Sinto o coração apertado
Ando a passear na blogosfera. Mas sempre no "lado de dentro do passeio", sem me aproximar de sítios perigosos, valetas, buracos ou auto-estradas ["passadas"].
Ando a passear na blogosfera, assim devagarinho, com boa-vontade, como quem passeia e sorrir a quem passa.
E pimbas! Vou parar a um sítio desconhecido. Com um bom ar. Simpático. Em que coitado do autor nunca me viu, mas sem saber, partilhou um texto, que me deixou o coração apertado, triste, assustado, com medo.
O auto vive com o coração à distância como eu, partilhou o texto na tentativa de mostrar o quanto sente todos os dias. Que o sentir não tem lugar, nem se mede aos palmos (de distância geográfica). Mas partilhou frases que me relembraram o quanto este namoro com o menino-Rapaz é diferente dos anteriores, o quanto construí com ele. O quanto temos agora, de verdadeiro, que antes nem víamos na ânsia de nos conhecermos e fazer coisas novas um com o outro.
Li o texto, reparei no que já não fazemos, reparei nas rotinas (boas?) que conseguimos implementar. Nos planos. Na vontade que cresce, na saudade que doi mais do que antes. E acabei a leitura a pensar: "não quero que acabe. Não estou preparada para que acabe. Não te quero perder. Não quero um dizer aquelas frases ou ouvir-te dizê-las. Não quero ficar sem ti."
Está tudo bem entre nós. Está mesmo. Falamos o dia todo, quando o dia nos permite. Brincamos e partilhamos coisas. Somos um casal.
Mal acabei de ler o texto, fugi dele, no final só lia de "raspão". Porque o medo veio ter comigo e sinto o coração apertado.
Tens é de lutar todos os dias para que essa "distância" não vos separe!
ResponderEliminarTu sabes mais ou menos a minha história. Este tema dava-me pano para mangas se fosse a falar. Teve tanto de bom como está a ter de mau. Deu-me tanto como me está a tirar. E posso dizer que já tive relações de mais tempo que nuna me deram o que esta na distância me deu, e talvez por isso este acabar me seja diferente. E é tão só por isso, que acho que quem está na mesma situação, omo tu também, tem um amor maior na distânia, tem um entregar diferente, tem uma luta mais de entrega e sacrificio. E merece sempre dar certo. E mesmo a minha não tendo dado, continuo a acreditar que há as que dão e a torcer por quem ama à distância.
ResponderEliminarBeijinho
Sabes que concordo plena e totalmente contigo!
ResponderEliminarSabes que me lês o coração porque o conheces. Sabes que gosto e quero acreditar, todos os dias.
Obrigada, minha querida***
Isso fazemos, como muito carinho e muito gosto :)
ResponderEliminarNão sofras por antecipação, tudo parece correr bem... arrisca-te a pensar que, por uma vez, vai correr tudo bem :)
ResponderEliminarBeijinhos
Nessie
Não costumo "sofrer" muito com os pensamentos nesta relação (ok, os ciúmes às vezes são lixados, mas sou daquelas ciumentas em pensamento, que não faço cenas nem controlo, nem nada disso). Mas aquele texto tocou-me...
ResponderEliminarObrigada :)
Oh minha querida, repara no que escreveste e que disseste que estão bem, que construíram algo juntos e que embora a saudade doa, que há vontade de estar junto.
ResponderEliminarNo final do teu texto foi isso que ficou, porque no final são essas pequenas (e tão grandes) peças que importam. Não creio que algo bonito e sólido se destrua assim, não quando duas pessoas querem continuar a construir. Muita força e quero esse coração mais leve. Beijinhos
Sim, foi nisso que pensei e é o que sinto, especialmente quando olho para trás e nos vejo juntos há mais de um ano e com panos e vontade para mais tempo.
ResponderEliminarMas a "inevitabilidade" do texto tocou-me, tocou os medos que todos temos, mesmo quando a pessoa de quem gostamos, mora do outro lado da rua...
Beijinho,
Deixaste-me curiosa... Não queres partilhar esse texto?
ResponderEliminarUltimamente ando assim também, com o coração apertado... Como te compreendo!
Possso ir procurar...
ResponderEliminarMas admito que só me lembro que era um rapaz, a minha mente assustou-se e nem decorou grandes detalhes...
Também sei o que é namorar à distância. Agora já estamos juntos, felizmente. Mas tive de abdicar de viver no meu país para assim poder ser. A partir do momento em que o amor surge, compete-nos a nós mantê-lo vivo. Força! Agarre-se aos momentos mais felizes a dois para superar os momentos em que se sinta mais sozinha.
ResponderEliminarE é o que temos feito ao longo deste mais de um ano juntos e o sentimento tem crescido, evoluído, muito! Eu vou tentando mudar-me para mais perto dele, mas ainda não aconteceu.
ResponderEliminarE sim, a saudade combate-se a pensar nos momentos bons e a contar os dias :)
Obrigada pela visita e bem-vinda!