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Semana não...

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Não é a palavra da semana. Não das entrevistas que ainda esperava resposta - 11 entrevistas em 2 meses e já só 2 "estão de pé". Não do exame de ontem que correu mal - lá estarei eu no Recurso (nunca reprovei num exame, precisei de chegar ao Mestrado para isso?). Não ao não ter companhia por mais convites que faça. Não, as lágrimas não param de cair no meu rosto. Não à fome que não tenho, à vontade de não me mexer. Este é, supostamente o meu 1º dia de férias... o telefone só toca por maus motivos, sinto-me sozinha, sem motivos ou motivação para os dias que se seguem. [E o raio da atitude do menino-Rapaz que me está a confundir? Durante o fim-de-semana suspirou pela nossa vida juntos, ajudou-me a programar a vida, caso tenha que me mudar para a Capital... Ontem, que me ligou de propósito porque eu estou muito em baixo com o exame, pareceu reticente em eu ir para lá, pediu-me para pensar bem em todas as mudanças da vida que implica. Será que também perdeu a fé em mim ou tem medo...

Meio ano e 3 dias

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Seis meses (e 3 dias), meio ano + 3 dias, 183 dias. É essa a celebração de hoje: há estes dias todos, larguei o medo, o lugar antigo, o escrutínio de quem me conhece (conhecia?) e abri esta casa. Voltei a escrever. Se antes já sentia que "me" escrevia, mas que caia em vícios antigos e cilos repetidos cheios de medos e fantasmas... que escrevia para os outros, para o que pensavam e esperavam de mim... Aqui escrevo a minha mente, a minha alma (sim, E., continua a ser a minha alma), os meus passos, os meus dias, as voltas que dei. Agradeço a quem me lê, a quem já faz parte do meu dia, da minha vida, a quem conheço e leio por aqui e que me fazem sorrir. Queme ajudam a levantar sem pedir nada em troca, que vivem comigo, de forma natural. A todos, por tudo e por nada, agradeço o caminho para as 3000 visitas em 183 singelos dias.

Voltei, voltei!

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De lá... 6ª feira foi uma dia de mixed emotions. Correr pela cidade de Lisboa, para me mostrar ao mundo do emprego, como quem até conhece a cidade e sem medo dos fantasmas do passado. Estudar em cada bocadinho disponível, falar com amigos, sentir a esperança na voz deles. Mas ao final do dia, já na companhia do meu menino-Rapaz, numa Lisboa que entardecia linda, começaram as más notícias: uma nota baixa final e mais um telefonema de "és uma menina muito simpática, gostamos muito de ti, ficamos muito indecisos, mas escolhemos outra pessoa". Sim, daquela empresa daqui no Porto, que eu tinha tanta fé. Tive que colocar a voz, fingir desprendimento e fingir que estava bem. Pelo bem do fim-de-semana que estava a começar. Ouvi a voz da responsável, percebi que estava triste e que simpatizou comigo o suficiente para lhe custar fazer aquele telefonema... Mas eu, eu é que me sinto cada dia menor e mais descartável. Seguimos os 2 abraçados, de mão dada para casa. Para os nossos quadrixa...

E depois lembro-me...

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Recebo estas palavras de força , sem contar e lembro-me das palavras que uma minha Guia me disse, há mais de 4 anos: "nasceste porque lutaste, estás aqui porque és mais forte, porque tens algo em ti único e a tua vida tem um propósito". No meio de todas estas voltas e altos e baixos e sonhos leio: Está comprometido com a sua missão, e consegue atingi-la. O caminho já não tem segredos, porque já não há medo. Há fé e entrega, apenas. O homem aprendeu com as sucessivas encarnações, a deixar de lutar, a fluir.  Quando tudo está bem, avança. Quando algo está mal, entrega. E essa entrega é a sua luz, a sua estrela radiante. Tudo está no seu lugar. O homem flui, o céu comanda e os dois harmoniosamente seguem o caminho. Então Vida, que os desejos e os pedidos e a luta nos façam encontrar de novo numa fase boa, calma, feliz e mais completa, harmoniosa.

