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Alegrias de leitora #5

Comprar um livro - clássico-contemporâneo, de que gostas faz mais de 10 anos - na livraria de que uma personagem fala, no livro que estás a ler AGORA.

E o concerto “a solo” de 2025?

Foi o do Tiago Bettencourt. Na zona de mobilidade, com boa visibilidade e sem dramas - parabéns à equipa do Campo Pequeno.   Foi bom matar saudades de um cantor que "me canta" bem. Lembrei-me muito da noite de dezembro de 2010. Mas ambos amadurecemos. O Tiago está rockeiro, autor com referências e frases bonitas. Eu, venci a vontade de não sair de casa. Tomei um duche, vesti uma saia e fui bailar as melodias. Enquanto esperei pelas tais que me ressoam por dentro (nuns casos tive sorte, noutros não).   Obrigado Tiago por me acompanhares sempre na pontinha de hedonismo que ainda persiste.

Paixões de pós-adolescente

Comédia stand-up. Adoro, desde muito nova. Afinal de contas sou da geração do "Levanta-te e Ri". Tenho os meus favoritos, e, quando morava sozinha no Porto, juntamente com um amigo, víamos pelo menos um espectáculo por mês, ao ponto de sermos conhecidos no circuíto do Norte.   E este mês vou poder regressar, ver um dos meu OGs, em Lisboa, com o m-R. Estou tão contente de ainda ter momentos de viver paixões boas, que são quasi-eternas!

Sei que vos prometi

Uma review da viagem surpresa. Mas ainda estou a processar tudo.   Fomos a Varsóvia, uma das cidades que estava na minha lista de "to-see". E é uma cidade interessante, com muitos ângulos. Muita história e museus - tal e qual como eu gosto - tudo num ambiente pouco turístico, mas cheio de vida, como uma capital é.   Foi realmente uma viagem surpresa. O facto de ter sido surpresa até chegar à porta do avião. Os passeios pensados, o espaço para parar "aqui, porque afinal tem algo giro". Os planos culturais, e o viver como os locais.   Acima de tudo, foi a pausa mental perfeita para entrar na nova década. Para celebrar calmamente. Para começar a digerir o "ter a mesma idade que a minha irmã". Foi maravilhoso ver que o 09/09 também é motivo de lembrança dos que mais me querem. E a todos agradeci as palavras "quentinhas". Prometo vir contar mais, à medida que for processando. O que gostariam de conhecer melhor? Museus Zonas da cidade Igrejas Passeios ...

Conhecem a palavra Diplomacia?

É um dos trabalhos do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Representar-nos diplomaticamente, perante outros países, no bem de todos, na igualdade e proteção.   Não é o que Paulo Rangel está a fazer. E muito menos o Prof. Doutor Marcelo. As declarações do último então e do querridérrimo Primeiro Ministro são inadmissíveis a este nível de representação nacional.   Se fossem os amigos a terem ido com velinhas, pão e água evangelizar o povo de Gaza já se estava a ver outro tipo de abordagem cheia de energia.   Uma deputada nacional está envolvida e tudo o que vejo é minimização da própria e da finalidade (total) da flotilha.   Uma vergonha.  

(Ainda) Se fazem coisas novas

Tipo ir ver o meu primeiro jogo de futebol, para a Taça de Portugal. Distritais do Porto. Com o meu pai à direita, o meu marido à esquerda. Tambores, o barulho da bola, adeptos que são vizinhos e falaram dos preços nos supermercados, ao intervalo.   Um mimo!

40 anos

(Este texto foi escrito antecipadamente)   Escrevo-vos sem saber onde estou. Presente da quarta década da minha vida. E sobre os detalhes, falarei depois.   Hoje escrevo sobre como, a partir de hoje tenho a idade que a minha irmã terá para sempre. Desde o dia em que ela se foi que penso neste dia. No tudo que daria para ela aqui estar, para ainda ser saudável e me fazer um bolo único, como só ela. Que não estaria a viajar pelo mundo, estaria em casa, com ela, o meu H., os meus pais porque as datas grandes celebram-se juntos, em casa. Talvez, por isso, tenha feito este pedido, para não estar em casa. Foi a penúltima vez que vi a minha irmã: em casa, a celebrar os seus 40 anos. Foi um dia feliz, ela teve energia e humor como não tinha faz muito. E eu não quero manchar essa memória. (Casa, agora, é para celebrar os aniversários dos meus pais e do H.)   A minha casa de todos os dias agora é o m-R. E onde estivermos.   Mas, não deixo de pensar: "para quê cheguei aqui?". Porque sob...

