A estrada vai continuar?
Dei por mim no carro.
A horas fora do comum.
Enviada pelo Waze por caminhos (bonitos, verdes) que não conhecia.
Tocou, sempre presente na playlist, a música que gostaria que alguém, em algum canto do mundo, toque no dia da minha morte.
Enquanto percorria estradas das quais não conhecia o fim, pensei nisso mesmo. No fim.
Em como a luta cansa.
Não traz segurança.
A meritocracia morreu.
E eu podia ir, também.
Numa viagem eterna por caminhos longos, bonitos e desconhecidos.
Até que o meu combustível é o do carro terminassem.
Com a playlist a tocar.
Simples assim.
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