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"A" receita de mousse de chocolate

Partilho convosco a famosa mousse de chocolate que voltou a aparecer à nossa mesa. (como diz a minha querida Gabrieeelaaaa - para memória futura) 1 tablete de 200 g de chocolate 70% 5 ovos 2 colheres de sopa de margarina  3 colheres de sopa, mal cheias, de açúcar 1 colher de chá de café em pó 1 colher de café de sal    Bater as gemas com o açúcar; bater as claras em castelo; derreter o chocolate (em pedaços) com a margarina - eu faço no micro-ondas, em intervalos de 30 segundos. Juntar o chocolate derretido, arrefecido, aos ovos, assim como o café e o sal, bater lentamente com colher de pau, até tudo estar incorporado. Juntar as claras, envolvendo as claras, sem bater, nem aplicar força. Enjoy!

Yule

Segundo as "más-línguas", deveria ter nascido hoje, faz 40 anos.   No dia mais curto do ano, no solstício.   Gosto de celebrar este dia, não por mim, mas porque significa que, a partir daqui, há mais horas de sol, porque vem aí o Natal, todo um ano novo bate à porta. Faço a "sopa especial", faço as asinhas com paprika na air-fryer, faço o vinho quente caseiro. Acendo velas.   E, nem sempre, mas às vezes, penso no quão diferente poderia ter sido a minha vida se eu não tivesse nascido prematura - e como consequência, com uma deficiência. Faz muito tempo que deixei de desejar ter nascido a "tempo" e "normal", afinal de contas, só conheço a vida "assim". Mas Yule é isto, é sonhar. É ter pequenas tradições no meio de dias "normais".

Acho.

Mas só acho... Que este ano me sinto capaz de voltar a fazer a mousse de chocolate caseira, que fazia para a minha irmã.   Estou a pensar voltar a pegar na receita que está escrita na minha caligrafia de adolescente de 16 anos; e refazer a mousse para a passagem de ano. Que vai ser em casa, com os nossos pais.   Que será que as pessoas que passam no cemitério pensarão se eu for lá deixar uma tacinha? Será que ainda me sairá bem ao fim de tantos anos? Se a memória não me falha, não faço esta receita desde 2017...

Saudades

De fazer um bolo, de beber um chá.   Os bolos não têm saído bem. A vida está um caos sem grandes pausas.   Quem sabe consiga, quando for tarde de montar a árvore de Natal - não, o espírito ainda não chegou cá a casa.

Monotonia

Quem diz que a monotonia tá conta de uma relação... Só vos digo: ao fim de uns 9 (?) anos, com a chegada do outono - e o cansaço das ultimas loucuras familiares - retomamos os sábados de prato de conforto (cozinhado por mim), um bom vinho a 2, e um filme (ou da infância, ou nunca antes visto).   Quase como uma pandemia (mas das boas) a dois.

Alguém me explica?

Aquele pessoal/ influencer/ cenas que se filma a tomar o pequeno-almoço de pé?   É penitência? O corpo "absorve " menos as calorias? A comida chega mais depressa ao estômago?   Éh páh, perdoem-me, mas não dá para mim. Nao me portei mal, nem estou de castigo; viva o meu café com leite e pão com manteiga comidos sentadinha na cadeira da cozinha.

Receitas do Instagram

Já fui mais de guardar receitas do Instagram para tentar fazer. Hoje em dia só guardo as que sei que vou mesmo fazer. No outro dia cruzei-me com uma receita de sopa (whatelse? *ler com a voz do Clooney), e guardei, e fiz! Não coloco a fonte porque entretanto não a encontro e já não me lembro do nome da criadora da conta, mas fica aqui o registo que não estou a roubar os créditos!  Sopa de courgete salteada com tofu 3 courgetes grandes 1 cebola média 1 talo de alho francas 2 dentes de alho 1 ramo de coentros 1 bloco de tofu - usei o tofu com manjericão do Lidl para ter a certeza que tinha sabor e que ligava com os sabores 3 colheres de sopa de azeite - para 2,2L de sopa qb de sal e pimenta   E agora é super simples: refogar tudo, até a cebola, o alho francês e a courgette estarem translúcidos, o tofu entra cortado aos cubinhos pequenos. E depois é cobrir com água e deixar cozinhar 25 minutos a lume médio. O tofu dá-lhe muita cremosidade, mesmo! Se não gostarem podem acrescentar um pouco...

