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Meia dúzia

 Dito assim parece pouco, "nada", igual a uma caixa de ovos. Mas são 6 anos. 6 anos sem ti. Estranhamente, 6 anos num ano em que senti mais saudades, mais falta. Me senti mais perto de ti, te passei a ver em pequenos detalhes, "jeitos" ou "coincidências". Pode ser o meu lado racional a querer ter-te por perto, para tentar lidar com a saudade; pode ser o Universo a dizer-me que quando as pessoas que amamos parte, não ficamos MESMO sozinhos. Este ano foi difícil, tu sabes. Continuo a conversar contigo, continuo a ter dias em que nos imagino na sala, sentadas no sofá, e eu te conto as coisas. Ou nos vejo na tua cozinha, enquanto terminas um bolo e bolachinhas para entregar, a tomar as decisões de irmãs adultas - como naquela noite de fevereiro, lembras-te? Passaram 6 anos, e mesmo assim, é tão fácil voltar ao teu último aniversário, ou ao teu caixão naquela sala iluminada, antes de seguires para o crematório . É um orgulho meu ser tua irmã. Mesmo vivendo est...

Viajar, sem sair de casa

 Quando a confusão do Mundo não deixa marcar viagens, sem ter medo… Uma pessoa aprende a fazer vermut "preparado", e "gildas" em casa. Faz um bolo de iogurte, no forno "novo". Grelha hambúrgueres caseiros, com chouriço e queijo. Lê-se em líguas "istrangeiras". A receita do bolo foi meia inventada, digam-me o que vos pareceu. O vermut, segui a inspiração daqui, mas sirvo em copo de whiskey, mais próximo do que se vê em Madrid ou Bilbau: https://youtu.be/qBkQacFf8eQ?is=oO5jdu_IxPzkwKiM

Receita I Bolo de iogurte e amêndoa

 Faz umas semanas estreei o forno novo. (viva a cena do E-Lar , sem isso não tinha tido fogão) Finalmente, ao fim de 10 anos de termos comprado a casa... fiz um bolo que correu bem! Fui para o meu favorito (sou uma #basicbitch): bolo de iogurte , mas com duas modificações: 1 iogurte grego (usei light com pedaços de frutos vermelhos) 1/2 medida de óleo vegetal 2 medidas mal cheias de açúcar amarelo 3 ovos 1 medida de farinha de amêndoa 2 medidas de farinha 1 colher de sobremesa de fermento Bati tudo no liquidificador (que isto aqui já não se tem paciência para mais). 40 minutos no forno a 180ºC, ventilado . Magia! O iogurte grego garante a fofura, mesmo com a farinha de amêndoa, e o bolo fica leve mas mais rico (sei que me estou a contradizer, mas vocês percebem). Cresceu bem e toda a gente que o viu e provou, elogiou. Quem diz que o simples não tem beleza?

Dos irmãos

Dei o beijo e o abraço apertado que mal recebi. Recebi as lágrimas que também chorei. Celebrei as pequenas alegrias da fraternidade, que poucos souberam celebrar comigo. Hoje o meu pai não foi só o meu pai, é um irmão que perdeu a irmã mais velha, depois de a ver sofrer. Mais do que perder a minha tia-madrinha, senti a dor de um irmão, que aos 76 anos, é pequeno e se sente sozinho. Rai’s parta Agosto e o luto na nossa família. 

Alegrias de leitora #6

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Vamos a pouco maismeio do ano e já vou a caminho de 22 livros lidos. Tudo livros que quis ler , para relaxar, para aprender sobre o Mundo e as pessoas. Algumas desilusões (especialmente com livros "badalados" nas internets, nos últimos 5 anos), algumas gargalhadas, coração quentinho em alguns casos. Já li o 1º Grisham do ano  - que ficou um bocadinho àquem das espectativas. Já vou a caminho do valor de quase 3 livros no " porquinho mealheiro " da leitura. Também li (finalmente) uma das autoras "sensação" das internets, e foi uma surpresa interessante, acima do esperado. Acho que ajudou ser um thriller e estar na língua original. Mas, para já, ainda só tive um livro 5* - houve um que esteve quase lá, mas o autor teve umas atitudes um bocadinho estranhas e não consegui dar as 5*. Como vão de leituras, desse lado? Alguuém está interessado em ver os livros que, para mim, não foram ao encontro das reviews na internet - e aos quais quero dar uma nova casa?

