre dar um passo para cima, ou sentirmo-nos, de novo, a descer as "escadas interiores", até à nossa "cave". A depressão é um tabu. É mal compreendida. É minimizada e exagerada, ao mesmo tempo. Eu tenho depressão crónica.   Tive a minha 1ª depressão aos 9 anos, resultado de uma doença que me afeta (ainda hoje) o sistema imunitário. Do alto da minha ignorância infantil e da falta de noção dos meus pais (por muita vontade que eles tivessem de me ajudar), achei que o melhor a fazer, o mais "fixe", era ...