Na cozinha

Finalmente fiz um bolo na air-fryer, graças ao presente de Natal da Gabrieeeelaaaa.   Bolo de iogurte natural e limão (do verdadeiro).   Ainda tenho que acertar os tempos - até porque fiz a massa um bocado a olho, na liquidificadora.   Mas o que valeu aqui mesmo foi o sentir que tinha a minha amiga comigo na cozinha.

Mais um sinal de “adultez”

Sonhar que se está a fazer sopa. Nesse sonho aqui a cozinheira faz umas experiências, acrescenta uns legumes novos. E a sopa fica assim espetacular!   Agora... ando a pensar nessa sopa faz dias, mas já não me lembro dos detalhes do sonho.   Será que Freud explica?

Segundo o Instagram

Vi um reels que diz que sou uma "Utilizadora Caseira Premium".   Gosto de estar em casa Gosto que os meus espaços favoritos sejam confortáveis Gosto de fazer o meu pequeno-almoço com calma De planear refeições Tenho uma padaria favorita Uma manteiga favorita Um amaciador de roupa favorito Gosto de tratar das plantas De acender incensos e velas   Quando me perguntam onde preferia estar ou onde me sinto segura digo: casa. Assinei a subscrição "premium" e não vejo mal nenhum nisso - nem me fica mais caro.   #pelintra4ever  

Então não é que…?

O raio do Pannetone Deluxe do Tio Lidl, "patrocinado" pelo Manuel Luís Goucha é mêmo bom?!   Desfaz-se na boca (o bolo), o sacana!!!

Desafios diferentes

Na equipa anterior fiz uma colega-amiga, uma nortenha que também está em Lisboa faz anos. E fomo-nos prometendo um cook-off de francesinhas, e bifanas e moelas. Tudo com regueifa para molhar o molhinho. Em princípio vamos fazer a primeira, no final da semana. Já ando pelas internets a pesquisar diferentes receitas de molho de francesinha - porque não me lembro dos detalhes do da minha mãe...   Ela já me mandou foto da regueifa que trouxe lá de cima - como uma senhora que eu cá conheço, faz.   E pode parecer tonto, mas faz tempo que não me propunha um desafio culinário sem ser cá em casa. Faz tempo que não pensava em matar saudades através do prato. Façam figas para que saia bem.

Receita - Creme de abóbora, cenoura e coentros

Apesar do meu peso não andar o "melhor" - a motivação para ir ao ginásio nem sempre ganha, e o estar por casa faz petiscar mais...   Há algo de que nunca abdico, nem no verão: SOPA - e sem batata, que foi algo de que me desabituei faz anos.   Esta semana deu-se-me uma vontade de creme de abóbora, mas diferente, o resultado foi bom, e por isso resolvi trazer para aqui: 1 1/2 colher de sopa de azeite 3 dentes de alho médios 1 colher de sopa de sal 1 colher de chá de pimenta caiena 1 colher de chá de curcurma 1 molho de coentros 2 peças de abóbora 3 cenouras grandes 6 floretes de couve-flor 1 courgete média 1 pedaço de gengibre fresco   Refoguei tudo por cerca de 20 minutos, mexendo a cada 5 minutos, para não pegar/queimar. Depois cobri com 2 litros de água e deixei cozer durante 40 minutos. Passo final? Passar - e depois foi só comer.   Uma sopa saborosa, boa para o coração, é termogénica também, e rende para 5 dias, para 2 pessoas, a cada jantar.  

