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6 Natais

Este ano marcam-se 6 Natais sem ti. A saudade está cá sempre, qual água mole em pedra dura, a falta do lugar à mesa vazio, o pão de ló com queijo que já não comes; em como o Natal ganhou fôlego com os teus meninos. A falta que me faz pensar nos teus presentes. E no pijama e Rafaellos que tu me oferecias, nos últimos anos.  Eu que não gostava de receber pijamas... agora olho para a gaveta e os melhores são os que tu me deste. E as voltas que a vida deu entretanto? E o quanto o Natal é um peso e uma batalha, agora? E as vezes que me apetece ir "buscar-te por uma orelha" aí, porque me deixaste sozinha, a gerir tudo? Mas, por entre todas as chatices, reina o Amor. A falta que me faz pensar em surpreender-te. O facto de que não há sonhos de leite como os teus. A "luta" por quem faz o embrulho mais estranho para pôr debaixo da árvore...   Este ano o Natal está uma confusão pegada... se tu cá estivesses, gerias o Norte, e eu o Centro. Mas sabes? Preferia a confusã...

Saudades

De fazer um bolo, de beber um chá.   Os bolos não têm saído bem. A vida está um caos sem grandes pausas.   Quem sabe consiga, quando for tarde de montar a árvore de Natal - não, o espírito ainda não chegou cá a casa.

Das amizades

Sou pessoa de poucos Amigos, com letra grande.   Para mim são as atitudes que contam, as emoções, os sentimentos, o cuidado. Nem tanto a presença física, as festas, os encontros - porque o mundo é grande e a vida acontece.   Dou muito, dou tudo, quando do outro lado noto reciprocidade. Gosto de tentar aquecer o coração de quem aquece o meu.   O que nunca tive muita paciência e cada vez tenho menos, é para continuar amizades quando descubro que, com esta idade, há quem faça jogos, espicace pessoas e use a personalidade para "desculpar"/justificar ligar ou desligar o botão.   Se aos 16 era conhecida por não alimentar dramas, isso posso garantir que continua igual.   Pode doer, pode confundir-me, deixar-me até meia parva. Mas passa. 

Quando BBB já não é barato

Cada vez mais compro roupa em 2.ª mão, ou a lojas de comércio local, nos saldos.   É muito porque sou pelintra, mas também, muito porque vejo com cada montra no shopping, que me faz ver que a moda de há uns 5 anos para cá tem pouco a ver comigo.   Isso e as marcas fast-fashion pedirem €25 por uma camisola, €19 por uma blusa, mais de €60 por um fato... Perderam a noção? Preços de lojas escalão médio, mas sem qualidade ou acabamentos? Jazuz...   Vivam os outlets, a 2.ª mão, a loja de família dos Silva. A vida está cara, mas a moda está mais.

Conhecem a palavra Diplomacia?

É um dos trabalhos do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Representar-nos diplomaticamente, perante outros países, no bem de todos, na igualdade e proteção.   Não é o que Paulo Rangel está a fazer. E muito menos o Prof. Doutor Marcelo. As declarações do último então e do querridérrimo Primeiro Ministro são inadmissíveis a este nível de representação nacional.   Se fossem os amigos a terem ido com velinhas, pão e água evangelizar o povo de Gaza já se estava a ver outro tipo de abordagem cheia de energia.   Uma deputada nacional está envolvida e tudo o que vejo é minimização da própria e da finalidade (total) da flotilha.   Uma vergonha.  

Ai jornalismo...

