A ti.
Já nem me lembro quando nos cruzamos. Mas sei que foi sem te conhecer (antes) e sem contar.
Sei que ao início recorri a ti, por tudo e por nada - era uma "miúda".
Sempre que me ias escapando da mente, alguém te trouxe, sempre, de volta a mim. E quando não contava, mais alguém cá em casa acredita tanto (ou mais) em ti, do que eu. Sorrio a cada novidade boa na minha vida, perguntando-me, lá no fundo da mente, se foi trabalhinho teu.
Esta semana sentamo-nos, lado a lado. Conversei contigo, suspirei, pedi e ofereci. São tuas as velas bonitas e cheirosas, as sobremesas dos dois, o sol, o quarto cheiroso e calmo. São meus os sonhos, os pedidos, as partilhas. Que te conto, que te confio e que acredito serão mais e melhor contigo.
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