Eu sei que ainda falta falar de...
... um monte de assuntos glamourosos, como a minha ida aos Saldos.
Como usei o cartão de alimentação para não dar um rombo na minha conta bancária.
Como os planos para Sábado.
Mas a verdade é que ando em baixo.
"Uso" o blogue para me distrair. Para me distrair convosco. Para pensar em coisas mais leves.
Para me sentir a "crescer" e a fazer parte de projetos novos.
Mas a precaridade, a equipa volátil... povoam os meus dias.
A última conversa familiar com a minha mãe ainda me doi cá dentro.
Ouvi da minha mãe uma frase que nunca imaginei, muito menos vinda dela. Ela, que supostamente, me conhece melhor do que ninguém.
Percebi o quão pouco significo para a minha irmã. Eu que lhe dediquei tudo de mim e lhe "esqueci" magoares "inesqucíveis".
Percebi que quem me rodeia e supostamente me ama não vê a minha mudança de vida como um passo de crescimento, mas sim um salto de afastamento.
Ninguém da minha família conhece o meu blogue.
Ninguém lê as dores, as saudades, os esforços que partilho aqui, que faço por e para eles.
E cheguei a uma época da minha vida em que me pergunto se faria alguma diferença eles lerem ou saberem.
Ultimamente pergunto-me: será que me conhecem de todo? Será que fui eu que mudei, sem dar conta?
A verdade é que "tristemente"... neste momento, a minha família é o m-R e os quadrixanos.
E doi, doi chegar aos 29, lutar tanto na vida, dar tanto - para chegar a esta conclusão.
Aos 24 anos mudei-me para a Bélgica. Na altura em que contei à minha família desta mudança, senti-me quase uma "traidora da pátria" como se o facto de eu ir para longe pesasse mais neles do que o facto de eu ir "fazer pela vida". Bem sei que é duro ver os filhos partirem para longe mas, não se colocam os filhos no mundo para eles tentarem ser felizes? Que bem é que traz fazerem as pessoas se sentirem mal por terem decidido o rumo da sua vida, em vez de entenderem e apoiarem, por mais que doa. Se lhes dói a eles - e a nós - a distância, não ajuda martelarem sempre no mesmo, ainda para mais se já está tudo decidido. Pode-se falar das saudades que se tem sem mandar sentimentos de culpa para cima.
ResponderEliminarEspero que as coisas melhorem por aí!
Realmente, é como perder um pedacinho de nós... Sabes? A minha irmã também vive longe de mim e quando foi senti-me um bocadinho abandonada, durante uns tempos, agora com o nascimento do meu sobrinho sinto que nos voltamos a aproximar. Poderás vir a ter a aproximação dela que tanto precisas quando algo na vida surgir...
ResponderEliminarAi como te compreendo...A minha família encarou a minha vinda para o Pico como um abandono e quando a minha mãe ficou doente percebi que me culpavam.
ResponderEliminarQuanto a mudares...Todos mudamos! A vida, o trabalho e as experiências mudam-nos e isso é bom :)
Um grande beijinho e anima-te que tudo correrá pelo melhor :)
Nao podemos escolher os nossos pais, nem os irmãos, tao pouco os filhos. Infelizmente temos que aceitar o que nos toca. A única pessoa que podemos escolher é o nosso companheiro, esse sim é a nossa alma gemea, a outra metade de nós. Tente nao ligar aos comentarios depreciativos. Gosto muito do lema o que não nos mata torna-nos mais forte.
ResponderEliminarHá dias em nos sentimos assim... As pessoas mais sós do Mundo... Pode ser que hoje tenha sido apenas um desses dias e amanhã acordes e te sintas bem melhor.
ResponderEliminarForça... Se precisares de m desabafo estou deste lado...
Há alturas em a vida nos. Parece traiçoeira. Atrevo-me a dizer que o tempo se encarrega de fazer com que tudo entre nos eixos...
