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Alguém me explica? - Crónicas do LinkedIn

Sempre gostei de estudar e aprender. (Tanto que ando nas pesquisas para o fazer, outra vez.) Mas, alguém me explica os posts no LinkedIn, que mais parecem cartas de amor, dias alunos para as Universidades/ Politécnicos? Acaba julho e é um sem fim de posts sobre a conclusão de Licenciaturas ou Mestrados. (Eu própria acabei a Licenciatura a 31 de julho, faz hoje 19 anos… Ui!) É fotografias de sorriso aberto, com diploma e ramos de flores. Com restos de agradecimento profundo à instituição de ensino: pelo que representam, o que ajudaram, o que… “No meu tempo”… passavam-se meses até o diploma estar pronto. E agradecimentos? Mereciam-nos alguns Profs. e colegas. A instituição recebeu dinheiro para lá estarmos. Disponibilizou umas salas, contratou Profs. e pouco mais, digo eu… Já não chegavam os textos adjetivados sobre as empresas… agora bajulam-se Faculdades? Estou velha.

Virgos of the World: unite

Costumo dizer que tenho muito de Virgem, mas que por ter signo E ascendente em Virgem, talvez não se note tanto (para fora). Mas depois… sou organizada. Faço listas. Planeio encontros com antecedência. E limpo tudo , à minha volta - mesmo no escritório. (Só não recomendo que espreitem o meu guarda-vestidos ou o armário dos tápáueres.)

Representatividade

Estou aqui contentó-confusa: Comentei num dia muitos posts sobre a “quantidade de eventos e concertos” que Portugal recebe “hoje em dia”. Partilhei que, mais do que a quantidade, dê-se o advento dos super-concertos/eventos com lasers, fogos de artifício e tudituditudi) vou a 1/3 dos eventos a que ia pré-pandemia. Porque eu ter epilepsia, poucos são “seguros” e antes de comprar um bilhete… passo horas a pesquisar. Qual não é a minha surpresa quando, em questão de poucas horas reparei que tinha uma data de likes (acredito que em concordância), no tal comentário. Estou contente por sentir que o meu desabafo pode representar mais pessoas. Estou confusa porque me esqueço de que somos muitos…

As fases do Luto

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(Vamos a caminho de 6 anos sem a minha Anita... por um lado: how's that possible?; por outro: falta o resto da vida). Que se lixem (com f) as fases do Luto. Não as sei, nem as aprendi. Simplesmente tenho vivido, sobrevivido nestes anos. No último ano voltei a sonhar com ela. Comecei a ter momentos em que olho ao espelho e vejo semelhanças no rosto e nas expressões - nós que não somos parecidas em quase nada. Ganhei ainda mais gosto em falar dela, dos miúdos, dos bolos, das piadas - quase tanto como quando ela estava aqui. Resultado: sinto ainda mais (se tal é possível) saudades. E sabem o que tem ajudado? Abraçar o Kiwi - que entretanto, com a idade, aprendeu a gostar de colo e ronrona e tudo. Lembro-me instantaneamente do quanto ela gostava deste bichano, o quanto ele lhe fez companhia quando ela soube que estava doente e estava fechada em casa, entre tratamentos, antes do transplante. O gato pequenino que ele era, mas que ela adorava. Como ele dormia aos pés dela, quando ela volt...

Uma mão cheia

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 5 anos de casamento. 12 anos a viver juntos. Quase 14 de namoro. Uma mão cheia de papel assinado em frente às 40 pessoas (-1) mais importantes do Mundo (e à Dr.ª Branca). 5 anos de nuvens e Sol. De alegrias e dificuldades. Mas acima de tudo de Amor, de comunicação, de compreensão, de aceitação. De Vida, com letra Grande. Partilhamos metas, objetivos, vitórias, perdas. Tudo, tal e qual como pedi quando brindei, debaixo das pingas tímidas de chuva, enquanto partíamos o bolo, faz hoje 5 anos. Parabéns Sinhôr Inginheiro, feliz Bodas de Ferro e Madeira.💖

Arte #5

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Encontros

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Nas últimas semanas, sempre que vou para o jardim; passa uma borboleta branca. Às vezes, mais do que uma vez. E aí, sei que são vocês. E que não estou sozinha. (Obrigada, alguns dias são a minha motivação para sair de casa)

Solisticio de verão

 Hoje é o dia mais longo do ano. E as saudades que eu tenho de quando este dia significava planos de verão? Ansiedade boa pelo S. João? Este ano? Só veio confirmar a sazonalidade dos meus problemas de saúde. Agora é oficial, diagnosticado. O verão faz me pior, à vida. Sou mesmo do contra. Veio mais um comprimido para a coleção - e nem funcionou. E bate a saudade. Dos bolos da minha irmã. E do sorriso. E das piadas. E do abraço. De ir à praia, de ver o mar. De ter planos, sem querer fugir deles. De saber como se sai deste sentimento de confusão, de encolher de ombros (em frustração) eterno.