Das Bodas de Ouro

Correram bem, mas tão bem!


 


Foi tão bonito ver os meus pais felizes, ansiosos como os noivos que foram faz 50 anos e de novo no dia 25.


Antes de arrancar para a igreja passei pela minha irmã, que nesse dia celebraria 22 anos de casada, se estivesse entre nós.


Mostrei-lhe o meu vestido, os meus sapatos e disse-lhe, como todos os dias, que isto de ser "filha única" não tem piada nenhuma.


 


A cerimónia foi pequena, simples,bonita. Os meus pais levaram vestidos os trajes do meu casamento; enquanto eu levei os meus sapatos e brincos de noiva - houve ali um full-circle moment.


O padre foi humano, falou da família, incluiu as duas filhas ("a que está a ver tudo e a que está aqui, connosco"), os meus sobrinhos estiveram lá e fizeram parte da troca de alianças.


E no final foi lido e oferecido o auto de há 50 anos, aos meus pais, com a presença da madrinha, que voltou a dar o seu aval - a minha tia tem hoje uns fantásticos 92 anos.



O dia esteve soalheiro exatamente até à saída do último convidado.


O espaço, a comida e as pessoas foram e estiveram o melhor que poderia esperar.


O melhor de tudo? Foi ver o sorriso nos meus pais, quase que como o alívio de cruzar uma meta. E a alegria quase teenager de quem, de seguida foi de lua-de-mel.


 


Não sou fã do 25 de maio... mas este aqueceu-me o coração.


 

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