ResponderEliminarBeijinho e força para encontrares a tua paz interior*
Conheço bem demais essa sensação de "orfandade". Tem dias que custa, tem outros que somos mais fortes. Mas sei que no fundo, nada nem ninguém preenche esse vazio. Um beijinho enorme e aquele xi apertado. Estou deste lado, quando quiseres.
ResponderEliminarm-M,deve ser muito triste. Mas anima -te eu estou aqui. Telefonas, envias msg,eu estou aqui. Bjs 😚
ResponderEliminaracabei (finalmente, sorry) de perceber porque no outro dia dizias estarmos na mesma onda... como te compreendo!
ResponderEliminarabraço
e beijinho claro
Sem te conhecer, não posso deixar de dar o melhor conselho que posso... Deixa passar um tempo para reflexão, mas confronta as pessoas com essas mágoas, antes que cresçam mais e que a falta de comunicação vos afaste mais... :*
ResponderEliminarAprende comigo e não dês tanta importância a essas coisas só te fazem ficar magoada.
ResponderEliminarEu sou a terceira filha e digo que passei muito mal por ser a terceira a pontos que não quero ter três filhos, ou tenho dois ou quatro e porque ora bem o meu pai prefere e tem mais afinidade com a filha mais velha (ele próprio confirmou isso numa briga enorme que tive com ele) e a minha mãe adora de morte a minha irmã do meio e tem mais afinidade com ela.
A mais velha fala mais vezes com o pai, a do meio fala imenso com a minha mãe, eu quando falo com a minha mãe ela fala sempre dos filhos da minha irmã mais velha...
Eu sou aquela que anda para ali aos trambolhos.... mas depois também eu sou a mais desligada de todos os membros da família, sou a que ligo menos vezes a minha irmã mais velha, sou a que liga menos vezes aos pais e avós...
Enfim aprendi a distanciar-me e com isso não posso esperar que eles retribuam certo...
Por isso olha vou vindo um dia de cada vez e tentar não levar as coisas a peito. Existem afinidades e todos os pais tem mais afinidade com um ou outro filho, com quem mais se identificam, não significa que não gostem do outro ou amem de forma diferente, apenas significa que consigam falar melhor com um ou com outro.
Não sei o que se passa com a tua irmã mas existem fases das nossas vidas em que andamos mais desligados do mundo por um motivo ou outro.
Eu e a minha irmã eramos cão e gato antes de ter filhos, engravidamos juntas, perdi o meu bebé ela teve lá para mim grávida de gémeos, quis se afastar eu não deixei e passado um mês foi ela que me perguntou senão estava grávida. E esta e pude passar a gravidez ao mesmo tempo que ela, temos filhos com 2 meses de diferença, eramos unha e carne até ao dia que a mesma pediatra dos nossos filhos tem uma atitude condenável para com a minha filha (recusar atender a miúda fora de agenda em Dezembro quando já andava doente a um mês e sempre nas urgências a mando dela) e eu se calhar fui demasiado critica e opinativa sobre a pediatra a minha irmã e ela ficou melindrada e agora estamos um pouco mais distantes, e ela mais critica em relação ao que faço e deixo de fazer com a minha filha.
Se sinto falta de quando falavamos horas ao telefone sobre os nossos pequenos sim, mas sei que estamos mais próximas do que todos os outros anos.
Em relação a mais velha sempre foi a minha irmã preferida, a que eu falava mais sobre n assuntos, desde que imigrou que sinto que me é difícil falar com ela...e esqueço-me n vezes de lhe ligar ou contar novidades e isso sei que é minha culpa...
As relações familiares não são nada fáceis, mas acredita que todos nós já ouvimos coisas menos boas dos nossos familiares e nós também já dissemos coisas menos agradáveis a estes...
Querida às vezes os que mais amamos, como os nossos pais e irmãos, magoam-nos, mas não acredito que seja porque não nos amam! Apenas o fazem porque não concordam com as decisões que tomamos para a nossa vida! Elas acham que essas decisões não nos vão fazer felizes e como nos amam não nos querem ver magoadas! Apesar de ao fazerem isso estão a magoar-nos! O tempo tudo cura e a magoa que sentes agora vai passar! beijinhos grandes!
