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Presentes

Já fiz enormes listas de presentes. Para aniversários, para o Natal.   E com os anos, vi-as diminuir e trazer-me mágoa: das relações perdidas, da pouca valorização.   Agora já não faço listas de Natal em agosto. Agora, as pessoas que merecem, têm os seus presentes comprados quando passo, bato o olho, e penso "Tu!". Falte um dia ou um ano para presentear.   E assim já cá cantam presentes de Natal para este ano, presentes de aniversário vários, o presente do dia do pai - que só vai ser entregue na próxima visita ao Porto - e o presente do dia da mãe.   Pelintras, sempre que possível, mas com muito mais carinho e certeza do sorriso que vai estar do outro lado!

25, mais um

Sei que viveste um sofrimento sem igual, no final. E os dias 25 lembram-me do 25/08 que te levou, mas também te libertou.   Mas há dias em que tenho saudades de fazer os 300 kms que nos separavam e pensar que ia entrar em casa, e ver-te melhor. Que ia poder sentar-me contigo no sofá e fazer-te festinhas na mão. Que ia poder dar-te beijinhos e abracinhos. Que ia poder ver-te comer, com a alegria de quem sabe que comida caseira é Amor.   Ao fim e ao cabo isto são saudades. E eu visto-as mesmo sendo o casaco feio e borbotado dos últimos dias, dos difíceis.   A saudade dói e não é bonita, só o é.

Promessas

Não sou de promessas, de todo. Nem de apostas.   Sou de dar, de fazer. De planear, para acontecer. De tirar de "mim", para garantir que o que digo que faço, acontece. Talvez por isso me magoe tanto, quando pessoas se vestem de promessas e não as cumprem. Aprendam, se não depende só de vós, não prometam. Apresentem como um sonho bonito que vão tentar realizar - não dói no peito, quando não acontece.

Quase 50 anos

Os meus pais estão quase a celebrar meio século de vida juntos... Eu costumo dizer que 74 trouxe a democracia à minha família, em regimes totalmente diferentes dos que cada família individual vivia.   Em muitos momentos sinto uma alegria! Um orgulho! 50 anos! E é o casal que me fez! Enquanto dou ideias e trato de pequenos detalhes... Noutros, "morro" um bocadinho por dentro por não ter a minha irmã com quem partilhar tudo isto. Ela que fazia os melhores bolos, e era tão criativa e artística  - ela que celebraria 22 anos de casada no mesmo dia...   A igreja está, o local para o almoço, está; um dos meus presentes está alinhavado; as alianças estão pensadas e vão ser feitas no próximo mês; eu tenho 2 opções de vestidos (só tem é que estar bom tempo!)... Agora... haja a possibilidade de lhes preparar uma grande surpresa, como eles merecem.    

Viva

Vivo, porque os meus pais vivem. Vivo, porque o meu marido vive. Vivo, porque os meus gatos vivem.

Dualidades

Na semana passada, na consulta psiquiátrica, tive um momento Eureka: o meu primeiro nome está ligado ao meu lado profissional, mais calmo, mais comedido.   O meu segundo nome... é a personalidade sem barreiras, sem medos, cheia de humor e energia. Tanto que, quando as pessoas aprendem o meu segundo nome, se apaixonam e ele voa-lhes dos lábios.   Eu adoraria ser a mescla perfeita de ambos, mas não consigo ter esse equilíbrio.   Ora sou mais Isabel, ora mais Patrícia; dependendo do conforto.   E, nos dias difíceis, só posso agradecer a quem (you know how you are) me deixa ser/ acorda a Patrícia em mim.

Ansiedades da vida adulta…

Vou mudar de ginásio (a Luz é lindaaaaaa, mas 30% de aumento ao fim de um ano de fidelização... não é "comportáv€l").   Estou aqui numa ansiedade maluca, Entre contar os dias para me despedir de um e dar o passo para um outro.   Ansiedades dos adultos, ou sou só eu?

44 anos.

Seria a tua próxima capicua. E a minha mente não se consegue lembrar dos teus 33. Que irrnã de treta.   Lembro-me de ti. De dentro para fora. Inconscientemente quase todos os dias. Incluindo aqueles em que ainda me esqueço que me morreste e viverei o resto dos meus 26 de fevereiros sem ti.   Penso no teu sorriso, no teu cabelo perfeito. No quanto queria ser fisicamente como tu, porque me representas calma, na tempestade que vivemos (sabendo ou não).   Anseio pela tua voz, os teus bolos de aniversário, sabendo que não regressam.   Recordo-te em mim, no H., na L. Nos céus, de pés no chão ou lá em cima. Mantenho-te em quase todas as histórias, bonitas ou imperfeitas, porque enquanto assim o fizer, quem tu és permanece. E sinto ser essa a minha parte nesta história inacabada que és.   Parabens pela tua capicua. Amo-te, aqui, lá, onde estás e onde eu vivo. Tenho saudades de te abraçar, Anita.