A minha licenciatura é em Jornalismo e Ciências de Comunicação - embora me tenha apaixonado pela segunda parte, e nunca me tenha considerado jornalista, per sei. Mas se há coisa que 2 anos de "tronco comum" me ensinara foi a reconhecer bom trabalho: bons repórteres, boas perguntas, saber ser e saber estar, profissionalmente, com o objetivo principal de informar.   As conferências de ontem foram vergonhosas, por parte dos profissionais. Tanto o Presidente da Câmara (de quem não sou fã) e os profissionais de Saúde e Proteção Civil estiveram a bom nível comunicacional, rápidos, claros e empáticos, o suficiente - para a situação. Já os profissionais, na sua maioria, foram fracos: histéricos, a gritar perguntas, a interromper, a repetir a mesma questão ad nauseum, numa pressa demasiada, para o estado dos intervenientes.   Em 2003, quando entrei na faculdade tinham acabado de acontecer os "Grandes Incêndios" e tive, desde logo, professores a alarmar-nos para não cairmos n...

Paixão deste verão

Conheci a marca SVR (dermocosmética francesa) graças à consulta que fiz em Janeiro para cuidar/recuperar a pele do meu rosto. Fiquei fã. Entretanto... o meu protetor solar do ano passado foi para o lixo... e o Continente tinha os solares desta marca em promoção: apaixonei. A bruma protetora 50+ é leve, fresca, absorve rápido, rende (estamos 3 pessoas a usar e nem a meio vai), não tem perfume e não é gordurosa. E mais, este ano: escaldões, marcas ou vermelhidões - zero! E ficou por 16€, com acumular em cartão.   Se eu ainda fosse uma blogger pseudo-famosa andava aqui a fazer olhinhos a um patrocínio. - ahahaha!   Mas mesmo sem ele: recomendo!

Dramas de leitora

Este mês li 3 livros. 2 de "tamanho normal", um de "short-story". E qual é o drama? Esqueci-me que quando pego num livro de contos, o leio numa tarde. Estava na terrinha e não tinha levado mais nenhum. Tive que o pousar e pegar no telemóvel ou ficava sem nada para ler à noite.   E depois ainda há pessoas que se riem porque ando com 2 livros atrás, se durmo fora de casa...  

Escrevi uma carta à Democracia

Mais do que pelas mudanças políticas como discussão, mas porque estas me afetaram na pele, na mente, no coração. Não desejo a ninguém o que me aconteceu no SNS que todos nós pagamos. Estou a recuperar do que me aconteceu, mas creio que não voltarei a ser a mesma pessoa. Morreu-se em mim um dos valores da nossa Constituiç\ao que me fazia crer que as maçãs podres eram "uma em cada cesto".

Montanha-russa

Podes fazer tudo. Procurar ajuda. Fazer terapia. Seguir a medicação à regra. Manter-te funcional no trabalho - porque esse é o que paga o resto da vida. Podes até seguir conselhos e voltar ao ginásio, passear ao sábado, voltar a ler - com gosto. Mas a depressão e a ansiedade são monstrinhos reais, debaixo da tua cama, que, do nada, te puxam a perna, quando estás "a dormir", no vai e passa dos dias. Estou, de novo num buraco negro. Já tenho consultas de urgência a acontecer. O terrível? é que nem sei o que causou isto, desta vez. Só sei que comer é difícil, dormir é difícil. A memória está por um fio. A energia não existe. E os pensamentos sombrios voltaram e não me querem deixar.

Desilusões adultas

Quem me lê faz muuuuito tempo sabe que eu sou fã do Aldi.   Maaaas por motivos logísticos passei a visitar mais o Lidl.   Ora, no fim de semana passado, no meio das voltas/tarefas da vida adulta... consegui voltar ao Aldi. Ia toda contente, só faltava ir aos saltinhos... Desilusão! Estava meio vazio, sem grandes promoções, fraquinho nos legumes, fraquinho nos congelados e sem produtos de campanhas assim mais thacharan...   Senti-me enganada, traída até.

Untitled

Os seres humanos são complicados. Teto ouvir, perceber, adaptar-me, mostrar a relevância que têm na minha vida. Dou o meu melhor, mesmo cansada, desconfortável, sem certexas - vejo nos humanos a capacidade de, mesmo depressiva ou ansiosa, não perder a ligação ao mundo. E pimbas - mesmo com o esforço e atenção, o respeito, a consideração, a capacidade de ouvir de volta, de perceber, de tentar perceber em mais de 5 segundos deita tudo por terra. Mas faz parte do meu feitio continuar a tentar, até que um dia as coisas melhorem.

