Chibatem-me, mas aqui, vive-se a vida real
Ando a desleixar-me de novo.
Tudo começou com uma desilusão, mais uma, "amigosa", há cerca de um mês. Uma amizade que me motivava muito.
Seguida de mal-estar físico meu: tonturas, dores de estômago, tensões baixas e coladas. Madrid mascarou isso. Tive duas semanas de "férias" ou seja regresso ao normal físico. Mas, esta semana voltou tudo. E, se há dois meses, consegui power through, e mantive a minha vidinha (sei lá como porque sentia-me uma bêbeda drogada com as tonturas); desta vez, estou-me a sentir incapacitada. A noite passada dormi 4 horas. Tonturas, tonturas mesmo com os olhos fechados e deitada às escuras. E dores de estômago, tendo comido ou não. Suores terríveis. Só penso na minha cama. Começo a ficar preocupada e não tenho coragem de o vocalizar aos meus. Medo, medo, sei lá do quê. Medo de ir ao médico saber, também.
Seguiu-se a iminente morte e o funeral de um familiar. Pior, esta foi o prelúdio de uma outra morte, muito mais chegada. Temos o relógio a contar, cá em casa. Data "marcada", preparativos burocráticos, planos fúnebres, discussões, muita cedência, muitas ocasiões seguidas que nos dizem: "é a última vez que...". - Bonito e muito pink blogger, eu sei. Por algum motivo, este assunto que faz parte das nossas vidas desde novembro passado não está a ser abordado aqui. Não abordo, mas penso, quase todos os dias.
Depois?
Depois tem sido o m-R fora, em trabalho, todos as semanas.
Eu constipada e afónica, a tentar fazer piadas sobre isso.
No último mês obriguei-me a ir ao ginásio. Os resultados continuam a ser bons, SEI que me faz falta em termos de mobilidade. Mas, se em maio e junho arrisquei fazer 1h de exercício, 3x por semana, enquanto era flagelada por tonturas e suores. Este mês não me sinto capaz. Esta semana não pus lá os pés. Culpei a constipação. Hoje os ataques de tosse até às 3 da manhã. Achei que conseguia retomar no sábado, mas até disso tenho medo.
E juntemos a isto a hipótese de vir a ficar sem o R., o meu PT que me fez aceitar e gostar deste ano de regresso ao exercício. É por ótimos motivos e estou verdadeiramente feliz por ele. Mas, estou em ansiedade por mim, em pânico de não encontrar outro profissional com quem "encaixe" como aconteceu com ele, sem eu o esperar.
E claro, já me vinguei na comida, e nos dias em que o m-R não esteve... ataquei nos hidratos e a culpa consome-me.
Estou a sentir e a reconhecer o meu regresso à inércia. Ao só querer dormir. Ao não me apetecer cuidar de mim, seja da alimentação, do corpo ou da beleza. E só tenho medo, de voltar a onde não quero, de não saber o que é um dia sem tonturas e dores de estômago. De me enfiar tão em mim, que ninguém repara que estou amedrontada.
Percebem agora porque, às vezes, è mais fácil ter um blogue de reviews a produtos, de textos curtos e engraçados, de partilhas de músicas?
Porque assim, uma pessoa não se senta a pensar no medo que tem. O medo que acontece quando o Universo não nos reservou uma vida cor-de-rosa em que tudo cai do céu, "nos seus devidos lugares".
Toca a levantar e esquecer os problemas! :-)
ResponderEliminarMédico, sfv!!!!
ResponderEliminarUm abraço bem apertadinho!
ResponderEliminarJá sabes que estamos cá por ti! Combinamos para a semana ir ao Frankie? Estás mesmo no tempo certo de lá ir, parece-nos. Se queres palhaços para animar, nós estamos lá. Queremos estar lá para vocês! Um forte abreijo! - Pedro e Telma.
ResponderEliminarComo temos falado, sabes que te compreendo tão bem...
ResponderEliminarEu por acaso acabo é por me vingar no ginásio, mas também me tenho sentido estoirada.
Olha, sabes que devo de começar a fazer ioga? Para ver se relaxo?