Receita - Banana Bread com nozes

Na semana passada partilhei no Instagram a "invenção do mês": pão de banana com nozes. E o pessoal que por lá passa pediu para partilhar a receita.   Como sabem, detesto desperdiçar comida, e no domingo de manhã apercebi-me de 3 bananas no frigorífico que já estavam "mais para lá do que para cá" em termos de madureza. Vai daí, toca de ir ver às internets da vida, mas nenhuma receita me enchia as medidas, queria algo simples, fácil e sem maluqueiras nos ingredientes. Li umas quatro receitas, "cortei e colei", olhei para o que tinha em casa: et voilá.  A minha versão tem 100% farinha integral e só leva um ovo, dadas as minha intolerâncias alimentares: Cá ficam os ingredientes por ordem de entrada na receita: 2 chávenas de farinha integral 1 colher de sopa de fermento em pó 1 pitada de canela 5 nozes médias em pedaços 1 colher de sobremesa de sal grosso > misturam os ingredientes secos e a seguir juntam 1/2 chávena de óleo de coco 3/4 de chávena de açúcar ...

Deixaste de falar de restaurantes?

Aqui, sim - para já. Mas no Instagram 80% das minhas fotos são sobre comida ou stories de espaços.   Mas há 3 verdades que devo partilhar: 1. Adoro comida, comer e beber, mas tenho que ter calma ou facilmente me torno obsessiva, para o bem e para o mal. E sim, é fantástico ser contactada e convidada por restaurantes e ter a agenda cheia; mas não é saudável comer a pensar em quanto tempo de exercício tenho que fazer depois para queimar as calorias; 2. Adorava a sensação de credibilidade que cada convite me dava. Nunca menti, o que aconteceu foi o que escrevi. Maaaas era muito pressionada a florear, a embelezar a adjectivar de fantástico tudo quanto era sítio - só porque é o que os outros fazem. Entristeceu-me, cansou-me e afastou-me. Será que foi por isso que nunca cheguei à fama e aos grandes números?... 3. Em todos estes anos ainda tenho leitores e amigos que me pedem opiniões, dicas, locais com bons preços ou descontos. E sabem o que isso me faz sentir? Útil! Especialmente agora que ...

Experiência | Always Marquês, Lisboa

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Devo confessar-vos: tenho andado bastante ansiosa, atolada em trabalho, cansada, nervosa... Resultado, tenho perdido a motivação e a energia para quase tudo. Incluindo o sair de casa para conhecer sítios novos, algo que vocês sabem que eu adoro.   Na semana passada lá me convenci a mandar vir um takeaway, para contrariar isso. (Apesar dos números em Lisboa, eu mal saio de casa e estou a ver "o circo pegar fogo" através da televisão...) Sábado tive desejos de comida saudável não feita por mim. Eu continuo a minha vida  low-carber , mas baseio tudo muito em legumes e leguminosas... por isso, no sábado apetecia-me algo diferente. Demos com o Always Marquês no Uber Eats: uma casa que se dedica a  brunchs ,  bowls , menus saudáveis com sopas leves, panquecas saudáveis... um mundo de coisas com bom aspeto e sem grandes pecados. Eu decidi-me por uma  bowl vegetariana de cogumelos, quinoa, batata doce, queijo feta e ovo escalfado: a quinoa estava bem cozida, mas não demais, estava ...

Vinhos para acompanhar sobremesas | Dicas da enófila

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Agora que já fui viajando um pouco pelas minhas gastronomias favoritas, deixo-vos com um post de dicas para a parte favorita de muito boa gente: a sobremesa. (Até porque, por exemplo, para se ser um bocadinho original, é um bom texto para tirar ideias para um vinho a oferecer da próxima vez que forem convidados para uma almoçarada com os amigos)   Há a ideia que a sobremesa "só" se acompanha com vinhos do Porto, ou com aqueles licores bem decadentes, grossinhos, caseiros, feitos pela avó. Ou então podem até ser daqueles que fecham a refeição com a bebida que já estão a degustar, para não complicar. Mas a verdade é que, tal como os outros pratos em que carne, peixe, queijos e especiarias "ganham" ao serem potenciados por certos tipos de vinho ou certas castas; também a sobremesa deve ser acarinhada. Tartes cremosas - Aqui sim, recorram à regra do "tradicional". Um licoroso, um vinho do Porto, um Madeira, ricos em tempo passado, em doçura, em espessura na bo...