ResponderEliminarÉ isso mesmo!
ResponderEliminarObrigada querida!
Pois... a minha irmã já não "era" a pessoa mais carinhosa do mundo...
ResponderEliminarDesde que me mudei que simplesmente se afastou. Faz o "obrigatório" do lado dela. Responde torto, é arrogante.
Mesmo que as melhores prendas e todas as lembranças e carinhos vão para o meu sobrinho - e para ela.
Esta 2ª gravidez dela... só piorou as coisas.
Pois...
ResponderEliminarA ver vamos...
Beijinho,
Eu ando a telefonar menos e a ter conversas mais curtas... para evitar mágoas.
ResponderEliminarE sim, cada dia aprecio mais o meu m-R e a vida que construo com ele.
Huuumm...
ResponderEliminarNão me parece... ando assim desde a semana passada.
Tudo a metralhar para cima de mim, tudo a fazer-me sentir inferior.
Agradeço de coração minha querida!
Deus te oiça!
ResponderEliminar***
Eu sei que sabes - infelizmente.
ResponderEliminarE enquanto escrevia lembrei-me muito de ti...
Obrigada meu amor.
Um beijo enorme,
Estou muito triste sim...
ResponderEliminarMal me sinta com mais forças, desabafo melhor contigo, ok?
Obrigada meu doce!
:)
ResponderEliminarE outro grande para ti!
:)
ResponderEliminarObrigada pelas palavras.
Sabes? Durante este ano que já fez que moro cá, pensava e fazia o que me aconselhas.
Nos últimos meses trouxe muito mais discussões e más palavras.
Sinto que me querem calar, que não me querem ouvir.
E estou tão triste que começo a aceitar esse caminho.
Mas sei que falei e que tentei!
Pois...
ResponderEliminarNós somos duas. Eu a mais nova.
Os meus pais sentem mais afinidade com a minha irmã, que vive a vida mais como eles. Casou com a mesma idade que eles, também já vai a caminho do 2º filho.
Eu sou a filha "guerreira", a filha "exemplo", a filha que cresceu "bonita" para mostrar aos amigos, para mostrar como eles são bons pais - QUE O SÂO.
Sempre aceitei a maior afinidade com a minha irmã.
Sempre pedi, exatamente por isso, que não me pedissem para ser igual a ela.
Ela é mais fria e reservada do que eu. Eu sou a menina dos beijinhos e dos abraços e das prendas e dos carinhos. A que se lembra das datas e que está atenta aos detalhes. Ela é a filha que está sempre presente e que consegue lidar com tudo, por não ser tão emocionalmente apegada.
As situações pioraram bastante desde que a minha irmã engravidou da minha sobrinha, que nasce este mês.
Se antes já ouvia muita coisa à qual não podia responder, por ser a mais nova. Agora ainda menos... e tenho ouvido coisas piores... e as que digo no topo da minha mágoa são-me apontadas vezes e vezes sem conta... durante anos...
Daí estar na fase de decidir "ser o que eles me pintam" - a filha que mudou de cidade...
Amor sei que não falta.
ResponderEliminarCuidado e tacto com as palavras é que tem faltado...
É deixar o tempo passar, né?
Beijinho,
Um abracinho abração!
ResponderEliminarPor acaso a gravidez da minha irmã aproximou-nos, tornei-me madrinha do pequeno e tudo... Se calhar um dia que sejas tu a mãe as coisas mudem...
ResponderEliminarObrigada minha querida!
ResponderEliminarBeijinho,
Pois... eu sou a madrinha do 1º :)
ResponderEliminarNão sei... acho que isto já vem muito de trás... das personalidades de cada uma. E que eu, por estar perto, e a ver todos os dias, perdoava e inundava com amor, à espera que passase.
Agora, a morar longe, vejo a pouca relevância que tenho na vida dela.
Uma mágoa grande.
Pior, vejo o efeito que as atitudes dela têm nos meus pais.
Mágoa ainda maior.
Venha o tempo e mostre o que vai ser de nós, enquanto família.