Do dia em que o meu coração cresceu, do dia em que aumentou de tamanho



Sou Madrinha.



 



Sou Madrinha, "com letra grande", do meu Guica, faz hoje 12 anos.



Sou Madrinha de alma e coração. Acredito piamente que o meu afilhado me ensinou um tipo de Amor diferente, Maior. Sou mais com ele e por ele.



Sou Madrinha, babada.



 



Tive a honra e o prazer (mesmo nos dias chatos) de ver o meu afilhado crescer, em 1ª mão, comigo, nos primeiros quase 8 anos da vida dele.



 



Sou Madrinha desde o momento em que fui convidada, ainda o "meu bom" não era nascido.



Sou Madrinha das que presenteiam (quase por tudo e por nada), mas que também faz as "perguntas chatas", que chama à atenção. Ambiciono, sem pílulas douradas, ser a voz da razão da vida dele.



Sou Madrinha que o (tenta) trata(r) como um adulto, mas nem acredito que já se passaram 12 anos. E pisco os olhos duas vezes (quando ele não está a ver) quando o vejo da minha altura, quando ele sorri e fala das namoradinhas.

Não há sentimento de vitória do que ver o meu afilhado feliz e inspirado pelo meu companheiro. Tratando-se como família que são.



 



Sou Madrinha e já não sei não o ser. Não o sei. Não me lembro da minha vida antes do meu Guica.



Sou Madrinha pelo que a palavra significa: 2ª mãe/mãezinha. E levo esse papel muito a sério. Dou o meu corpo às balas, estou pronta para me responsabilizar por ele (conforme a "lei" pede). Estou pronta para moldar à minha vida à dele (como tantas vezes o fiz).



Ele chega a ser o meu 1º pensamento, a minha primeira preocupação.

É a minha alegria maior e a dor certeira no coração, conforme ele esteja feliz ou a passar dias mais tristonhos.

Não há nome que psique no telemóvel que me deixe mais feliz e mais preocupada, ao mesmo tempo.



 



Sou Madrinha. No dia em que ergui a vela e repeti as palavras pedidas pelo padre, fiz o meu juramento, pessoal, de alma, naquela manhã: não lhe falhar, percebe-lo com a força do Amor, ver quando mais ninguém vê.



 



Não sou Madrinha "beata", não sou Madrinha "de igreja".



Não me ofendeu que o meu afilhado não tenha querido seguir os ensinamentos da religião.



Não o obriguei ou tentei mudar.


Amar é amar como se é, respeitando as prioridades e as crenças. E eu, mesmo em momentos de medo, quando penso no futuro, acredito no meu miúdo.




Sou Madrinha e não passo a Páscoa com o meu afilhado, porque a vida nos tem a 300 kms um do outro.

Mas o dia do nascimento dele, com todas as memórias lindas associadas (e que faço por relembrar, sem falta), não falha.



 



Sou Madrinha e não preciso de uma data para o ser.



Sou Madrinha, graças ao meu afilhado.

 

Há 12 anos, por esta hora, num dia lindo, cheio de Sol e calor, o meu coração cresceu e aumentou de tamanho.

Saltou para fora de mim. Passei a ter dois corações, à solta, no Mundo.

Começou por ter 50 centímetros e 3,300 kgs. Hoje tem quase 1.50m, calça mais do que eu, é mais vaidoso do que eu e tem, sem dúvida, o sorriso mais bonito do mundo.



Parabéns meu amor - e que a vida te mantenha lindo, forte e feliz.




Comentários

  1. Parabéns. Crescem muito rápido. Bjs

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  2. Mas que lindo post e inspirador =)
    Espero, se algum dia o filho da minha amiga, for meu afilhado, conseguir dizer o mesmo que tu =D


    Beijocas

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  3. É ele que me inspira! <3

    Serás claro, tudo isto e muito mais! ;)

    ***

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