É que isto não se admite!

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Atão, atão... Desvirtuar assim toda uma vida, uma carreira de versos, de trocas mágicas de palavras? De rimas intencionais e de cortar as palavritas (que o Português é uma lingua tão traiçoeira!) para a gente dar por nós a dizer malandrices... para, para... se descobrirem pianadas clássicas e Pessoa lá para o Meio? - Oh Nandinho, tu já tens 4 sinhores a escrever para ti, larga lá este! Pior! Confundem a unicidade de um "Chupa Teresa" e de um "Garagem da vizinha" com músicas do Pequinito Saúl?! Pelo regresso e compreensão da beleza Rocócó do trabalho do Shõr Mestre Quim: um abaixo assinado já!

Untitled

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Entristece-me. Que tu precises de mim e toda eu seja tua. Te oiça, tem ampare, te explique e te acalme. Mas, quando eu levanto o telefone a procurar planos para nós, escapes para mim, leve uma "chapada de luva branca" ("só mais uma") da vida, e saiba duma amiga que, sem procurar muito, sem acreditar, sem "precisar" e sem se preocupar, tenha conseguido um novo emprego, ainda melhor do que o que já tem. E de repente, toda a minha confiança se foi. Não tive, (ainda não tive?) reposta da entrevista que adorei na passada 3ª feira. Continuo a enviar uma média de 10 Cvs por dia e nada. Sinto-me sempre a 2ª escolha, a menina que ouve palavras simpáticas porque é simpática. E quando partilho contigo que me fui abaixo ouço um "não deves. Vidas diferentes, pessoas diferentes". E voltamos a ti e aos teus problemas. Mas a verdade é que mal me pediste, acordei mais cedo, vim ouvir-te e segurar-te a mão. Aaah e chorar copiosamente deste lado do ecrã, à espera d...

A ti.

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Já nem me lembro quando nos cruzamos. Mas sei que foi sem te conhecer (antes) e sem contar. Sei que ao início recorri a ti, por tudo e por nada - era uma "miúda". Sempre que me ias escapando da mente, alguém te trouxe, sempre, de volta a mim. E quando não contava, mais alguém cá em casa acredita tanto (ou mais) em ti, do que eu. Sorrio a cada novidade boa na minha vida, perguntando-me, lá no fundo da mente, se foi trabalhinho teu. Esta semana sentamo-nos, lado a lado. Conversei contigo, suspirei, pedi e ofereci. São tuas as velas bonitas e cheirosas, as sobremesas dos dois, o sol, o quarto cheiroso e calmo. São meus os sonhos, os pedidos, as partilhas. Que te conto, que te confio e que acredito serão mais e melhor contigo.

Perspectivas...

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Ora... Apercebi-me, nestes dias "mais sozinha", que "não há nada como namorar com fulanos 5 anos mais velhos", ou seja, dei passos mais rápidos do que quem me rodeia. Tenho a minha vida, a minha independência, a minha personalidade. E durante estes últimos dois anos, foi vista como fierce por quem se dá comigo. O resultado: entrei na (minha) rotina, quando os vejo chegar onde eu já estou. Vejo os festejar esses passos quando já são a minha vida. A diferença é que eu partilhei a minha felicidade e os meus passos, mas neste momento, sinto-me posta de parte por quem continuei a alimentar. Não posso dizer que me sinta traída, ou "verdadeiramente triste", apenas o acho estranho. Fecho o sorriso, encolho os ombros e continuo com o meu dia. 3 entrevistas numa semana, 2 notas finais, summer-cleaning, preparar a casa para o fim-de-semana romãntico do mês, conversar muito com o menino-Rapaz, cozinhar, voltar a dormir enroladinha com os meus quadrixanos - o meu preto...