Como?

Como é que se faz uma mala, sem saber qual é o destino.   Eu já estou em contagem decrescente... a ver vamos se, por faltarem uns 3 dias para a viagem, m-R me diz pelo menos, se "lá" chove ou faz sol.   Preciso de fazer a mala para ir fazer 40 anos... (que frase mais chique de se escrever). Mas sim, decidi que este ano não quero presentes, faço a idade com que a minha irmã me deixou. Daqui para a frente serei a "mais velha" das duas - papel que não era meu, nem o desejei. Por mim, e por ela, que não conseguiu ter tempo de conhecer mais o mundo, pedi uma viagem ao m-R e à família.   Viagem essa que é surpresa para mim. Não sei onde vou. Só sei que vou, que será a uma cidade onde nunca fui. E que lá passarei de uma década para a outra.   Fingers crossed.

Países Evoluídos

Fomos apanhar ar a Espanha, numa road-trip a dois. (Um dia ainda vou perceber porque sou tão feliz e leve, em Espanha...) Então não é que lá, em certas cidades, o atestado de incapacidade tem utilidade desde os 33%? Viva os meus 40% de incapacidade que lá dão para ter pequenas ajudas e prioridades!

Desejos e saudades

Saudades do nervoso miudinho de esperar por um avião. De conversar com a minha irmã enquanto olho para as nuvens, mesmo ali ao lado, na janela do avião.   Nem penso em grandes viagens, nem tenho destino. Só tenho saudades de viajar. De chegar a uma cidade, com olhos de mundo novo, de desconhecido. De andar para descobrir, de entrar em museus, de pesquisar onde comer. De entrar em supermercados de outros países - ADORO!   Alguém tem assim um destino giro, barato, interessante, que não fique a mais de 3 horas de distância?

45 anos

Olá Anita, Parabéns! Hoje só me consigo lembrar dos postais caseiros que me fazias, quando ainda não tínhamos dinheiro para comprar presentes. (mas os que eu te fazia nunca ficavam tão bonitos porque o meu jeitinho foi sempre zero, né?) De como gostavas tanto de torta de Noz e acabava a ser o MEU bolo de anos. Como há 24 anos o teu presente foi uma caixa de flutes XPTO para o teu serviço de casada.   Hoje farias 45 anos. Há 5 anos celebrámos o teu último aniversário, os grandes 40, a nova década - à qual devo chegar eu, em setembro. E tu, mesmo cansada, pediste para eu te maquilhar. Conversaste muito, sorriste muito, pediste para tirar fotos. Ainda hoje me pergunto de onde veio tanta energia e alegria naquela noite, mas fui dormir feliz, porque tu estiveste, por horas, mais perto de quem eras antes de estares doente. E eu prometi-te Madrid de presente. Garanti-te que ias gostar das ruas, das pessoas, dos jardins e do Sol. (E é no Céu de lá que moras, no nascer e no pôr-do-sol.)   Sabes...

Extremos

Ora penso em ir "só ali" a Vigo, um dia destes, apanhar ar. Ora sonho com uma viagem à Índia ou Macau daqui a uns bons anos.

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Desafios diferentes

Na equipa anterior fiz uma colega-amiga, uma nortenha que também está em Lisboa faz anos. E fomo-nos prometendo um cook-off de francesinhas, e bifanas e moelas. Tudo com regueifa para molhar o molhinho. Em princípio vamos fazer a primeira, no final da semana. Já ando pelas internets a pesquisar diferentes receitas de molho de francesinha - porque não me lembro dos detalhes do da minha mãe...   Ela já me mandou foto da regueifa que trouxe lá de cima - como uma senhora que eu cá conheço, faz.   E pode parecer tonto, mas faz tempo que não me propunha um desafio culinário sem ser cá em casa. Faz tempo que não pensava em matar saudades através do prato. Façam figas para que saia bem.

Volta a “lugares” onde foste feliz!

