Depois digam que isto não acontece

Não, a violência dosméstica não é psicológica.


É "só a física".


É só a que se nota a quilómetros porque o "homem" é mau e estranho.


Não.


Leiam.


Ele começou por ser o princípe encantado, que passou a psicopata, que passou a violento. Que pode ter responsabilidades na morte. Que já tinha duas queixas criminais, pelo mesmo motivo. Que a fez fugir.


Ela não escondeu. Ela lutou. Ela morreu.


Será que agora percebem que acontece mesmo? A tod@s?


Aconteceu à Maria, atriz mais ou menos conhecida, com um hobby tão especial e importante.


Aconteceu-me a mim. Acontece a quem me lê.


Vamos todos perceber que os "princípes encantados" não existem. E que tod@s estamos, em algum momento, na mira de alguém.

Comentários

  1. Joaquim Teixeira26/02/15, 19:07

    Olá, não pretendo estar a defender alguém ou mesmo tirar partidos. Sim, a violência doméstica é um mal geral, leio, ouço e vejo casos que muito sinceramente só rebaixam ainda mais o ser humano. Contudo lamento mais quando existem terceiros envolvidos, as crianças. Mas a violência doméstica hoje em dia é geral, são eles a baterem nelas, elas também batem neles e por vezes nem é a violência física que mais atinge, mas sim a verbal que é capaz de ser mais violenta. Conheço casos, em que vizinhos, amigos tentaram ajudar, algumas vezes tarde demais e outras em que os agredidos nem queixa apresentam.
    Enfim, mas numa coisa posso afirmar, não somos todos iguais e certamente que a felicidade ainda pode ser realizada.

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  2. Mafalda M.26/02/15, 19:26

    Eu deixei de acreditar no amor quando acabei com o meu. Não há príncipes encantados...

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  3. e é exatamente por isso que me enojam filmes ou livros como o crepúsculo e o cinquenta sombras do outro que vendem a ideia que o príncipe encantado persegue, está sempre atrás de ti, é obcecado por ti. e vendem isso como uma ideia de amor. e temos milhares de mulheres a ler isso e a concordar que aquilo é amor a sério.
    é tão triste.

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  4. E o problema? É que continuam por aí tantas mulheres desprotegidas apesar das queixas... E quantas decidem não fazer queixas porque já sabem que o resultado é nenhum?...

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  5. Inacreditável :-(
    Pode acontecer a qualquer pessoa... Até a mim.

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  6. As barbaridades cometidas sobre nós continuam, estes homens são autênticos psicopatas, e não sei porquê em Portugal é uma "raça" que abunda!!!

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  7. Isto mexe-me tanto com as entranhas!... E saber que denunciou, que pediu ajuda, e que só na morte encontrou a solução, é tão, mas tão revoltante...

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  8. Que posso eu dizer...Tu sabes que conheço bem a violência psicológica.
    Essa não deixa marcas para as pessoas verem, como tal não é valorizada a grande maioria das vezes.
    Quantas "Marias" andam por ai a sofrerem?
    Beijinho grande

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  9. Acho que a violência psicológica é uma tortura silenciosa de muitas mulheres. Gostava tanto de poder trocar impressões com quem já passou por isso, mas tem sido muito complicado falar com pessoas com experiências semelhantes às minhas.
    Alguém por aí que esteja a passar por isto ou se já passou, quer conversar sobre o assunto?
    O desespero já é muito e a solidão é desgastante.
    Beijinhos a todos.

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  10. E é preciso que se fale...e será sempre tão difícil. Mas é preciso que se fale para garantir que as pessoas que sofrem com este mal saibam que não estão sozinhas. Para que estendam a mão a alguém que as possa ajudar a sair da esfera de ódio (nunca amor) de alguém. Beijinho enorme

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  11. Taras e Manias27/02/15, 16:48

    Uma realidade muito triste

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  12. Sim.
    Que eu (e algumas das meninas que lêem aqui o blogue) conhecemos pessoalmente.
    Por isso é que este tema me "enraivece" tanto...

    Beijinho,

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  13. Olá :)

    Tens toda a razão! Não há unicidade de género na violência, nem tipo único de violência.

    Este tema toca-me diretamente porque eu fui vítima de violência no namoro. A descrição que fazem do ex-qualquer coisa da Maria é muito, muito semelhante à que eu faria do meu ex-qualquer coisa.

    Eu demorei meses a ter a coragem de pedir ajuda. Quando tive falei com a minha mãe e amigos mais próximos. Tive acompanhamento psicológico.
    Mas fui aconselhada pela polícia a não avançar com nova queixa (sim, porque ele já tinha uma) "para meu bem".

    Por isso o tom mais telegráfico e "agressivo" deste post...

    E sim, com calma, tempo e um bocadinho mais de racionalidade... a felicidade voltou.

    Beijinho e obrigado,

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  14. Eu não deixei de acreditar no amor, apesar de ter passado por episódios de violência no namoro.
    Racionalizei o amor.
    E agora vivo-o de maneira diferente...

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  15. Essas mulheres assustam-me na sua "tristeza"...

    Tu sabes que eu fui vítima de violência no namoro, vítima de perseguição... e se já não via essas ladaínhas cantadas dos livros como amor... caraças, agora é que o racionalizo.
    E viste o quão devagar fui andando na minha relação...

    Não existem principes encantados, existem homens e mulheres. E ninguém tem o direito de invadir o espaço de ninguém, seja sob que pretexto for. Muito menos o da psicopatia...