Receita | Carne de novilho recheada

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Sei que demorei um bocadinho a partilhar esta receita, de que fui fazendo  teasing ao longo de quase 2 meses, mas finalmente chegou o dia: Vou partilhar a minha receita de carne de novilho recheada e enrolada, cozinhada no forno.   Esta é uma receita tradicional da minha mãe, de quando éramos pequeninas, e eu adorava quando ela a fazia, porque era sinónimo de festa! Por isso, foi a receita escolhida para fazer para o almoço de Páscoa, com Sogrinha e a avó do m-R.   Fiz pequeninas alterações na área dos temperos (que eu sou um bocadinho mais aventureira do que a minha mãe) e "atualizei" o recheio para incluir ingredientes que os 4 adoramos e não comemos todos os dias. O que vão precisar (para 4 pessoas, e 2 refeições): 1 peça de costela mendinha, de novilho (cerca de 1,5 kg);   Temperos : 2 cabeças de alho grandes, laminado (o equivalente); 2 colheres de sopa de paprika doce, fumada ; 1 colher de sobremesa de 3 pimentas, moída ; 2 colheres de sopa de sal grosso. Fazer uma ...

Experiência | The Chippy Restaurant, Alcântara

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Pois é, para muitos o desconfinar começou logo em abril... mas eu só este mês comecei a sair um pouco mais de casa. E quem me segue desde o primeiro confinamento sabe: saí para comer!    O Chippy Restaurant é o mais recente poiso de comida britânica em Lisboa e o m-R não parava de me pedir para lá irmos. Nós, uns apaixonados pelo Reino Unido, nós os fãs de  Fish and Chips e  musshy peas e  gravy.   O Chippy é o projeto imaginado pelo  chef Justin Brown no WEAT Hub, em Alcântara. Para onde trouxe toda a sua experiência a trabalhar em embaixadas (só um exemplo) e onde tem magicado os peixes em polme, as tartes salgadas com massas que derretem na boca, as batatas do mais caseiro que há e a cerveja artesanal que o m-R adorou, e que, dizem, esgota que nem pãezinhos quentes.   O espaço acolhe mais 2 espaços gastronómicos, mas a atenção, desta vez foi total às saudades que tínhamos daqueles petiscos. Tanto que saltamos as entradas e nos dedicamos a: 1 dose (que dá para 2 pessoas) de  Haddo...

Vinhos para comida chinesa | Dicas da enófila

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No seguimento de matar saudades de um bom restaurante chinês, nada melhor do que deixar umas dicas de que vinhos "casam" melhor com este tipo de gastronomia. E porquê? Porque eu mesma precisei de pesquisar, que eu "refugio-me" nos rosés, mal chega o Sol.   E não é que descobri que outro dos meus vinhos favoritos, o Riesling branco, também fica bem com os pratos mais picantes - eu costumo comprar oRiesling da Africa do Sul que se encontra no Aldi por cerca de €5: é um vinho frutado, com notas cítricas, que fica perfeito servido entre os 12 e o 14ºC e ajuda a cortar a possível gosrdura deste tipo de aperitivo.   Para acompanhar as entradas como o pão chinês ou os crepes com carne picada; ou os pratos de vaca, descobri que um Merlot jovem (desta casta só experimentei um reserva Ermelinda, por isso não posso partilhar recomendações); ou um Syrah (aqui recomendo o meu "queridinho" Monte da Ravasqueira, o Sossego - este encontram com facilidade no Lidl, por exem...