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Aaah a alegria de ter doenças crónicas

A minha depressão é ansiedade crónicas são "do contra". Pioro na chegada do verão; tenho crises extremas na época festiva. Este ano não foi excesso, pesando muito MESMO certos acontecimentos familiares.   Passou um mês e as palpitações, as insónias e o mal estar ainda não me deixaram. Pontos positivos da "edição" deste ano: zero ideação suicída, muito pouco recurso ao SOS, e sem necessidade de marcar consultas de urgência com a minha equipa. Vamos celebrar?   (Isso e o facto da consulta habitual de psiquiatria ser em menos de 3 semanas.)

Metas/ decisões para o novo ano

Manter a terapia. Ansiar por não subir doses da medicação. Fazer os exames adiados pelo SNS. Voltar ao ginásio. Manter o gosto pela leitura. Passear e espairecer, quando possível - já fiz uma lista e tudo.   Pouco, bom, importante e interessante - chega e sobra para os próximos mais de 300 dias.

6 Natais

Este ano marcam-se 6 Natais sem ti. A saudade está cá sempre, qual água mole em pedra dura, a falta do lugar à mesa vazio, o pão de ló com queijo que já não comes; em como o Natal ganhou fôlego com os teus meninos. A falta que me faz pensar nos teus presentes. E no pijama e Rafaellos que tu me oferecias, nos últimos anos.  Eu que não gostava de receber pijamas... agora olho para a gaveta e os melhores são os que tu me deste. E as voltas que a vida deu entretanto? E o quanto o Natal é um peso e uma batalha, agora? E as vezes que me apetece ir "buscar-te por uma orelha" aí, porque me deixaste sozinha, a gerir tudo? Mas, por entre todas as chatices, reina o Amor. A falta que me faz pensar em surpreender-te. O facto de que não há sonhos de leite como os teus. A "luta" por quem faz o embrulho mais estranho para pôr debaixo da árvore...   Este ano o Natal está uma confusão pegada... se tu cá estivesses, gerias o Norte, e eu o Centro. Mas sabes? Preferia a confusã...

Fim-de semana pré-Natal é...

Tratar dos produtos frescos para a mesa de Natal. É fazer limpeza à roupa que já não serve. É limpar a despensa e os produtos da casa de banho. É doar os produtos que não se conseguem terminar até ao fim do ano. É por o bacalhau a demolhar. É fazer as contas aos presentes de Natal para o rol do "deve e do haver". É rever as receitas e os ingredientes. É fazer embrulhos. É arejar e perfumar as divisões. É fazer as camas de lavado. É ver se dá para ir aos correios. É por o serviço fino (que me permite ter uma amiga do coração presente em casa, todos os natais) de fora e planear a mesa...   E ainda dizem que ser adulto é fixe.

Acho.

Mas só acho... Que este ano me sinto capaz de voltar a fazer a mousse de chocolate caseira, que fazia para a minha irmã.   Estou a pensar voltar a pegar na receita que está escrita na minha caligrafia de adolescente de 16 anos; e refazer a mousse para a passagem de ano. Que vai ser em casa, com os nossos pais.   Que será que as pessoas que passam no cemitério pensarão se eu for lá deixar uma tacinha? Será que ainda me sairá bem ao fim de tantos anos? Se a memória não me falha, não faço esta receita desde 2017...

Das pequenas coisas

Por malandrices do universo, este ano tenho reparado mais em "detalhes".   O amarelo-dourado das folhas das árvores; a forma como elas caem a fazer "túnel" quando vem uma ventania; o frio bom na pele da cara, ao fim do dia.   É de mim ou as folhas estão mais bonitas, este ano?

Contos do ginásio de bairro

Finalmente dar graças pelo inverno.   Ja não pingo de suor, está o mesmo número de pessoas, mas menos barulho; as minhas calças de treino mais quentes são do mais confortável que há (viva o Outlet).   E melhor ainda? Não há aquelas "aulas temáticas especiais" nem convites para jantares só para parecer bem e fazer um post na internet.    