    Beijinho,

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  16. Exato...
    Eu sei isso por experiência pessoal... quando ao fim de um ano a ser perseguida ganhei coragem e fui à polícia... aconselharam-me a não fazer nova queixa porque não podiam garantir a minha segurança.
    Nesse dia percebi que não é vergonha nenhuma denunciar e pedir ajuda... maaaaas também percebi que neste tema... raramente será a polícia a conseguir ajudar.

    Beijinho,

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  17. E a mim.
    Há uns anos passei pelo mesmo que ela.
    Um namoro abusivo, cheio de violência psicológica apesar de muito pouca violência física. E depois de acabado? Um ano e meio de perseguição direta. Apresentação na polícia que me aconselhou a não apresentar queixa porque não podiam garantir a minha segurança. Apesar de ele já ter uma queixa pelo mesmo motivo, anterior ao nosso relacionamento.

    Acontece a qualquer um... todos temos um lado de lobo em pele de cordeiro.
    Temos é que ter coragem, confiança. Saber pedir ajuda, confiar devagarinho. E voltar a viver!

    Qualquer coisa que precises de mim, podes contar comigo.

    Beijinho,

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  18. Eu lidei com um, com uma situação assim. Aaaaai se não te percebo! :/
    Está-se entregue aos lobos.
    Resta lutar!

    Beijinho,

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  19. Pois é!
    Acredita! Eu sei o que é ouvir o que ela ouviu. Encontrar apoio zero nas entidades.

    Escrevo porque ela é um exemplo!
    ele deveria receber o castigo exemplar mas... duvido :(

    Beijinho,

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  20. Sei.
    E sabemos. Tu sabes que também fui apanhada por esse monstro invisível aos outros...
    Se nem a física o é... o que dizer da violência psicológica???

    E esta Maria morreu a lutar.. imagina quantas não o irão conseguir :(

    Beijo enorme!

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  21. Eu estou deste lado... no pouco ou muito que passei.
    Se quiseres, deixa-me o teu e-mail e eu contacto-te.

    Beijinho,

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  22. Verdade minha querida!

    Devias ter aparecido na minha vida há 4 anos, quando eu mesma passei pelo terror que levou a Maria.
    Eu demorei meses a conseguir falar. Precisei de bater no fundo para me obrigar a arrastar e pedir ajuda.
    Mas não a da Polícia, que essa não fez nada...

    Mas que todos pensem como tu e estendam a mão!

    Beijinho,

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  23. Joaquim Teixeira27/02/15, 18:15

    Ainda bem, fico feliz por saber que voltaste a sorrir de novo, não sei se com a mesma pessoa ou não, mas que acima de tudo a felicidade faz parte da tua vida.

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  24. Não tenho experiência, mas é mesmo isso que vejo...

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  25. Olá, li os seus posts, e comovi-me com a situação, percebo-a.
    Não queria deixar de lhe dar umas palavras de ânimo: não desespere, há sempre uma solução, mesmo que agora não veja nenhuma à sua frente, lute, tenha força dentro de si para vencer essa situação.
    A força está em si, e o poder de mudar a situação também. Agarre-se aos amigos ou familiares que apoiam incondicionalmente, e se não tiver, conte sempre consigo, que é a pessoa mais importante da sua vida.
    Só a senhora tem o poder de se libertar da sua situação, lute pela sua vida, e pense as escolhas que fizer hoje determinam o dia de amanhã. O seu futuro. Pergunte-se: que futuro quero ter? Lembre-se mais vale só do que mal acompanhada, e sempre poderá ter um futuro risonho ao lado do seu filho que tanto ama, e livre de amarras e de pessoas que a fazem infeliz.
    Tenha força e coragem. um abraço

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  26. Olá,
    Gostava muito de conversar contigo.
    Deixo aqui o meu contacto: 100marcas@sapo.pt
    Como é que te apercebeste que a relação era violenta e não era "normal"?
    Eu acho que desde o meu namoro havia algumas atitudes e reacções que eram alarmantes, mas na altura havia sempre uma desculpa qualquer. Stress do trabalho, cansaço, família, etc...
    Não vivemos juntos antes de casar, e foi então que as coisas começaram a piorar. Foi aí que comecei a perceber que andava a tomar decisões da minha vida baseado naquilo que achava que iria evitar um conflito.
    Não ia ao café com as minhas amigas porque tinha que ir logo para casa para não jantarmos muito tarde, porque senão chateava-se.
    Se ele chegasse a casa e adormecesse no sofá, tinha que para TODAS as actividades em casa que pudessem fazer barulho (lavar a louça, arrumar as panelas, etc...) porque senão havia gritos, batia com as portas esmurrava o sofá...enfim. Atitudes que me faziam sentir uma presa em casa e que constantemente tinha que pensar e analisar qualquer atitude minha para não haver motivos para ele se passar. Mas por muito que tentasse, não adiantava...havia sempre algum motivo para justificar as explosões de raiva dele. Estava cega e iludida com as partes boas da relação, que na minha cabeça dava me motivos suficientes para continuar.
    O grande problema é que as coisas evoluíram...e agora há agressões físicas e verbais à frente do nosso filho de 12 meses.
    É um sufoco.
    Sinto a minha alma a morrer lentamente.



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  27. Obrigada hf pelas palavras cheias de força e emoção!

    Beijinho,

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  28. Reconheço muitas situações do meu antigo namoro...
    Vou-te enviar um e-mail, para que possas falar mais à vontade!

    Beijinho grande e força!

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  29. Obrigada pelas palavras.
    Um dia serei feliz e livre, quando conseguir ganhar coragem para isso. O apoio das pessoas ajuda muito para perceber que há mais na vida para além de estar sempre à espera do consentimento de outra para fazer o quer que seja.
    Parece muito simples escolher a felicidade, mas neste momento para mim não é :(
    Beijinhos e abraços.

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