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A mostrar mensagens de setembro, 2025

Energia!

Faz uma semana, no domingo, o Snape teve um dia bom. Não-me interpretem mal: pêto está bem, saudável, comilão, remunguento e mimalhão, como nos restantes dias dias seus 14 anos.   Mas a idade já se nota em pequena coisas: já não é grandes corridas, há dias em que tem dificuldade em subir a cadeiras. Já faz muito que não consegue subir ao móvel alto - sítio favorito para fugir dos gatos jovens da casa.   Ora domingo: conseguiu saltar para o guarda-vestidos, soube pedir colo como quando era pequeno, brincou e passeou pela casa.   Fiquei mesmo contente de ver que ainda há dias de energia! Long live Mr. Snape!

Introspeção

Quando conduzo tenho grandes momentos de introspeção. Enquanto oiço a minha playlist. Sim, 15% são músicas dos Queen, 10% George Michael, 10% Tiago Bettencourt e 7% Robbie Williams, empatado com Whitney Houston e Lúcia Moniz. Um destes dias o modo aleatório colocou estas duas músicas seguidas - são do mesmo artista, mas de álbuns diferentes: Lembro-me do dia em que vi o primeiro clipe a primeira vez, como sei lá como, do alto dos meus 13 anos, vi tristeza nos olhos deste homem. E a memória de ouvir a segunda música é das mais bonitas da minha vida: tinha acabado de aterrar em Londres, para a minha primeira viagem fora de Portugal; era 2ª feira e a música estava a ser lançada. E eu ouvi tudo: alegria, sarcasmo, raiva, cansaço. Para mim será sempre a música do pico de energia, de se ser capaz de conquistar o mundo - com tudo o que isso implica. Mas acima de tudo, representam-me, nas suas palavras: Life's too short to be afraid (you think that I'm strong) Take a pill to numb the p...

Da infância

Faz hoje 22 anos que entrei para a faculdade. O meu curso era na rua paralela à casa do meu Avô-anjo. E se houve alguém feliz com essa minha conquista, foi ele.   Pena que faleceu 2 meses depois... E ultimamente tenho pensado muito nele. Nas saudades que tenho dele. O meu "único" avô, por circunstâncias dos adultos. Ele foi o elemento etéreo, feliz, sonhador da minha infância. Ele foi o meu Peter Pan, o meu maior fã.   É nele que penso quando penso na m-M pequenina. Nos sonhos, nas brincadeiras, nas aprendizagens. O bom? É que consigo ver o sorriso dele na minha mente, e o lugar dele à mesa também. E sei que isto é Amor. Sem tempo, ou datas.

Dramas de leitora #2

Uma 'eossa porta-se bem, lê uma média de 2 livros por mês. Está desde o início do ano sem comprar livros. Desci dos 50 por ler, na estante.   Vieram os descontos nos supermercados, e o meu aniversário... em 2 dias comprei + recebi tantos quantos os que li em quase 3 meses... Eu tento, eu juro que tento!

(Ainda) Se fazem coisas novas

Tipo ir ver o meu primeiro jogo de futebol, para a Taça de Portugal. Distritais do Porto. Com o meu pai à direita, o meu marido à esquerda. Tambores, o barulho da bola, adeptos que são vizinhos e falaram dos preços nos supermercados, ao intervalo.   Um mimo!

It's the most wonderful time of the year!

Aquela em que eu sou feliz nos saldos, fins de saldos, outlets e outros que tais... a comprar presentes de Natal!   Os presentes para Sogrinha, para filhas de amigos, para o H., para algumas amigas, algumas das da mãe... já estão tratadas. Para além disso, há quem vá receber um presente caseiro, feito pelo m-R, que está agora em fase de maturação.   Será que é este ano que consigo tratar de tudo e só entrar no shopping em dezembro, para tratar da comidinha?

40 anos

(Este texto foi escrito antecipadamente)   Escrevo-vos sem saber onde estou. Presente da quarta década da minha vida. E sobre os detalhes, falarei depois.   Hoje escrevo sobre como, a partir de hoje tenho a idade que a minha irmã terá para sempre. Desde o dia em que ela se foi que penso neste dia. No tudo que daria para ela aqui estar, para ainda ser saudável e me fazer um bolo único, como só ela. Que não estaria a viajar pelo mundo, estaria em casa, com ela, o meu H., os meus pais porque as datas grandes celebram-se juntos, em casa. Talvez, por isso, tenha feito este pedido, para não estar em casa. Foi a penúltima vez que vi a minha irmã: em casa, a celebrar os seus 40 anos. Foi um dia feliz, ela teve energia e humor como não tinha faz muito. E eu não quero manchar essa memória. (Casa, agora, é para celebrar os aniversários dos meus pais e do H.)   A minha casa de todos os dias agora é o m-R. E onde estivermos.   Mas, não deixo de pensar: "para quê cheguei aqui?". Porque sob...

Paixão de verão #2

Figos.   Este ano a figueira da terrinha deu figos de sonho. Médios em tamanho, rijinhos, doces. Foram o meu lanche em muitas tardes.   Matei saudades - e sem gastar dinheiro. #pelintra4ever

Ai jornalismo...

A minha licenciatura é em Jornalismo e Ciências de Comunicação - embora me tenha apaixonado pela segunda parte, e nunca me tenha considerado jornalista, per sei. Mas se há coisa que 2 anos de "tronco comum" me ensinara foi a reconhecer bom trabalho: bons repórteres, boas perguntas, saber ser e saber estar, profissionalmente, com o objetivo principal de informar.   As conferências de ontem foram vergonhosas, por parte dos profissionais. Tanto o Presidente da Câmara (de quem não sou fã) e os profissionais de Saúde e Proteção Civil estiveram a bom nível comunicacional, rápidos, claros e empáticos, o suficiente - para a situação. Já os profissionais, na sua maioria, foram fracos: histéricos, a gritar perguntas, a interromper, a repetir a mesma questão ad nauseum, numa pressa demasiada, para o estado dos intervenientes.   Em 2003, quando entrei na faculdade tinham acabado de acontecer os "Grandes Incêndios" e tive, desde logo, professores a alarmar-nos para não cairmos n...

Como?

Como é que se faz uma mala, sem saber qual é o destino.   Eu já estou em contagem decrescente... a ver vamos se, por faltarem uns 3 dias para a viagem, m-R me diz pelo menos, se "lá" chove ou faz sol.   Preciso de fazer a mala para ir fazer 40 anos... (que frase mais chique de se escrever). Mas sim, decidi que este ano não quero presentes, faço a idade com que a minha irmã me deixou. Daqui para a frente serei a "mais velha" das duas - papel que não era meu, nem o desejei. Por mim, e por ela, que não conseguiu ter tempo de conhecer mais o mundo, pedi uma viagem ao m-R e à família.   Viagem essa que é surpresa para mim. Não sei onde vou. Só sei que vou, que será a uma cidade onde nunca fui. E que lá passarei de uma década para a outra.   Fingers crossed.