Não ter que lutar
Não ter que lutar contra mim mesma, para sobreviver, é uma das maiores vitórias de fazer psicoterapia e ter apoio psiquiátrico, desde o meu burnout.
Já não passo os dias a obrigar-me a fazer “algo” (sair de casa, ir ao ginásio, comprar coisas… etc.) para me enquadrar, ou na esperança de me sentir melhor. Ou ser melhor.
Sei que não estou curada porque, por exemplo, voltei a uma fase em que me sinto “abaixo da média” em termos de energia e de alegria de viver.
Tenho que me trabalhar para não dizer coisas más a mim mesma, sobre o meu peso, o meu corpo, a minha deficiência.
Foco-me nas coisas boas: no meu m-R, nos minhaus, nos livros, nos amigos. Nos dias que estão mais longos, no Sol que vai regressando.
E, acima de tudo, fico feliz por já não ter que lutar contra mim, e não ter pensamentos negros.
É um caminho. Nem sempre em linha reta. Há curvas, desvios. Há momentos em que é preciso voltar atrás, e ganhar balanço para avançar. Mais do que chegar a uma "cura", é ser consistente no percurso.
ResponderEliminarÉ mesmo sentir que há um caminho. :)
Eliminar