Nunca confies num 23 de novembro que calhe a um domingo...

Passaram-se 11 anos. Era domingo. Estava frio.e ameaçava chover. Foste teimoso e envergonhado. E isso custou-te os tantos anos que te queria ao meu lado. As coisas boas que tenho que viver sem ti. Este ano consegui estar no Porto para ir ter contigo. Acender-te uma vela para manter o teu céu iluminado. Falei contigo carregada de saudades. De novidades a que assistes de camarote. Mas sem ti. E, 11 anos depois, por volta da mesma hora, o telefone voltou a tocar. Com notícias das que doem como facas torcidas em feridas. Notícia má, que se resolve. Nada como.o telefonema da tua partida há 11 anos, que não tem volta, só saudade e memórias. Mas avó-Anjo, explica-me... quando poderei eu voltar a confiar num 23 de novembro, que calhe a um domingo? Não consigo, tal como deixei de conseguir saborear amendoins torrados. Não gosto do 23 de novembro. E tenho medo drle quando calha em domingos.

Comentários

  1. Ha dias q nos marcam... numa sexta feira 13 o meu avô faleceu, mas numa sexta feira 13 comecei a namorar... um dia mau vem a compensar nos com coisas boas...

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  2. Infelizmente também sei o que isso é...já perdi os meus 4 avós e também já perdi pessoas mais novas e mais próximas.
    Recordar os dias que nos deixaram não é mau de todo, por um lado existe a tristeza e a saudade, mas por outro permanece o ser deles em nós em forma de lembrança...lembrança essa que espero que seja boa, muito boa da tua querida avó.
    Beijinho.

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  3. 11 anos e não se esquece, não é?
    A minha avó já morreu há muitos anos, tinha eu uns doze anitos, mas por vezes dou por mim a pensar nela. Aquela comidinha tão boa, aqueles mimos que me dava.
    Impossível esquecer.
    Um beijinho

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  4. Novembro ainda não se redimiu comigo.
    Muito menos o dia 23...

    Beijinho,

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  5. Enganei-me ali no acento... é o Avô, o meu avô-Anjo.
    Eu já só tenho uma avó viva...
    Mas nenhuma dor de perder os outros (era muito pequenina) se assemelha a esta saudade e dor e falta.

    Beijinho e obrigada,

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  6. Não dá. É parte de nós, não é? :)
    É o carinho, o amor incondicional, o orgulho. O sorriso aberto, as brincadeiras, a personalidade.
    Uma falta que ninguém vai tapar...

    Beijinho,

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