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Traumas geracionais

 Muito se fala nas internets de fazer terapia para “quebrar traumas geracionais”. O que não contam é que podemos trabalhar em nós, perceber os padrões, fazer a nossa parte, mas se os traumas são causados por externos, também dependerá deles poder comunicar e ultrapassar. Ninguém fala, nas internets, de quando isso não é possível. A revolta que fica, a frustração. A sensação de “trabalho vazio”. Ficarei para sempre a perguntar-me se poderia ter sido diferente. Se eu e a minha irmã tivéssemos podido trabalhar juntas, se conseguiríamos resultados diferentes com os nossos pais. Trabalhar e viver sozinha, na luta… é uma merda.

Que continue a ser um filme

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 Uma destas noites adormeci a ver um filme que adoro: “V for Vendetta”. Que me lembra que o povo tem poder, que, “no escuro há mentes brilhantes”, que o passado volta sempre para nos assombrar. Hugo Weaving é magistral - como sempre. A minha Londres é magnética, mesmo distópica. Adormeci a pensar que o passado se aproxima a passos largos. Mas sempre crente do poder dos membros da Resistência.

Sonhei com o Prince

Quem me segue há mais tempo sabe o carinho e a ligação que eu tenho o fantástico Prince. Pois que uma destas noites sonhei com ele. (Tudo muito propper, suas mentes depravadas!) Sonhei que fazia parte da família do próprio do Prince. E que passámos a noite de Natal todos juntos (a família do sonho era grande). Ao longo da noite "passeávamos" de sala para sala, enquanto o Prince nos contava em quem se tinha inspirado para escrever "x" música. Tudo enquanto agradecia a cada um de nós, pelo carinho que levou à inspiração. A cada sala que passávamos ele ia envelhecendo... e para o final do praticamente já só nos sorria. Mas é isso mesmo que guardo do sonho, o seu sorriso, a sua calma. O quanto todos o ouviámos e para nós, o Natal foi isso: estar lá, ouvir histórias e sentir gratidão. Um total oposto do Natal que vivo, faz mais de 3 anos. Mas deve ser para isso que servem os sonhos, não?

Desconexão

 O cérebro, e por consequência, o coração andam um pouco desconectados de tudo l que se passa no meu mundo. Que é muita coisa, diga-se de passagem. Há quem possa olhar e dizer: m-M, para onde se te foi aquela emoção toda com que vivias a vida? Aaaah meus queridos, está cá! Mas canalizada para me manter à tona, sã. Sinto revolta, mágoa, descrença, cansaço. Gratidão, honra, vontade de espairecer, ler, ler muito. Mas tenho que gerir. Ir deixando uma ou outra vir ao de cima, dependendo dos dias…

O peso, as mulheres e a ansiedade

 Já partir antes que engordei 10kgs em cerca de 3 anos. Faço exercício, tento mexer-me. Mas devido à depressão e à ansiedade a minha relação com a comida mudou: ora passo horas sem fim, sem fome e sinto enjoos e olho para a comida e não quero comer; ora como o que me aparece à frente Mas desde as crises psiquiátricas tenho mais dificuldades em, literalmente, alimentar-me: estranho texturas, enjoo alimentos, tenho fases de fixação em certos alimentos. Já procurei nutricionista, fui seguida mais de 4 meses: zero resultados. E depois? Vou ao médico, por outros motivos, e todos me olham com cara de “podia perder uns quilinhos”, de “faça exercício”. Como se eu não estivesse a fazer o que consigo. Como se não tivesse noção. Como se fosse fácil.

A idade pesa...

Por vários motivos estive mais de um mês sem treinar. Regressei agora em janeiro ao ginásio. Ai as dores nos músculos... as pernas perras... o cansaço. Mas prontes... voltei, né? (Vamos ignorar que só me apetece fazer de conta e não ir...)

Realmente…

 O nosso Mundo não vai longe se: Quando explicado o papel diplomático do Presidente da República - neste nosso sistema semi-presidencial; a resposta “é só isso”? Os debates televisivos feitos ao ataque (pessoal) levam a esta ideia de um Presidente “Big Show Sic”. É Marcelo também não ajudou muito. Jorge Sampaio está às voltas na tumba) E pior quando as pessoas cobriam a confundir ideologia com partido político. Valores, ideias, fundamentos…? Eita, mundo vazio. (O Prof. Milan estás às voltas na tumba.)

Aaah a alegria de ter doenças crónicas

A minha depressão é ansiedade crónicas são "do contra". Pioro na chegada do verão; tenho crises extremas na época festiva. Este ano não foi excesso, pesando muito MESMO certos acontecimentos familiares.   Passou um mês e as palpitações, as insónias e o mal estar ainda não me deixaram. Pontos positivos da "edição" deste ano: zero ideação suicída, muito pouco recurso ao SOS, e sem necessidade de marcar consultas de urgência com a minha equipa. Vamos celebrar?   (Isso e o facto da consulta habitual de psiquiatria ser em menos de 3 semanas.)

Metas/ decisões para o novo ano

Manter a terapia. Ansiar por não subir doses da medicação. Fazer os exames adiados pelo SNS. Voltar ao ginásio. Manter o gosto pela leitura. Passear e espairecer, quando possível - já fiz uma lista e tudo.   Pouco, bom, importante e interessante - chega e sobra para os próximos mais de 300 dias.