Desejos

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Adorava ser como aquelas pessoas (que conheço pessoalmente) que podem estar a passar por fases difíceis, mas conseguem encontrar momentos para espairecer. Tiram fotos para "mais tarde recordar", conseguem fazer os seus planos "fora do problema", sorriem e tudituditudi . Mas não consigo. A ansiedade, o cansaço tomam conta de mim. Rumino no que se passa. *Esforço-me* por marcar planos - só com quem vale mesmo a pena. (Porto-me bem com a medicação, até estou a tomar um medicamento que "odeio", porque o médico diz que é dos que "vai valer a pena".) Mas o que gostava mesmo, o que desejava conseguir era conseguir sorrir e viver, não só sobreviver, quando a vida está difícil.

Alguém me explica? - Crónicas do LinkedIn

Sempre gostei de estudar e aprender. (Tanto que ando nas pesquisas para o fazer, outra vez.) Mas, alguém me explica os posts no LinkedIn, que mais parecem cartas de amor, dias alunos para as Universidades/ Politécnicos? Acaba julho e é um sem fim de posts sobre a conclusão de Licenciaturas ou Mestrados. (Eu própria acabei a Licenciatura a 31 de julho, faz hoje 19 anos… Ui!) É fotografias de sorriso aberto, com diploma e ramos de flores. Com restos de agradecimento profundo à instituição de ensino: pelo que representam, o que ajudaram, o que… “No meu tempo”… passavam-se meses até o diploma estar pronto. E agradecimentos? Mereciam-nos alguns Profs. e colegas. A instituição recebeu dinheiro para lá estarmos. Disponibilizou umas salas, contratou Profs. e pouco mais, digo eu… Já não chegavam os textos adjetivados sobre as empresas… agora bajulam-se Faculdades? Estou velha.

Virgos of the World: unite

Costumo dizer que tenho muito de Virgem, mas que por ter signo E ascendente em Virgem, talvez não se note tanto (para fora). Mas depois… sou organizada. Faço listas. Planeio encontros com antecedência. E limpo tudo , à minha volta - mesmo no escritório. (Só não recomendo que espreitem o meu guarda-vestidos ou o armário dos tápáueres.)

Representatividade

Estou aqui contentó-confusa: Comentei num dia muitos posts sobre a “quantidade de eventos e concertos” que Portugal recebe “hoje em dia”. Partilhei que, mais do que a quantidade, dê-se o advento dos super-concertos/eventos com lasers, fogos de artifício e tudituditudi) vou a 1/3 dos eventos a que ia pré-pandemia. Porque eu ter epilepsia, poucos são “seguros” e antes de comprar um bilhete… passo horas a pesquisar. Qual não é a minha surpresa quando, em questão de poucas horas reparei que tinha uma data de likes (acredito que em concordância), no tal comentário. Estou contente por sentir que o meu desabafo pode representar mais pessoas. Estou confusa porque me esqueço de que somos muitos…

As fases do Luto

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(Vamos a caminho de 6 anos sem a minha Anita... por um lado: how's that possible?; por outro: falta o resto da vida). Que se lixem (com f) as fases do Luto. Não as sei, nem as aprendi. Simplesmente tenho vivido, sobrevivido nestes anos. No último ano voltei a sonhar com ela. Comecei a ter momentos em que olho ao espelho e vejo semelhanças no rosto e nas expressões - nós que não somos parecidas em quase nada. Ganhei ainda mais gosto em falar dela, dos miúdos, dos bolos, das piadas - quase tanto como quando ela estava aqui. Resultado: sinto ainda mais (se tal é possível) saudades. E sabem o que tem ajudado? Abraçar o Kiwi - que entretanto, com a idade, aprendeu a gostar de colo e ronrona e tudo. Lembro-me instantaneamente do quanto ela gostava deste bichano, o quanto ele lhe fez companhia quando ela soube que estava doente e estava fechada em casa, entre tratamentos, antes do transplante. O gato pequenino que ele era, mas que ela adorava. Como ele dormia aos pés dela, quando ela volt...