Como saber que estamos a chegar ao fim do ano?

Não é só o trocar para a roupa e o calçado de inverno. Ou mudar a roupa da cama e os pijamas para as versões quentinhas.   É começar as arrumações e as limpezas. Medicamentos velhos, objetos que já não se dá uso, finalmente ir às gavetas buscar aquela vela ou creme, ou perfume para a casa que se andou a "guardar". Encontrar novos usos para produtos que não funcionaram, mas que se quer fazer render/valer o dinheiro e acabar.   Vocês também são assim?

Ainda não parei

De pensar em voltar a estudar.   A "dúvida mais recente" é: outro mestrado numa área diferente, não relacionada, mais baseada em paixão?   Ou doutoramento na área para fazer sentido na ligação dos temas?   (É isto a crise da meia idade?)

Do Amor

Pediram-me para pensar em "coisas boas e bonitas".   Pensei na minha irmã. Viva e saudável.   Sei que muitos se perguntam: não pensa no marido? Nao pensa nos pais? No sobrinho?   Penso. Mas eles não são algo etéreo, bom e bonito para pensar na tentativa de acalmar os nervos.   Eles são vida. São Amor de fontes e intensidades diferentes.   A minha irmã é etérea e eterna.

Aos 40, descobri que…

Não gosto de andar de maca. Dá-me vertigens.

Das amizades

Sou pessoa de poucos Amigos, com letra grande.   Para mim são as atitudes que contam, as emoções, os sentimentos, o cuidado. Nem tanto a presença física, as festas, os encontros - porque o mundo é grande e a vida acontece.   Dou muito, dou tudo, quando do outro lado noto reciprocidade. Gosto de tentar aquecer o coração de quem aquece o meu.   O que nunca tive muita paciência e cada vez tenho menos, é para continuar amizades quando descubro que, com esta idade, há quem faça jogos, espicace pessoas e use a personalidade para "desculpar"/justificar ligar ou desligar o botão.   Se aos 16 era conhecida por não alimentar dramas, isso posso garantir que continua igual.   Pode doer, pode confundir-me, deixar-me até meia parva. Mas passa. 

Bem-vindo Outubro

Mês novo e tal.   Mas deixemo-nos de coisas: como é que sei por ela?   Esta noite acordei a meio da noite com frio. É o que é.   Venha de lá o pijama de meia estação.

Introspeção

Quando conduzo tenho grandes momentos de introspeção. Enquanto oiço a minha playlist. Sim, 15% são músicas dos Queen, 10% George Michael, 10% Tiago Bettencourt e 7% Robbie Williams, empatado com Whitney Houston e Lúcia Moniz. Um destes dias o modo aleatório colocou estas duas músicas seguidas - são do mesmo artista, mas de álbuns diferentes: Lembro-me do dia em que vi o primeiro clipe a primeira vez, como sei lá como, do alto dos meus 13 anos, vi tristeza nos olhos deste homem. E a memória de ouvir a segunda música é das mais bonitas da minha vida: tinha acabado de aterrar em Londres, para a minha primeira viagem fora de Portugal; era 2ª feira e a música estava a ser lançada. E eu ouvi tudo: alegria, sarcasmo, raiva, cansaço. Para mim será sempre a música do pico de energia, de se ser capaz de conquistar o mundo - com tudo o que isso implica. Mas acima de tudo, representam-me, nas suas palavras: Life's too short to be afraid (you think that I'm strong) Take a pill to numb the p...

Dramas de leitora #2

Uma 'eossa porta-se bem, lê uma média de 2 livros por mês. Está desde o início do ano sem comprar livros. Desci dos 50 por ler, na estante.   Vieram os descontos nos supermercados, e o meu aniversário... em 2 dias comprei + recebi tantos quantos os que li em quase 3 meses... Eu tento, eu juro que tento!

