O Evangelho segundo Jorge Palma
Admito que só deixei o Jorge Palma entrar tarde, na minha vida. Admito que fugia das garantias de poesia, porque okhava para ele e me parecia difícil um Homem só, ser tão elogiado.
E depois, entrou de rompante, disfarçado de Amor, ainda para mais.
Mas, quando me senti só, e procurei palavras que me representassem, lá estava ele.
Com palavras de esperança, de Humanidade, de Amor sim, também.
Fica por vê-lo ao vivo - porque não tive companhia...
E ficam aqui as tuas minhas palavras favoritas:
O meu amor tem lábios de silêncioE mãos de bailarinaE voa como o ventoE abraça—me onde a solidão terminaO meu amor tem trinta mil cavalosA galopar no peitoE um sorriso só delaQue nasce quando a seu lado eu me deitoO meu amor ensinou—me a chegarSedento de ternuraSarou as minhas feridasE pôs—me a salvo para além da loucuraO meu amor ensinou—me a partirNalguma noite tristeMas antes, ensinou—meA não esquecer que o meu amor existe
Até breve, Jorge - viverás, para sempre, no meu carro e nas viagens curtas e longas da vida.
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