Dos gatos.

No meu aniversário, a minha querida Pandorita, longe de prever o futuro ofereceu-me este livro:



Com a melhor das intenções, amizade e amor que nos unem. Eu sei.Eu sinto.


Entretanto morreu o meu Botinhas - já se passaram 3 semanas sem ele - tanto e tão pouco...


 


E eu, sado-maso, decidi começar a ler o livro, 3 dias depois do Botinhas ter ido para o céu dos gatinhos. Achei que lhe devia isso, não me perguntem porquê.


Eu gosto de sofrer, eu sei...


 


Acabei de o ler na 2ª feira, ao fim do dia. No autocarro. Numa Lisboa a entardecer.


Sei que a minha ligação a este livro lindo, cheio de força, de exemplos, de cuidado, ficará sempre ligado aos momentos e situações pelas quais estou a passar.


Revi traços de personalidade do meu S. no Spooky. Revi o Botinhas em outros gatinhos.


Chorei e sorri. Fiquei com lágrimas nos olhos ao ponto das letras serem um névoa à minha frente.


Imaginei 500 cartas mentais à Vicki.


 


Há muito, muito amor neste livro, e não é só por gatos. Há amor-próprio, há amor pelos outros. Há muita luta. Muito crescimento, muitos exemplos. Muita gente que contou até 10 e conseguiu escolher e percorrer um caminho melhor. Adoro final do livro, que nos mostra que a vida não é comandada por nós, que temos é que viver onde o nosso amor é maior.


A escrita é simples, verdadeira. A escrita que, acredito, qualquer um de nós tem, quando fala de algo bonito, marcante, único e amado - again, não estou só a falar de gatos. Leiam o livro e verão!


 


No final... agradeci à Pandorita, por mais uma vez estar do meu lado, quando preciso dela.


Agradeci a todos os gatinhos e aos seus donos.


Agradeci tanto e tanto amor ao Botas.


E fiz uma festinha ao Dewey.


 


O livro está agora ao lado da auto-biografia do Freddie. Quem me conhece minimamente, sabe o que isso quer dizer.


Como eu gosto de imaginar que o Botinhas e todos os gatinhos bons deste livro estão, no céu dos gatinhos, rodeados de cat lovers.

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