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Também são assim?

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Tenho locais que a minha mente criou, que não existem na realidade, mas que se repetem nos meus sonhos. Exemplos: Sempre que sonho com um shopping, é o mesmo. Lá, já ganhei um carro (vermelho), já fiz as compras todas, sempre no sentido oposto ao m-R, já passei o dia a subir escadas rolantes; Tenho sonhos recorrentes sobre ir a casamentos, mesmo sem saber quem são os noivos - desde acompanhar a noiva a comprar o vestido, a ver a cerimónia na igreja, estar no banquete e na festa; Sonho recorrentemente que estou a viajar (normalmente no inverno), e tempos depois (no sonho) "acabo" a mudar-me para ou a trabalhar nesse país - já aconteceu na Alemanha , na Suiça , na Polónia... E o mais engraçado é que há sempre Portugueses por lá, que encontro SEMPRE nos transportes ou na Universidade; A Universidade do Porto e a Universidade de Lisboa fundem-se e criam um campus, no CCB  ou no Polo Universitário da UP... eu vou a aulas (já dei por mim em aulas de Ciências, de Português Aplicad...

Pessoal que procriou, expliquem-me

Expliquem-me se é das hormonas ou do “Amor Maior”… que pessoal que durante anos disse não querer ter filhos, batendo no peito, sem nota de tristeza na voz… Depois de procriar uma nova vida diz coisas como: “sempre soube que aeríamos mais”, “os nomes para os filhos já estavam escolhidos”, “antes os nossos filhos eram os animais, agora sabemos que ser família só faz sentido depois do nascimento da criança”. Eu sempre assumi não querer ser mãe, não sentir essa necessidade; com a idade e a genética sinto mesmo que uma cria minha não viria acrescentar nada de especial ao Mundo no geral - só preocupações com o seu Futuro, no meu particular. Eu sei que tenho feitio vincado mas se bato no peito, ou quando o faço, mantenho a palavra. E logo num assunto sério como este. É que aqui entre nós, o Mundo não está a caminhar para melhor....

First world problems

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Comprei uma “Stanley Cup” (do Lidl) em promoção. É bonita, leva mais de 1L de chá… E tudituditudi! Problema: foi desenhada para destros… Agora que tivemos dias farrusco a dar a cara, e que eu já voltei a andar com o chá atrás de mim... Acabo a pegar nela “pelo rabo” para poder usar a mão esquerda e continuar a trabalhar - e a rezar para que não me caia e molhe o teclado. É isso é ter comprado 2 pares de calças, do mesmo tamanho e da mesma marca… é um serve e o outro não… Aaaah o maravilhoso mundo da moda feminina… a ajudar ZERO a auto-estima.

Agora já posso, já tenho idade

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Tenho passado as tardes de Domingo a ver uma série da adolescência (da minha irmã). BH 90210 . Lembro-me de ter 5/6 anos e estar a aprender as letras em Português; e a minha irmã ter um "tesouro", uma Bravo, em alemão!!!! (Que para mim era chinês) Tudo por causa desta série. Tudo por causa do Dylan - que ela e as amigas achavam giiiiroooo - aos meus olhos de hoje em dia... parece-me uma imitação do Elvis, e da Temu. Eu tentava-me meter na conversa dela e das amigas, e defender que o Brandon era mais interessante e tinha uns olhos mais bonitos (embora seja um bocadinho sonso demais) e que o Steve tinha ar de alemão maluco... mas ninguém me ouvia. (Mantenho todas as opiniões, todos estes anos depois, a cada episódio que passa) Passaram-se mais de 30 anos. Eu até aprendi alemão na escola - mas pouco consegui guardar na memória. E aos Domingo ou 4ªss lá estou eu: sentada, em frente à TV, a viver as aventuras de adolescente, e a perceber o fascínio que tiveram na mente adolesce...

O verão…

Realmente, o verão… Não me é fácil, e a cada ano perco a ligação a esta estação e ao seu “romanticismo”. Desde o verão de 2020: Perdi a minha irmã Tive um burn-out e fui diagnosticada com distimia e ansiedade crónicas Mudei de emprego 4 vezes (e só um caso foi “escolha” minha) Perdi a minha madrinha de batismo e outros familiares Tive 3 crises graves de depressão e uma alérgica - como já não tinha desde o fim da adolescência. Seis verões repletos de M£#%@! E ficam as dúvidas: quando poderei voltar a ter um verão minimamente humano? Será que o conseguirei reconhecer e aproveitar? As “férias” passam e eu nem lhes sinto o sabor ou reconheço a magia, o desmcanso. É que sinceramente, é cansativo viver amedrontada e exausta de maio a outubro…) Será que há uma palavra para hibernação, mas feita no verão?

O Evangelho segundo Jorge Palma

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Admito que só deixei o Jorge Palma entrar tarde, na minha vida. Admito que fugia das garantias de poesia , porque okhava para ele e me parecia difícil um Homem só, ser tão elogiado. E depois, entrou de rompante, disfarçado de Amor, ainda para mais. Mas, quando me senti só, e procurei palavras que me representassem, lá estava ele. Com palavras de esperança, de Humanidade, de Amor sim, também. Fica por vê-lo ao vivo - porque não tive companhia... E ficam aqui as tuas minhas palavras favoritas: O meu amor tem lábios de silêncio E mãos de bailarina E voa como o vento E abraça—me onde a solidão termina O meu amor tem trinta mil cavalos A galopar no peito E um sorriso só dela Que nasce quando a seu lado eu me deito O meu amor ensinou—me a chegar Sedento de ternura Sarou as minhas feridas E pôs—me a salvo para além da loucura O meu amor ensinou—me a partir Nalguma noite triste Mas antes, ensinou—me A não esquecer que o meu amor existe Até breve, Jorge - viverás, para sempre, no meu carro e n...

Lembra-te

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O que parece sonho pode meter medo. O cansaço reina, mas tu podes mais. Venham as lágrimas, o desconforto e a estranho. Que no fim, o relógio anda para trás, no Mundo que andou para a frente. E terminas o dia e a semana, a sair da toca , pelas obrigações; mas capaz de enfrentar um susto antigo , mas no terreno, na tua Casa. E mal ou bem, vendo assim, já ganhaste algo. Nem que seja só por hoje: lembra-te, nada ficou cor-de-rosa , mas o dia fechou com Sol e contigo um bocadinho maior, mais capaz. Ou, pelo menos, mais "tentadora".

Chegou o meu dia

 41 anos. De tantas conquistas, de tanta luta. De metas alcançadas, e de confusão sobre o dia que pode vir a seguir. Este ano, o meu aniversário não me anima,, não me dá friozinho na barriga. Traz-me tristeza vinda dos confins da mente, muito em que pensar, e uma enorme certeza de que estou vazia, por dentro. Um vazio feito de cansaço, de repetições de ciclos  que não pedi, de olhar para o espelho e não perceber como cheguei aqui. Ou para quê. Que se celebrem 41 anos da minha chegada. Amanhã será outro dia. E o único desejo que tenho é não estar neste estado mental, no próximo ano.