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A mostrar mensagens de junho, 2026

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Nas últimas semanas, sempre que vou para o jardim; passa uma borboleta branca. Às vezes, mais do que uma vez. E aí, sei que são vocês. E que não estou sozinha. (Obrigada, alguns dias são a minha motivação para sair de casa)

Solisticio de verão

 Hoje é o dia mais longo do ano. E as saudades que eu tenho de quando este dia significava planos de verão? Ansiedade boa pelo S. João? Este ano? Só veio confirmar a sazonalidade dos meus problemas de saúde. Agora é oficial, diagnosticado. O verão faz me pior, à vida. Sou mesmo do contra. Veio mais um comprimido para a coleção - e nem funcionou. E bate a saudade. Dos bolos da minha irmã. E do sorriso. E das piadas. E do abraço. De ir à praia, de ver o mar. De ter planos, sem querer fugir deles. De saber como se sai deste sentimento de confusão, de encolher de ombros (em frustração) eterno.
Tudo o que vive na minha cabeça são dúvidas, vazio, medo e confusão. O quê que faço enquanto isso? Formações online Investigo Pós-Graduações Executivas Leio livros... Posso não dar para mais, mas alimento o meu cérebro sub-par.

Peso

A vida consegue dar voltas. E o peso de pinheiros adultos, caídos, no chão. E eu dou por mim a adorar as vistas das janelas, e a ter medo de olhar para o chão, lá ao fundo. Acho que sou a prova provada de que medicação é trabalho psicológico e psiquiátrico salvam a vida. Mas que o peso da vida ganha, mesmo que os medicamentos e as aprendizagens sejam grandes, positivos e auxiliares. Hoje tenho o peso de uma árvore caída, no meio da floresta.

A estrada vai continuar?

Dei por mim no carro. A horas fora do comum. Enviada pelo Waze por caminhos (bonitos, verdes) que não conhecia. Tocou, sempre presente na playlist, a música que gostaria que alguém, em algum canto do mundo, toque no dia da minha morte. Enquanto percorria estradas das quais não conhecia o fim, pensei nisso mesmo. No fim. Em como a luta cansa. Não traz segurança. A meritocracia morreu. E eu podia ir, também. Numa viagem eterna por caminhos longos, bonitos e desconhecidos. Até que o meu combustível é o do carro terminassem. Com a playlist a tocar. Simples assim.

Arte #4

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