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A mostrar mensagens de março, 2026

Alegrias de leitora #5

Quase 12 livros lidos em 3 meses . Uma desistência porque a impressão é em letra pequena e os meus olhos já não aguentam… 😅 E tudo lido com calma, houve mesmo um que demoroooou… E em breve, lá vou eu para o meu 1.º Grisham do ano. E sim, tenho continuado o desafio da poupança ! (Neste momento já poupei o suficiente para comprar um livro inteirinho! Ihihih)

Senti-me "representada"

 Esta semana vi várias pessoas com "regueifinhas" a treinar no ginásio. I am not alone! 😜

Dentro da minha cabeça

O que fazer com uma cabeça que me passa a perna? E fico com a certeza: chegou a sazonalidade do meu “ desequilíbrio químico ”. Faço planos para o meu bem-estar. E depois a minha cabeça convence-me a re-priorizar tudo. Lá se vai o exercício em casa , ou a leitura antes de dormir . Importante é limpar o chão. Tratar da roupa da casa. Dos gatos. Das compras de mercearia da semana. Adiantar o pequeno-almoço de amanhã. Quando é que eu consigo dar a volta à minha cabeça? Que até o duche deixa para o fim? Batamos palmas, esta semana bebi 1.5L de água todos os dias , e fiz refeições mais “bem comportadas”.

Não ter que lutar

 Não ter que lutar contra mim mesma, para sobreviver, é uma das maiores vitórias de fazer psicoterapia e ter apoio psiquiátrico, desde o meu burnout. Já não passo os dias a obrigar-me a fazer “algo” (sair de casa, ir ao ginásio, comprar coisas… etc.) para me enquadrar, ou na esperança de me sentir melhor. Ou ser melhor. Sei que não estou curada porque, por exemplo, voltei a uma fase em que me sinto “abaixo da média” em termos de energia e de alegria de viver. Tenho que me trabalhar para não dizer coisas más a mim mesma, sobre o meu peso, o meu corpo, a minha deficiência. Foco-me nas coisas boas: no meu m-R, nos minhaus, nos livros, nos amigos. Nos dias que estão mais longos, no Sol que vai regressando. E, acima de tudo, fico feliz por já não ter que lutar contra mim, e não ter pensamentos negros.

Mudança de estação

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 Um dia ainda vou perceber porquê que nas mudanças de estação me “dá” para ouvir Bossa Nova…

Alegrias de leitora #4

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 E no mês de março, li o meu primeiro livro "5 estrelas" do ano: Super-recomendo. Uma "odisseia" familiar, com altos e baixos, sem grandes pontas soltas deixadas para trás, mesmo acompanhando uma família por mais de 50 anos. Deixou-me com o coração quentinho - e admito até que, para o fim, protelei a leitura, para não ter que me despedir dos personagens tão cedo.

Meu Ary

Caminharemos de olhos deslumbrados E braços estendidos E nos lábios incertos levaremos O gosto a sol e a sangue dos sentidos. Onde estivermos, há-de estar o vento Cortado de perfumes e gemidos. Onde vivermos, há-de ser o templo Dos nossos jovens dentes devorando Os frutos proibidos. No ritual do verão descobriremos O segredo dos deuses interditos E marcados na testa exaltaremos Estátuas de heróis castrados e malditos. Ó deus do sangue! deus de misericórdia! Ó deus das virgens loucas Dos amantes com cio, Impõe-nos sobre o ventre as tuas mãos de rosas, Unge os nossos cabelos com o teu desvario! Desce-nos sobre o corpo como um falus irado, Fustiga-nos os membros como um látego doido, Numa chuva de fogo torna-nos sagrados, Imola-nos os sexos a um arcanjo loiro. Persegue-nos, estonteia-nos, degola-nos, castiga-nos, Arranca-nos os olhos, violenta-nos as bocas, Atapeta de flores a estrada que seguimos E carrega de aromas a brisa que nos toca. Nus e ensanguentados dançaremos a glória Dos nosso...

Não conseguimos escolher…

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Temos que marcar férias - o calendário do m-R comanda. Problema… não conseguimos escolher destinos. Espanha faz parte… mas que cidade??? Queremos voltar a Évora, por exemplo… Eu gostava de ir a Florença, mas m-R não liga. Já fomos à Alemanha este ano… Viagens mais longas que 5h é complicado… Quais são os destinos em que estão a pensar? O que me recomendam?

Ódios de leitora #4

Ver avaliações a livros por pessoas que conheço (com quem estudei e a quem recolhe o inteligência) muito ofendidas com erros e gralhas em traduções - de livros de não ficção.. Mas depois lêem leitores da moda e livros em voga e não dizem nada sobre os roteiros vagos, as estórias repetidas/“copiadas” ou a construção frásica (chamemos-lhe) “manhosa” de traduções de livros de young-adult.

Eu sem ti… 🎶

 Quem seria eu sem os meus gatos? Sem o Snape, meu companheirão, gato da minha vida, respirar do meu respirar? Motor ronronante e resmungão, muitos dias razão do meu viver. Pêto que nunca é void. Sem o Freddie, gato-humano, com humores, e medos, e sentimentos. Lindo como só ele. O gato que me faz parar do nada, a passar no corredor, e me faz derreter de tanta fofura. E fazer festinhas e miminhos e falar com voz de bebé. Sem o Kiwi, sobrinho-gato, bola de energia, “gato de revista”. Com o miar mais fino, a paixão por água e pelo m-R. O gato que não me arrependo de ter trazido para casa, num segundo. De pelo sedoso, que faz companhia, que ronrona inesperadamente. Podia ser muita coisa, mas sei que sou mais completa com os meus bixanos.

Traumas geracionais

 Muito se fala nas internets de fazer terapia para “quebrar traumas geracionais”. O que não contam é que podemos trabalhar em nós, perceber os padrões, fazer a nossa parte, mas se os traumas são causados por externos, também dependerá deles poder comunicar e ultrapassar. Ninguém fala, nas internets, de quando isso não é possível. A revolta que fica, a frustração. A sensação de “trabalho vazio”. Ficarei para sempre a perguntar-me se poderia ter sido diferente. Se eu e a minha irmã tivéssemos podido trabalhar juntas, se conseguiríamos resultados diferentes com os nossos pais. Trabalhar e viver sozinha, na luta… é uma merda.

Arte #1

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