Um ano depois, voltei a ir a um concerto sozinha.   No ano passado, Marisa Monte. Este ano, a celebração dos 25 anos de carreira do David Fonseca - estou Beilha!   É um desafio que faço a mim mesma: escolher um artista marcante, fazer tudo de transportes, não deixar a ansiedade e a vergonha tomarem conta. Nem deixar a deficiência limitar-me.   Obrigada, David.

Das modas:

Mas que campanha é esta de "vender" Itália como o "novo paraíso"?   Estive lá este ano, até fiz um périplo, andei de comboio e de camionete. Até de barco. Visitei 3 cidades diferentes em 4 dias. É bonito? É. É a nova "Meca"? Não.   A comida é boa, mas toda muito similar. Os gelados são bons mas inflacionados. Os cocktails um bocadinho para o sensaborão - foi lá e foi no Algarve. As igrejas pouco fascinantes, para o país da "religião". As ruas nada marcantes.   É bonito, mas não merece o hype todo no Instagram. Prontes, já desabafei.

Vamos assumir futilidades necessárias?

Começo eu: Porque as hérnias e a falta de mobilidade são umas sacanas... faz um ano que sou daquelas "dondocas"que faz a pedicure fora, todos os meses.   Confesso, ao início fazia-me confusão à cabeça, mas a verdade é que é útil! E vocês? Vá, partilhem coisas para eu não me sentir sozinha!

Novos caminhos talvez se abram

Tive que me despedir da minha carrinha adaptada, com pena, porque a adorava. Mas, sendo adaptada, e estando a minha condução dependente disso, avançamos para um carro "novo" - não compro carros novos - a escolha caiu sob um carro asiático, híbrido, quase novo, de pouco uso. A adaptação correu bem, no sítio do "costume".   É um carro leve, suave, fácil de conduzir, moderno, sem o ser demasiado. Um pouco de nada mais pequeno do que a carrinha, bonito, fácil de reconhecer no estacionamento.   E eu, que o adoro conduzir, mal posso esperar por me aventuar numa  roadtrip  com ele. Quem sabe fazer novos caminhos, num carro novo, me abra novas boas realidades?

Pensamentos pós-viagens

É-me difícil não fazer comparações. As ruas largas do mundo têm semelhanças. Os lagos e mares fazem-me a claustrofobia das ilhas - por mais belezas que encerrem. E simplesmente, depois de absorver a beleza começo a sentir-me desconfortavel e com vontade de voltar para terra firme. Os pratos são sempre reflexos humanos, cheios de cheiros, sabores, cuidados. E quase sempre a parte mais bonita das minhas viagens; mesmo quando só confirmam e não surpreendem porque a internet, hoje em dia, conta-nos tudo em antecipação.   A diferença está nas pessoas. No quanto eu gostava de conseguir sentir, ver, viver para além de mim. Do presa que me sinto ao medo, na injustiça, na luta cansada, na tristeza constante.   Já não há mundo livre e cheio de crença desde aquele dia em 2019. Por muito que eu viaje; sozinha, acompanhada, em repetição, em novidade. Corro o pouco mundo crente que um dia vou voltar a sentir TUDO AQUILO pelo mundo, como naquele momento e a mim só chegam desilusões, mágoas e dor.   V...

Dos rótulos

Compreendo que a sociedade me colou um rótulo quando nasci. Não o pedi. Penso muitas, muitas vezes no quanto deveria ter nascido antes ou depois de 09 de setembro, apenas e só para não ter uma deficiência. Esta.   O oxigénio não chegou ao cérebro; mas eu lutei. Obedeci, ultrapassei, superei. Não que sirva de muito aos quase 40 anos com todas as dificuldades, doenças, maleitas extra. Mas eu SÓ sei lutar - até um dia, penso casa vez mais.   Peço ombros emprestados para descer escadas; agradeço cadeiras no metro e prioridades nas filas - raras que são, mas agradeço. Agora, pena? Caridade? Tacanhez? NUNCA. Posso não conseguir fazer tudo, mas não sou incapaz. Posso sofrer de dores e dias difíceis e cérebro que pára e não me deixa reagir ou mexer; mas tenho inteligência e presença de espírito. E Humanidade.   Por isso, tu, que achas que sabes o que é uma deficiência: grita, apresenta-te ao mundo como dono da verdade, feito de oportunidades e privilégios; mas NUNCA me tentes atropelar. Eu sei...