Relações parassociais nas redes

Trabalho com redes sociais desde 2010.


Fiz parte das "fases" todas, ainda me lembro de se acreditar que as redes serviam para aproximar pessoas, garantidamente.


 


Tenho pessoas do coração que conheci através dos blogs - sim, os blogs também são uma rede social.


Mas, há uma coisa que nunca percebi - e acho que foi algo que não vivi, nestes anos todos: ser uma micro-influencer super dedicada à vida dos grandes influencers. 


Seguir-lhes os passos, comentar os acontecimentos todos, "celebrar" a vida deles.


 


A isso chama-se relação parassocial: do ponto de vista do influencer mais "pequeno" a sua dedicação e sentimento faz diferença na vida do grande influencer.


Do ponto de vista do grande influencer: és só mais um, ajudas no alcance, fazes sorrir durante 2 segundos, e "'bora para a frente, que atrás vem gente".


 


Por isso, sim, segue quem gostas, fica contente, sorri.


Mas não penses que porque fazes stories ou comentas imenso ou partilhas o conteúdo dos "grandes" estás a alimentar uma amizade linda.


És só mais um, um número; não, não estás a fazer a diferença na vida do grande influencer nem ele te fica eternamente grato.
(só estás mesmo a fazer figura de ovelha do rebanho)

Comentários

  1. Ana Paula Cardoso30/10/25, 20:49

    Concordo contigo! Deixei de seguir há bastante tempo... Quando todas as que seguia começaram a ter filhos e eu estava a anos luz de pensar no assunto :*

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  2. Olá minha querida!
    Para mim nem tem só a ver com as fases por que os influencers passam... tem a ver com perceber que os grandes têm números tão altos, que os seguidores já não são pessoas.
    Deixou de me fazer sentido, e faz-me confusão ver, tanta dedicação e amizade por profissionais que nem sabem se es tu ou o vizinho do lado que estão lá, por entre as dezenas ou centenas de milhares de seguidores...

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