E já me disseram, és uma mulher tão nova para sofreres como sofres....
Digo-te o mesmo.
Conta comigo!
Beijocas
Precisas de ir ao médico, não adies.
ResponderEliminarJá tive crises de ansiedade, são horríveis.
Trata de ti, bem mereces.
Beijinhos
Chiquitita, pode ser o teu corpo a pedir um bocadinho de relaxamento, de descanso, de desligamento... Mas vai ao médico.
ResponderEliminarAntes de ires ao médico, eu sugeriria uma paragem, uma introspecção... Nada zen, apenas a senhora que és. Depois um psicólogo, um dos bons, pode ser opção, mas tudo a seu tempo.
ResponderEliminarA vida também é feita de coisas más, faz parte! Também os medos fazem parte da vida, resta saber como os podemos ultrapassar. Para pensar, fala com o marido, com aqueles de gostam de ti... Quem disse que isto era tudo fácil? :-)
Além de que já fizeste o mais complicado: reconhecer um problema. Agora a solução será bem mais fácil :-)
Acredita, isso é o que tento, todos os dias... :)
ResponderEliminarMedo...
ResponderEliminarDe estar a ser paranóica...
Obrigada e desculpa pela minha falta...
ResponderEliminarOh minha querida! :)
ResponderEliminarNem tenho palavras! Sabes, até me sinto mal de manchar a vossa felicidade! Que lá em casa nos fez sorrir tanto.
Sim, vamos a isso e aos gelados lá ao lado! ;)
Eu não estou a conseguir canalizar para o ginásio...
ResponderEliminarFazes bem!
A mim o yoga não me ajudava a relaxar, mas eu sou demasiado elétrica! ;)
E o medo?
ResponderEliminarCom a fraqueza desta semana, que tentei ignorar, até ontem, o medo só cresceu...
Desligar, eu bem tento. Mais não consigo do que andar numb.
ResponderEliminarRelaxamento com o que se adivinha, vai ser muito complicado...
Depois do falhanço da terapia no ano passado, nem tenho grande força de vontade de procurar novo profissional, ainda estou "fera ferida", desconfiada.
ResponderEliminarSabes, estamos todos no barco do luto em preparação. Olho para a família do meu m-R, que vai ficar reduzida, órfã e a coragem de me queixar de um corpo que falha, falta.
O que são as dores do meu corpo comparada com as dores deles?
Oh minha querida...
ResponderEliminarHá alturas mais complicadas não me tortures nem atormentes. Agora é aos poucos. Beijinhos.
Não melhora nada, e vale o que vale, mas sei o que é sentir isso tudo. Querer que a vida pare um bocadinho só para ver se conseguimos parar o medo e depois acompanhar. Mas passa. Depois de encontrarmos a solução que funciona para nós, passa. Beijinho e muita paciência
ResponderEliminarNem todos são iguais. ;-)
ResponderEliminarInfelizmente estás a passar por algo que muitos outros passam. Não és caso único, infelizmente... Em relação às tuas dores, são também importantes, por um lado só podes estar/ajudar os outros se as dores do teu corpo forem vigiadas e sanadas, caso contrário... Não tomes isto como um comentário egoísta, mas a Isabel Patrícia Jesus é mais útil se pensar nas suas dores também :-)
É uma fase má, vai passar... União, sobretudo com o teu marido, neste momento é essencial. "If you need some help" talvez saiba quem pode ajudar.
<3
ResponderEliminarA consulta está marcada, a para tentar perceber de onde vêm as dores físicas... a ver se ganho força para ligar com as psicológicas.
ResponderEliminarNão soou de todo mal, eu é que tenho dificuldades em lidar com o "auto-egoísmo". ;)
Obrigada! ***
Obrigada pelo carinho, Sofia! ***
ResponderEliminarPânico, foram semanas de pânico.
ResponderEliminarE eu convencida que estava a saber lidar com ele... porque "a viagem" ainda agora começou...
É isso mesmo, um cansaço enorme, o tempo que passa sem perceber para onde.
ResponderEliminare pânico...
Obrigada pela força querida ***