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A mostrar mensagens de março, 2024

Presentes

Já fiz enormes listas de presentes. Para aniversários, para o Natal.   E com os anos, vi-as diminuir e trazer-me mágoa: das relações perdidas, da pouca valorização.   Agora já não faço listas de Natal em agosto. Agora, as pessoas que merecem, têm os seus presentes comprados quando passo, bato o olho, e penso "Tu!". Falte um dia ou um ano para presentear.   E assim já cá cantam presentes de Natal para este ano, presentes de aniversário vários, o presente do dia do pai - que só vai ser entregue na próxima visita ao Porto - e o presente do dia da mãe.   Pelintras, sempre que possível, mas com muito mais carinho e certeza do sorriso que vai estar do outro lado!

25, mais um

Sei que viveste um sofrimento sem igual, no final. E os dias 25 lembram-me do 25/08 que te levou, mas também te libertou.   Mas há dias em que tenho saudades de fazer os 300 kms que nos separavam e pensar que ia entrar em casa, e ver-te melhor. Que ia poder sentar-me contigo no sofá e fazer-te festinhas na mão. Que ia poder dar-te beijinhos e abracinhos. Que ia poder ver-te comer, com a alegria de quem sabe que comida caseira é Amor.   Ao fim e ao cabo isto são saudades. E eu visto-as mesmo sendo o casaco feio e borbotado dos últimos dias, dos difíceis.   A saudade dói e não é bonita, só o é.

Promessas

Não sou de promessas, de todo. Nem de apostas.   Sou de dar, de fazer. De planear, para acontecer. De tirar de "mim", para garantir que o que digo que faço, acontece. Talvez por isso me magoe tanto, quando pessoas se vestem de promessas e não as cumprem. Aprendam, se não depende só de vós, não prometam. Apresentem como um sonho bonito que vão tentar realizar - não dói no peito, quando não acontece.

Quase 50 anos

Os meus pais estão quase a celebrar meio século de vida juntos... Eu costumo dizer que 74 trouxe a democracia à minha família, em regimes totalmente diferentes dos que cada família individual vivia.   Em muitos momentos sinto uma alegria! Um orgulho! 50 anos! E é o casal que me fez! Enquanto dou ideias e trato de pequenos detalhes... Noutros, "morro" um bocadinho por dentro por não ter a minha irmã com quem partilhar tudo isto. Ela que fazia os melhores bolos, e era tão criativa e artística  - ela que celebraria 22 anos de casada no mesmo dia...   A igreja está, o local para o almoço, está; um dos meus presentes está alinhavado; as alianças estão pensadas e vão ser feitas no próximo mês; eu tenho 2 opções de vestidos (só tem é que estar bom tempo!)... Agora... haja a possibilidade de lhes preparar uma grande surpresa, como eles merecem.    

Viva

Vivo, porque os meus pais vivem. Vivo, porque o meu marido vive. Vivo, porque os meus gatos vivem.

Dualidades

Na semana passada, na consulta psiquiátrica, tive um momento Eureka: o meu primeiro nome está ligado ao meu lado profissional, mais calmo, mais comedido.   O meu segundo nome... é a personalidade sem barreiras, sem medos, cheia de humor e energia. Tanto que, quando as pessoas aprendem o meu segundo nome, se apaixonam e ele voa-lhes dos lábios.   Eu adoraria ser a mescla perfeita de ambos, mas não consigo ter esse equilíbrio.   Ora sou mais Isabel, ora mais Patrícia; dependendo do conforto.   E, nos dias difíceis, só posso agradecer a quem (you know how you are) me deixa ser/ acorda a Patrícia em mim.

Ansiedades da vida adulta…

Vou mudar de ginásio (a Luz é lindaaaaaa, mas 30% de aumento ao fim de um ano de fidelização... não é "comportáv€l").   Estou aqui numa ansiedade maluca, Entre contar os dias para me despedir de um e dar o passo para um outro.   Ansiedades dos adultos, ou sou só eu?