Uma mão cheia

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 5 anos de casamento. 12 anos a viver juntos. Quase 14 de namoro. Uma mão cheia de papel assinado em frente às 40 pessoas (-1) mais importantes do Mundo (e à Dr.ª Branca). 5 anos de nuvens e Sol. De alegrias e dificuldades. Mas acima de tudo de Amor, de comunicação, de compreensão, de aceitação. De Vida, com letra Grande. Partilhamos metas, objetivos, vitórias, perdas. Tudo, tal e qual como pedi quando brindei, debaixo das pingas tímidas de chuva, enquanto partíamos o bolo, faz hoje 5 anos. Parabéns Sinhôr Inginheiro, feliz Bodas de Ferro e Madeira.💖

Arte #5

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Encontros

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Nas últimas semanas, sempre que vou para o jardim; passa uma borboleta branca. Às vezes, mais do que uma vez. E aí, sei que são vocês. E que não estou sozinha. (Obrigada, alguns dias são a minha motivação para sair de casa)

Solisticio de verão

 Hoje é o dia mais longo do ano. E as saudades que eu tenho de quando este dia significava planos de verão? Ansiedade boa pelo S. João? Este ano? Só veio confirmar a sazonalidade dos meus problemas de saúde. Agora é oficial, diagnosticado. O verão faz me pior, à vida. Sou mesmo do contra. Veio mais um comprimido para a coleção - e nem funcionou. E bate a saudade. Dos bolos da minha irmã. E do sorriso. E das piadas. E do abraço. De ir à praia, de ver o mar. De ter planos, sem querer fugir deles. De saber como se sai deste sentimento de confusão, de encolher de ombros (em frustração) eterno.
Tudo o que vive na minha cabeça são dúvidas, vazio, medo e confusão. O quê que faço enquanto isso? Formações online Investigo Pós-Graduações Executivas Leio livros... Posso não dar para mais, mas alimento o meu cérebro sub-par.

Peso

A vida consegue dar voltas. E o peso de pinheiros adultos, caídos, no chão. E eu dou por mim a adorar as vistas das janelas, e a ter medo de olhar para o chão, lá ao fundo. Acho que sou a prova provada de que medicação é trabalho psicológico e psiquiátrico salvam a vida. Mas que o peso da vida ganha, mesmo que os medicamentos e as aprendizagens sejam grandes, positivos e auxiliares. Hoje tenho o peso de uma árvore caída, no meio da floresta.

A estrada vai continuar?

Dei por mim no carro. A horas fora do comum. Enviada pelo Waze por caminhos (bonitos, verdes) que não conhecia. Tocou, sempre presente na playlist, a música que gostaria que alguém, em algum canto do mundo, toque no dia da minha morte. Enquanto percorria estradas das quais não conhecia o fim, pensei nisso mesmo. No fim. Em como a luta cansa. Não traz segurança. A meritocracia morreu. E eu podia ir, também. Numa viagem eterna por caminhos longos, bonitos e desconhecidos. Até que o meu combustível é o do carro terminassem. Com a playlist a tocar. Simples assim.

Arte #4

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Deficiência e funcionalidade

Ultimamente tenho pensado muito em como não sabia, não me prepararam (os médicos e fisioterapeutas) e pouco se fala da perda de funcionalidade quando se tem uma deficiência. Para vos ser sincera, pensei que todo o esforço feito até aos 18/19 seria a funcionalidade e independência com que viveria, reforçada pelo esforço de fazer desporto e trabalhar com Personnal Trainers. Aos 40 anos vejo que não é assim. Que mesmo com esforço, de ano para ano perco funcionalidade, ganho dores, quedas, maus jeitos. E entristece-me. Dediquei 1/3 da minha vida à natação. 10 anos à fisioterapia ocupacional. Pago e bem pela ajuda de treinadores que tenho, já adulta. Fico frustrada. Chateada por não me terem informado. Nem comento com os meus pais, que tanto se "mataram" para ter uma filha "quase normal".

As pessoas e as amizades...

 Sempre fui pessoa de poucos amigos-amigos. Sempre dei toda a atenção e carinho a quem me aquece o coração. Daí me fazer tanta confusão ver pessoas adultas, pelo menos de idade, mudar de "melhores amigos" quando mudam de interesses. E dou por mim a pensar: há mesmo esse sentimento "todo" por muita gente? Não aprendi (mesmo) essa capacidade social.