Mensagens

Tudo o que vive na minha cabeça são dúvidas, vazio, medo e confusão. O quê que faço enquanto isso? Formações online Investigo Pós-Graduações Executivas Leio livros... Posso não dar para mais, mas alimento o meu cérebro sub-par.

Peso

A vida consegue dar voltas. E o peso de pinheiros adultos, caídos, no chão. E eu dou por mim a adorar as vistas das janelas, e a ter medo de olhar para o chão, lá ao fundo. Acho que sou a prova provada de que medicação é trabalho psicológico e psiquiátrico salvam a vida. Mas que o peso da vida ganha, mesmo que os medicamentos e as aprendizagens sejam grandes, positivos e auxiliares. Hoje tenho o peso de uma árvore caída, no meio da floresta.

A estrada vai continuar?

Dei por mim no carro. A horas fora do comum. Enviada pelo Waze por caminhos (bonitos, verdes) que não conhecia. Tocou, sempre presente na playlist, a música que gostaria que alguém, em algum canto do mundo, toque no dia da minha morte. Enquanto percorria estradas das quais não conhecia o fim, pensei nisso mesmo. No fim. Em como a luta cansa. Não traz segurança. A meritocracia morreu. E eu podia ir, também. Numa viagem eterna por caminhos longos, bonitos e desconhecidos. Até que o meu combustível é o do carro terminassem. Com a playlist a tocar. Simples assim.

Arte #4

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Deficiência e funcionalidade

Ultimamente tenho pensado muito em como não sabia, não me prepararam (os médicos e fisioterapeutas) e pouco se fala da perda de funcionalidade quando se tem uma deficiência. Para vos ser sincera, pensei que todo o esforço feito até aos 18/19 seria a funcionalidade e independência com que viveria, reforçada pelo esforço de fazer desporto e trabalhar com Personnal Trainers. Aos 40 anos vejo que não é assim. Que mesmo com esforço, de ano para ano perco funcionalidade, ganho dores, quedas, maus jeitos. E entristece-me. Dediquei 1/3 da minha vida à natação. 10 anos à fisioterapia ocupacional. Pago e bem pela ajuda de treinadores que tenho, já adulta. Fico frustrada. Chateada por não me terem informado. Nem comento com os meus pais, que tanto se "mataram" para ter uma filha "quase normal".

As pessoas e as amizades...

 Sempre fui pessoa de poucos amigos-amigos. Sempre dei toda a atenção e carinho a quem me aquece o coração. Daí me fazer tanta confusão ver pessoas adultas, pelo menos de idade, mudar de "melhores amigos" quando mudam de interesses. E dou por mim a pensar: há mesmo esse sentimento "todo" por muita gente? Não aprendi (mesmo) essa capacidade social.

Eu, numa música #2

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  A vida de uma pessoa com depressão crónica, digo eu.

Verdades da internet

 Já devem ter lido por aí aquela frase do “ Beba 2L de água por dia ”… Olhem que é verdade que se fizerem por isso, não têm tempo para ter grandes conversas, ou pensar em grande coisa. Passam o tempo na casa de banho - tipo eu. 😂 Ainda há quem escreva verdades na internet!

Ser do contra

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 Chegaram os dias mais longos - e bonitos… Na maioria dos relatos que vejo, o pessoal fica mais animado. Faz mais planos. Eu? Tenho uma depressão que é do contra . Os dias melhoram, “eu” vou pela ladeira… Vontade zero, mantenho a funcionalidade, e vamos vivendo. Já percebi o padrão, já está falado com os médicos. Mas não consigo não ficar frustrada comigo.

As cegonhas enganam-se no caminho

 Há quem nasça na família “fora de lugar”, para aprender lições e crescer. Há quem se esforce e eduque e abdique… para, no final, ver o seu educando seguir o caminho “mais fácil”, o das tentações. Há quem nasça no papel “errado” na hierarquia familiar, tente comunicá-lo uma vida inteira, a mensagem não passe… e no final… reclame o papel da maneira mais difícil. Que a meritocracia não existe, que o esforço não garante resultados já eu sabia. Agora… que o Amor numa família não chega? Essa está a ser difícil de processar.

Baby-steps

Esta é uma partilha sem " strings attached ". Nos últimos 4 meses tenho fumado menos. Muito menos. Passei de 10 cigarros por dia, faz uns 10 meses; para 3 por dia, ou mesmo dias em que não fumo. Não foi nenhuma promessa, ou grande decisão. Nesta fase a ansiedade está mais calma - não posso dizer o mesmo sobre a depressão , mas é sazonal em mim - o que faz com que fume menos. Fumar para mim é um coping-mechanism , é um momento de "desligar o cérebro". E nos últimos meses faço isso a ver reels , a ler livros. A usufruir do perfuminho das velas enquanto vejo TV depois de jantar. Again , não estou a partilhar uma promessa ou um bater de pé. Estou a partilhar um momento de gestão pessoal , menos destrutivo.