Como é que sei que isto está grave?

Quando dou por mim a pensar em voltar a estudar.   Aquele Douturamento interessante da UP com a UA. Ou um mestrado em algo comportamental/ análise...   Problema: seria por diversão, e estudar sai caro para "ser só a brincar". (Diz a pessoa que vai fazer 40 anos e que trabalha vai para 20)

O “certo”

Nem sempre fazer o caminho "certo", seguir as indicações, achar que se "me portar bem", os problemas melhoram.   É o caso da medicação para a depressão e ansiedade. A inclusão na minha vida foi natural, já que tenho outras doenças crónicas. Mas mesmo fazendo tudo certinho, Tomas corretas, a horas, fazer higiene de sono... vou na 3.ª alteração de medicação. Estou no fundo desde janeiro. E desta, mesmo com uma ótima consulta, vim de lá sem grandes expectativas.   O "certo" é o quê? Afinal?...

Gisberta

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Dia Internacional da Mulher. E eu, como jovem Portuense, senti muito, chocada, enojada, aterrorizada, a Morte da Gisberta. Passava pelo edifício abandonado que a acolheu, muitos dias, para ir para o meu primeiro emprego - daqueles com salário. Sempre me doeu no coração como para além de mal-tratada, gozada, incompreendida, morreu ao frio, à chuva, só. Quem fala da Gisberta, diz para pensarmos em cor, mas eu só consigo sentir cinzento, de vergonha, por tal ter acontecido às mãos de rapazes pouco mais novos do que eu, na minha cidade. Intolerância é algo que não compreendo. Diferença é algo que eu sou. Talvez por isso tenha dado por mim a pensar tanto na Gis, tantas vezes, nos últimos tempos...    

Empanquei num livro

Que faço? Leio a "passar os olhos"... Deito ao ar? Queimo - qual inquisição?   Pior. É o segundo de uma saga de 4.   #firstworldproblems

A maior surpresa do Natal foi...

Uma enorme constipação! YAY. Not.

Das modas:

Mas que campanha é esta de "vender" Itália como o "novo paraíso"?   Estive lá este ano, até fiz um périplo, andei de comboio e de camionete. Até de barco. Visitei 3 cidades diferentes em 4 dias. É bonito? É. É a nova "Meca"? Não.   A comida é boa, mas toda muito similar. Os gelados são bons mas inflacionados. Os cocktails um bocadinho para o sensaborão - foi lá e foi no Algarve. As igrejas pouco fascinantes, para o país da "religião". As ruas nada marcantes.   É bonito, mas não merece o hype todo no Instagram. Prontes, já desabafei.

E quando…?

Os ataques de ansiedade chegam do nada? Ao acordar? Depois de meses a gerir bem?   Aconteceu este sábado... andei o dia todo abananada.

Estou na luta.

Estou desempregada pela primeira vez em 8 anos.   8 anos de muito trabalho, de grandes empresas, de me atirar ao trabalho para não lidar com luto. De ter um burnout . Mesmo assim não parei, propriamente, procurei um novo emprego e continuei.   Quando achei que tinha atingido o pináculo, para o qual lutei, tiraram-me o tapete, rebaixaram-me e mandaram-me para o desemprego, fazendo-me sentir inútil.   Quem me rodeia pede-me para descansar, diz-me que tudo se vai resolver rápido; que eu sou fantástica e depressa volto ao ativo.   Vão 3 meses disto, inúmeras entrevistas, várias fases finais em que fui preterida por outra pessoa. Estou cansada e desmoralizada, a sentir o relógio a tic-tac-ar, eu aqui... sem nada para apresentar de útil. Queria tanto conseguir encontrar motivação nas formações, acreditar no que os outros dizem que eu sou.   Mas faz 3 meses que apenas repito: estou na luta, e sorrio, sem grande crença ou nada para acrescentar.