Das 1ªs paixões
Ainda na 6ª contava ao m-R de um dos 1ºs namoricos que tive.
Eu com 9, ele com 12. Num campo de férias. De como ele me fez a corte e me ofereceu um anel. De como eu me fiz de difícil.
Ele é de descendência indiana. Tinha/tem aquele tom de pele único e um brilho nos olhos especial. Lembro-me que no 1º dia, ao chegar ao campo, ele foi dos que me "gozou", para 3 dias depois estar rendido e a pedir desculpa.
Nas leituras de hoje de manhã cruzei-me com esta citação que a Miss escolheu.
E lembrei-me da noite em que o campo estava a fazer uma actividade e nós nos afastamos de toda a gente, fomos encostar-nos a um eucalipto, sentados. Ele convidou-me a encostar-me a ele, para me equilibrar melhor (nada de pensar malandrices, que ali só havia inocência!) e contou-me lendas sobre as crenças hindus nas estrelas. De como as estrelas que brilhavam mais tinham mais poderes. Contou-me como na família dele acreditavam nos sonhos e lutavam por eles.

Eu escolhi deixar a oferenda que ele me fez, lá. No local onde fomos felizes. Vão-se passar 20 anos, este ano. E nunca mais o vi.
Mas foi com ele que aprendi que o Amor vem quando e de onde menos se espera. Que a noção de família é enorme. E que o brilhozinho nos olhos pode fazer sentir tanto, sem dizer nada.
História tão gira.
ResponderEliminarSabes, no colégio também tive o meu namorado. Tratava-me muito bem e andávamos sempre juntos.
Há muitos anos que não sei nada dele. Não é que tenha saudades (nada disso, foi apenas um namorico de miúdos), mas seria interessante saber como está actualmente.
:)
ResponderEliminarEu durante anos não me lembrei desta história... infelizmente!
É linda, mostra a inocência, os 1ºs sentimentos. Como quando somos crianças quando gostamos, gostamos a sério e partilhamos o que é importante para nós.
E a verdade é que ao longo dos anos, este momento ficou no subconsciente, porque as estrelas e a lua ainda hoje me fascinam.
(Isso e a comida inidiana!)
Aaah e concordo contigo. Não por saudades, mas por saudosismo, seria giro saber onde estão eles agora :)
Beijinho,
Também tenho um conto assim na minha vida. E odeio saber que com os dias que passam sempre a estudar e a prosseguir com o stress quotidiano, não o consigo relembrar. Mas a hora de relembrar, quanto muito nos dias de solidão ou de pura surpresa, traz sempre um sorriso ao rosto e uma sensação estranha no peito. Estranha mas boa. E graças a ti, voltei a relembrar-me dessa minha história.
ResponderEliminarAgora fiquei nostálgica. ♥
Beijinhos (:
Quando as recordações são boas... podem estar muito tempo sem "aparecer" mas vêm sempre por bem :)
ResponderEliminarBeijinho,