6 Natais

Este ano marcam-se 6 Natais sem ti. A saudade está cá sempre, qual água mole em pedra dura, a falta do lugar à mesa vazio, o pão de ló com queijo que já não comes; em como o Natal ganhou fôlego com os teus meninos. A falta que me faz pensar nos teus presentes. E no pijama e Rafaellos que tu me oferecias, nos últimos anos.  Eu que não gostava de receber pijamas... agora olho para a gaveta e os melhores são os que tu me deste. E as voltas que a vida deu entretanto? E o quanto o Natal é um peso e uma batalha, agora? E as vezes que me apetece ir "buscar-te por uma orelha" aí, porque me deixaste sozinha, a gerir tudo? Mas, por entre todas as chatices, reina o Amor. A falta que me faz pensar em surpreender-te. O facto de que não há sonhos de leite como os teus. A "luta" por quem faz o embrulho mais estranho para pôr debaixo da árvore...   Este ano o Natal está uma confusão pegada... se tu cá estivesses, gerias o Norte, e eu o Centro. Mas sabes? Preferia a confusã...

Fim-de semana pré-Natal é...

Tratar dos produtos frescos para a mesa de Natal. É fazer limpeza à roupa que já não serve. É limpar a despensa e os produtos da casa de banho. É doar os produtos que não se conseguem terminar até ao fim do ano. É por o bacalhau a demolhar. É fazer as contas aos presentes de Natal para o rol do "deve e do haver". É rever as receitas e os ingredientes. É fazer embrulhos. É arejar e perfumar as divisões. É fazer as camas de lavado. É ver se dá para ir aos correios. É por o serviço fino (que me permite ter uma amiga do coração presente em casa, todos os natais) de fora e planear a mesa...   E ainda dizem que ser adulto é fixe.

Acho.

Mas só acho... Que este ano me sinto capaz de voltar a fazer a mousse de chocolate caseira, que fazia para a minha irmã.   Estou a pensar voltar a pegar na receita que está escrita na minha caligrafia de adolescente de 16 anos; e refazer a mousse para a passagem de ano. Que vai ser em casa, com os nossos pais.   Que será que as pessoas que passam no cemitério pensarão se eu for lá deixar uma tacinha? Será que ainda me sairá bem ao fim de tantos anos? Se a memória não me falha, não faço esta receita desde 2017...

Das pequenas coisas

Por malandrices do universo, este ano tenho reparado mais em "detalhes".   O amarelo-dourado das folhas das árvores; a forma como elas caem a fazer "túnel" quando vem uma ventania; o frio bom na pele da cara, ao fim do dia.   É de mim ou as folhas estão mais bonitas, este ano?

Contos do ginásio de bairro

Finalmente dar graças pelo inverno.   Ja não pingo de suor, está o mesmo número de pessoas, mas menos barulho; as minhas calças de treino mais quentes são do mais confortável que há (viva o Outlet).   E melhor ainda? Não há aquelas "aulas temáticas especiais" nem convites para jantares só para parecer bem e fazer um post na internet.    

Como saber que estamos a chegar ao fim do ano?

Não é só o trocar para a roupa e o calçado de inverno. Ou mudar a roupa da cama e os pijamas para as versões quentinhas.   É começar as arrumações e as limpezas. Medicamentos velhos, objetos que já não se dá uso, finalmente ir às gavetas buscar aquela vela ou creme, ou perfume para a casa que se andou a "guardar". Encontrar novos usos para produtos que não funcionaram, mas que se quer fazer render/valer o dinheiro e acabar.   Vocês também são assim?

Ainda não parei

De pensar em voltar a estudar.   A "dúvida mais recente" é: outro mestrado numa área diferente, não relacionada, mais baseada em paixão?   Ou doutoramento na área para fazer sentido na ligação dos temas?   (É isto a crise da meia idade?)

Do Amor

Pediram-me para pensar em "coisas boas e bonitas".   Pensei na minha irmã. Viva e saudável.   Sei que muitos se perguntam: não pensa no marido? Nao pensa nos pais? No sobrinho?   Penso. Mas eles não são algo etéreo, bom e bonito para pensar na tentativa de acalmar os nervos.   Eles são vida. São Amor de fontes e intensidades diferentes.   A minha irmã é etérea e eterna.

Aos 40, descobri que…

Não gosto de andar de maca. Dá-me vertigens.

Das amizades

Sou pessoa de poucos Amigos, com letra grande.   Para mim são as atitudes que contam, as emoções, os sentimentos, o cuidado. Nem tanto a presença física, as festas, os encontros - porque o mundo é grande e a vida acontece.   Dou muito, dou tudo, quando do outro lado noto reciprocidade. Gosto de tentar aquecer o coração de quem aquece o meu.   O que nunca tive muita paciência e cada vez tenho menos, é para continuar amizades quando descubro que, com esta idade, há quem faça jogos, espicace pessoas e use a personalidade para "desculpar"/justificar ligar ou desligar o botão.   Se aos 16 era conhecida por não alimentar dramas, isso posso garantir que continua igual.   Pode doer, pode confundir-me, deixar-me até meia parva. Mas passa. 

Bem-vindo Outubro

Mês novo e tal.   Mas deixemo-nos de coisas: como é que sei por ela?   Esta noite acordei a meio da noite com frio. É o que é.   Venha de lá o pijama de meia estação.