Natal na Ámádorah - Pt.II

Eeeeeeeeeeeee no próprio dia de Natal cabou-se o "bem-bom".


13 horas, almoço na casa dos avós paternos do m-R, à beira-mar. Com o Sogrinho e a mulher nº 3.


Chegar lá 7 minutos atrasados e ver o Sogrinho querido de pijama na sala "porque em minha casa - que não é a dele... - m-M também trabalhas". Eu, uma hora de pé a descascar batatas, a ajudar a avó do m-R que ficou sozinha na cozinha porque a mulher nº 3 foi tomar um banho de 40 minutos antes do resto da família chegar. Saiu do banho para "julgar" o meu arroz de alhos. Espétáculo, né? Pois...


Olho para a mesa e somos 13. Ora fod@-s€. Eu sou supersticiosa e pimbas, o azar calhou-me a mim.


Embora o resto da família me tenha tratado bem e até tenhamos recebido presentes que precisavamos para casa. Até ver o avó do m-R encantado por mim e pelo presente que escolhi para ele (ver um avó aquece-me sempre o coração, faz-me pensar que o meu avó-Anjo nunca me deixa sozinha)


Maaaaaaaaaaaas a melhor parte vem aí.


O presente do sogrinho e da mulher nº 3: um envelope com o nome dos 2. Ok...


Lá dentro? Um "vale" com o valor do seguro do carro do m-R. Sim, do carro DELE. Um vale impresso em casa, com o nome DELE, uma foto DELE. Eu? só existi no envelope de fora.


Supostamente o sogrinho deve achar que o carro do m-R e o seu maravilhoso vale-seguro nos pagam a renda. Ou que EU vivo no carro e ele na casa.


Só sei que eu nem reagi porque, na 1ª meia-hora nem pensei que fosse verdade que o homemzinho tivesse aquela lata toda. O m-R? Morreu de vergolha. Deu voltas ao envelope à espera que, por magia, caísse de lá algo para mim. Vociferou contra o pai o caminho todo para casa. Diz que para o ano lhe serve a vingança fria (sim, eu este ano impulsionei a que os 2 se aproximassem, comprei prendas separadas para o Sogrinho e mulher nº 3, que, btw adoraram!). Eu tanto me ria, como me apetecia aparecer em casa do Sogrinho com o meu seguro do MEU carro, a ver se ele pagava, com um vale e tal e coisa.


Mas sabem que mais? Aproveitei o Sol, o voltar a ter "avós - plural", o estar perto da praia e acabamos o nosso dia de Natal a ver o por-do-dol com os pés na areia.

Comentários

  1. Olha nem te chateies com isso... há pessoas que não têm mesmo a noçao. Só para te dar uma ideia, ofereci compotas a algumas pessoas que nem sequer agradeceram... porque ainda não tinham provado!

    xoxo
    cindy

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  2. Oh pah!
    É preciso ser assim um bocadinho e aqui me calo porque não ia sair coisa boa!
    Acabou bem o teu dia...
    É o que interessa!

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  3. Tenho que pensar nessa "desculpa" quando tiver que ir jantar a casa do Sobrinho outra vez: como calada e digo boa-noite e obrigada no fim, porque é quando "acabo a refeição" :p

    Isto há com cada um que parecem 2...

    Beijinho,

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  4. Como te entendo... quando penso no homem também não me sai coisa boa :p
    Sim, foi muito bonito e soube pela vida! :D

    Beijinho,

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  5. Boa tarde,

    Desculpe que lhe diga mas julgo a sua irritação um tanto descontextualizada, aceito que o descobrir um "vale" em nome do seu namorado a tenha chocado, mas já pensou que esse é um valor que agora já não terão os 2 de despender?
    A atitude do sogro pode ter saído um pouco ao lado, mas se analisar a coisa pelo lado bom, não é assim tão chocante. O Carro é dele, mas o dinheiro que que se poupa beneficia os dois, não?

    Pelo menos na minha opinião.

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  6. Boa tarde Madalena,

    Que sejas muito bem-vinda e comentes mais vezes! :)

    Compreendo o que me queres dizer... mas a verdade é que em tudo o que são bens pessoais dos 2, pré"juntar os trapiches" cada um de nós paga o seu. Eu tenho o meu carro, que, por motivos de mobilidade só posso conduzir aquele mesmo. Trouxe-o para Lisboa em Novembro e "sustento-o" eu. Desde 2008 quando o comprei.

    Tal como o carro do m-R é "responsabilidade" sua desde que o tem. Sim, já lhe emprestei o meu carro. Sim, volta e meia conduzimos o meu para eu aprender a conduzir na cidade. Desde que estou desempregada, pouco "partilho" o carro do m-R.

    Compreendo e louvo a oferta do pai ao filho - embora o pagamento do seguro seja um acordo entre os 2, "extra-Natal". O que me "choca" é a falta de consideração por mim, enquanto pessoa. Quer oferecer um "vale" aos 2, muito bem, cada um sabe o orçamento que tem... mais se leres bem, o neu nome nem no vale aparece...

    Fico contente pelo meu namorado-companheiro e pela ajuda que é para as contas pessoais dele. Fico contente pela segurança do carro. Mantendo em conta que é o 1º Natal juntos, a construir uma casa e uma vida juntos, não consigo deixar de me sentir excluída e de sentir que o pai dele está a minimizar a escolha de vida do seu próprio filho...

    Obrigada pela opinião! Comenta mais vezes e partilha o teu ponto de vista :)

    Beijinho,

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