Arte #3

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Em honra do aniversário do meu sobrinho-afilhado:

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Guica mai lindo do (meu) Mundo faz 21 anos. Está um hóme: bonito, alto, trabalhador. É um bocadinho late-bloomer em algumas coisas; ainda lhe falta amadurecer para outras. Mexe-me com os nervos e deixa-me preocupada muitos dias - afinal de contas, sou madrinha , né? (Dizem que foi para isso que me inscrevi) Mas depois… vou a Casa matar saudades… ele dá-me um abraço bom (igualzinho a quando tinha 6 anos, cheio de carinho), sorri-me e eu esqueço-me das asneiras que ele vai fazendo - pelo menos durante aquele bocadinho. Isto tudo do aniversário fez-me pensar no top 3 coisas mais irritantes relacionadas com aniversários : Pessoas que se queixam de celebrar aniversários - experimentem quase morrer ou perder um dos amores da vossa vida e depois digam-me se cada aniversário não é ainda mais especial! Pessoas que não gostam de ser relembradas do número de anos que celebram/ não gostam de ver as velas no bolo - acham que por não verem, o número desce? Pessoas que celebram o aniversário SEM ...

First world problems cá de casa

Ando faz semanas “com desejos” de comer kiwi . Todas as semanas saio de casa e ponho na lista de compras. Vamos para a 4.ª semana em que me esqueço. Continuo a sonhar e comer um kiwi docinho , às rodelas, num prato.

Sempre

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Viver através dos outros

Tento não fazer muito isso. Mas há um tema em que o faço: turismo/viagens. Gosto de seguir as viagens de certas pessoas que sigo nas redes. Com isto tudo... percebi: Sítios onde não tenciono ir (por motivos políticos) mas que me levantam curiosidade); sítios que são caros e que pedem viagens longas, experiências gastronómicas famosas; idas a operas…. Certos museus. Então, visito esses locais, através da vida dos outros. Nossos dias penso: abençoado quem inventou a internet!

Perspectivas

 Com o passar dos anos, confesso que uso o Instagram para “desligar o cérebro”, depois do jantar. Vejo reels, rio-me, um pedaço, envio alguns a amigos, et voilá. Mas nestas ultimas semanas, o Instagram tem sido malandro, ou amigo… depende da perspetiva. Tem-me mostrado reels que são a cara da relação com a minha irmã. As nossas piadas, lembranças de programas que víamos e canções da adolescência. E continuo a pensar nela. Fico triste que ela não esteja simplesmente do outro lado de um telefone, para receber e se rir também. E depois penso: ao menos o meu algoritmo mostra-me coisas giras e lembra-se dela também. (E acabo a enviar ao m-R e a contar a “história” associada).

Update

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 Continuo a ser a “tolinha” do chá. Bebo 2 tipos de chá no escritório. Quando fomos à Alemanha celebrar os 40 do m-R, trouxe chá de “souvenir”. Adora a caixa de 90 daquelas da Tetly, que volta e meia aparece no Lidl - ja vou a meio da segunda caixa... Uma melheri esforça-se para beber 1,5 L de água, diariamente… e o chá é um bom companhiero.

m-M: a pseudo analista economicó-turistica

 Digam-me a verdade: está tudo ryco, menos eu? É que só vejo pessoal a viajar para o Japão. Viagens longas, várias paragens, muitas visitas pagas e compras. Sei, por pesquisas do m-R que são viagens caras prá xuxu… E eu aqui na luta de pagar contas, poupar, gerir o calendário e tentar fazer férias interessantes na Europa… Não, não é inbeija. É mesmo curiosidade. Espero que este pessoal todo não se esteja a meter em créditos pessoais… porque a vida vai dar uma volta para pior.

Das amizades

 Defendo, sempre defendi, que a Amizade é uma forma de Amor . - e já o disse aqui, com este "termo", faz anos. Não sou uma borboleta social, conto os amigos dignos desse nome pelos dedos das duas mãos. E o melhor? É saber que tenho Amizade-Amor espalhada pelo Mundo. Todas as estas pessoas são diferentes. Todas acrescentam à vida. Todas estas pessoas fazem valer a pena. Cada um, à sua maneira, me faz sorrir, me aquece o coração, me faz dar gargalhadas; partilham comigo vida, lembranças, momentos de m€rda e coisas chatas do adulting . m-M de 18 anos, ouve lá: cada pessoa chega por um motivo, cada pessoa fica o tempo que é necessário. Não vale a pena sentir dor por quem teve a sua fase e foi Ser, para outras paragens. Porque quando as almas que se reconhecem ? Deixam as melhores memórias/marcas/ pedaços na nossa alma.