40 anos

(Este texto foi escrito antecipadamente)   Escrevo-vos sem saber onde estou. Presente da quarta década da minha vida. E sobre os detalhes, falarei depois.   Hoje escrevo sobre como, a partir de hoje tenho a idade que a minha irmã terá para sempre. Desde o dia em que ela se foi que penso neste dia. No tudo que daria para ela aqui estar, para ainda ser saudável e me fazer um bolo único, como só ela. Que não estaria a viajar pelo mundo, estaria em casa, com ela, o meu H., os meus pais porque as datas grandes celebram-se juntos, em casa. Talvez, por isso, tenha feito este pedido, para não estar em casa. Foi a penúltima vez que vi a minha irmã: em casa, a celebrar os seus 40 anos. Foi um dia feliz, ela teve energia e humor como não tinha faz muito. E eu não quero manchar essa memória. (Casa, agora, é para celebrar os aniversários dos meus pais e do H.)   A minha casa de todos os dias agora é o m-R. E onde estivermos.   Mas, não deixo de pensar: "para quê cheguei aqui?". Porque sob...

Ai jornalismo...

A minha licenciatura é em Jornalismo e Ciências de Comunicação - embora me tenha apaixonado pela segunda parte, e nunca me tenha considerado jornalista, per sei. Mas se há coisa que 2 anos de "tronco comum" me ensinara foi a reconhecer bom trabalho: bons repórteres, boas perguntas, saber ser e saber estar, profissionalmente, com o objetivo principal de informar.   As conferências de ontem foram vergonhosas, por parte dos profissionais. Tanto o Presidente da Câmara (de quem não sou fã) e os profissionais de Saúde e Proteção Civil estiveram a bom nível comunicacional, rápidos, claros e empáticos, o suficiente - para a situação. Já os profissionais, na sua maioria, foram fracos: histéricos, a gritar perguntas, a interromper, a repetir a mesma questão ad nauseum, numa pressa demasiada, para o estado dos intervenientes.   Em 2003, quando entrei na faculdade tinham acabado de acontecer os "Grandes Incêndios" e tive, desde logo, professores a alarmar-nos para não cairmos n...

Dos dias

Há tantos dias, tantos pequenos momentos em que gostaria que a escrita fosse telepática.   Ha dias em que leio uma passagem dum livro, vejo uma notícia (ando carcomida com o governo), vejo uma qualquer coisa nas redes... e imagino, "leio-me" o texto que gostaria de escrever aqui.   Para partilhar, para me recordar.

Uma mão cheia

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5 anos sem ti. Uma mão cheia de vazio, prelúdio do resto da vida a viver sem ti. Sabes? Há dias em que parece que o dia em que foste descansar (merecidamente) foi noutra vida minha - e foi! Tem dias que parece que foi ontem. Tem dias em que, mesmo tendo já aceite praticamente tudo sobre o teres-me sido levada; sinto que, a qualquer momento te vou voltar a ver.   Os teus meninos estão cada vez mais parecidos contigo. Grandes, lindos, saudáveis. A fazer o melhor para continuar sem ti, mas sempre com uma sombra de saudade no olhar.   O nosso menino está um homem. Que pensa, que planeia, que sente, que falha, mas aprende. E a tua menina? Tão "2ª filha" quanto eu (gargalhada maléfica), tão perspicaz para tudo quanto é detalhe e sentimento. Sei que estás muito orgulhosa, aí em cima.   Já fiz as pazes com a tua campa, já não me "recuso" a ir lá; mas, os grandes momentos de conversa entre mim e o teu espírito, continuam a ser na cozinha.   Este ano bateu-me uma saudade dos ...

5 anos de luto

É voltar a vestir "cor" sem pensar. Ir aos saldos e escolher peças com cores vivas, porque são bonitas, necessárias e baratas.   Tirar do saco para lavar, antes de usar, (hábitos que ficaram da pandemia?) e pensar, mesmo assim: "amarelo, laranja, rosa, não são demais"?   E depois lembrar-me que a minha irmã nunca foi a favor do "preto fechado", porque a saudade não está não roupa, está no coração.