De como crescemos.

Já estou de volta ao meu cantinho. Embora cada vez menos com vontade de voltar.


O fim-de-semana correu bem. Embora, nem eu saiba porquê, tenha chegado lá nervosa e amuada, tenha passado graaaande parte do tempo ensonada (Sábado então nem vou comentar) e tenha vindo de lá triste e saudosa.


Foi um fim-de-semana em que percebi que, como pessoas, crescemos. Não só em centímetros, não só nas "grandes atitudes da vida", mas muitas vezes crescemos mais sem dar por ela.


Sexta fomos a Sintra, à noite com a madrugada a aparecer e o castelo ilunimado, descobrimos um cantinho novo, caminhamos nas ruas onde há quase ano e meio começamos a agir como um casal. Relembramos os recantos, andamos abraçados. Ele mimou-me e contou-me tudinho sobre a semana dele. Ficou feliz com a minha força e a minha coragem, orgulhoso mesmo. E abraçou-me.


Sábado vivi o dia de uma groupie. Carrega e descarrega instrumentos e cabos e ajuda na afinação (a maluquinha da banda fechou-se na casa-de-banho para não ter que trabalhar... no comments). Até momentos de eletricista tivemos...


Sim, estava nervosa, ainda mais porque soube que 5 minutos antes de eu chegar a Lisboa, A ex queria marcar planos com o m-R. Logicamente ele disse logo "estou à espera da m-M, ela está a chegar." A rapariga surpreendeu-me com um "então esquece. Vocês têm é que se aproveitar um ao outro!"


E sim, Sábado, à medida que as 20 horas chegavam eu ficava cada vez mais nervosa. Primeiro a presença da maluquinha da banda que me mexe com os nervos... depois, o facto de me ter embonecado toda e não me sentir nada bonita. Tanto cuidado e sentia-me average.


A ex foi a 1ª pessoa a chegar... eeeee... dirigiu-se a mim. Grande sorriso. Simpatia, abraço e beijinhos. "És a m-M? Que bom! Reconheço-te das fotos. Estou feliz que estejas cá". E eu com o cérebro ainda a pensar "que furacão foi este?".


O m-R andou pelo espaço a apresentar-me aos amigos (muitos dos quais preocupados com o facto de A ex estar presente: a m-M sabe quem ela é? Mas sabe mesmo?"). E disse a todos "é com a m-M que sou feliz, a ela digo tudo, não escondo nada. Ela sabe que partilho tudo e a incluo".



(imagens do Adam melhoram logo tudo, não é?)


A ex, não sei porquê, sentiu-se logo à vontade para conversar muito comigo. Partilhar o que lhe vai na alma. Mostar o quanto sofre com a relação que acabou. E fez questão de me dizer "eu e o m-R tentamos, algumas vezes ser namorados, mas percebemos que não dava e ele é o único que preservo como amigo, não há que perder tudo". Mas que continua a lutar por, a gostar deste último, que lhe partiu o coração. Ao ouvir as palavras dela sobre o que está a sentir e as atitudes passadas vi-me nela. Eu há quase 5 anos, eu há quase 3 anos. E percebi. Ela é uma rapariga como todas nós fomos/somos. Falta-lhe "O Momento" aquele que nos empurra e nos faz crescer. E foi isso que lhe disse. Sem segundas intenções ou falsidade: Que não tem que se culpar, que não tem que pensar que está a viver um problema, apenas e só, ainda não viveu tudo. Mas que tudo irá ao sítio.


Sei que "ganhei" mais uma fã. Sei que o m-R teve a noite que sonhava. Feliz como só ele e eu fiquei tão feliz com ele. Eu tive gargalhadas ao jantar e bocadinhos de conversa com quem valeu a pena. Abracei a J.B que é gira páh! (obrigada por me salvares do mingle lol) e rimos muito. Safei-me de subir a palco para cantar. Caí, em grande mesmo, ao desmontar o palco de madrugada, magoei um joelho. Amuei outra vez (odeio cair em público). E o m-R veio a segurar-me a mão o caminho todo para casa. Entreguei-lhe o nosso (meu e dos quadrixanos) presente, em casa, longe da confusão. E ele voltou a sorrir muito, com os olhos a brilhar. Ceamos, adormecemos às 5 da manhã, obrigamo-nos a levantar para o almoço.


Saímos e parou de chover. Os dois pensativos de saudades, os dois de mão dadas, os dois já a contar os dias para o fim-de-semana dos namorados na neve. Eu fi-lo prometer que vai tentar planear coisas giras, de surpresa, já que é fim-de-semana 2 em 1. Ele disse-me o que quer de presente.


As despedidas de sempre, com o coração apertadinho: "Já me estava a habituar, mesmo quando te passas um bocadinho, não consigo deixar de gostar de ti. Gosto de ti e não há nada a fazer".


E o nosso SLB a ganhar ao Fêcêpê para nos alegrar e tentar atenuar o nosso beicinho.


O fim-de-semana acabou comigo na cama com os quadrixanos, cheios de saudades dele (sim, porque os quadrixanos sentem-lhe o cheiro e, por incrível que pareça, ficam calmos e mimalhos), com uma chamada a contar como foi o ensaio e um beijo de até amanhã.


 


Conclusão: Não me senti poderosa, muito pelo contrário, andei nervosa e adoentada e a olhar pelo canto do olho - sou mulher - que fazer? Não "tomei" o lugar d-A ex. Também... não tenho que o fazer.


Somos humanos, crescemos. Enganamo-nos quando estamos a trilhar o caminho até ao Futuro. Tentamos. Sentimos.


Agora estamos no Presente. Eu e ele. Ela como amiga dele. Sim, ela é "A". Eu sou a A-gora. A que todos me dizem que o faz feliz, que sou quem lhe faltava. A que todos gostam. A de quem ele gosta. E isso "chega-me". [Não deixo de sentir uma ponta de ciúmes, de ficar nervosa sempre que o assunto é ela, mas agora sei que ela é só uma rapariga, não é nenhuma deusa inatingível].


Como nós crescemos...

Comentários

  1. A sensação que nos envolve quando crescemos, como pessoa, fruto de uma experiência surpreendente como essa é, de facto, das melhores que se tornam parte de nós. Que guardes as boas memórias deste e de todos os momentos com o teu m-R assim, feliz e preenchida. (:

    Beijinhos ♥

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  2. Estou super orgulhosa :))))) Sabia que ías brilhar e sair por cima ainda que não tenhas sentido uma estrela (sei que foste)... não esperava nada menos que uma senhora matura e ponderada... parabéns minha querida... és grande :)

    Beijinhos
    Nessie

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  3. :)
    Sabes que me ia lembrando de ti?
    "A Nessie diz que vai correr tudo bem..." :)

    Acho que não brilhei tanto no "grupo" como noutras noites, não andei bem o fim-de-semana todo... mas senti que consegui lidar com a situação. Vi/Conheci uma rapariga, um ser humano, consegui ajudá-la (sim, porque nota-se que ela está perdida e desanimada) e não me deixar cair nas "garras do Ego".
    Quando dei por mim, estava a ouvi-la e aconselha-la. Quase (só quase!) me esqueci que ela é A. E tive pena de não a puder ajudar mais - mas é daquelas situações em que cada um tem que dar os passos sozinhos.

    Acima de tudo ajudei a que o m-R se sentisse tão feliz como uma criança (e há fotos lindas que o provam!). Não é isso o importante? Fazer feliz quem gostamos? :)

    Obrigada por estares sempre do meu lado!

    Beijinho muuuuuito grande,

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  4. Tens toda a razão, minha querida!
    Apesar da situação, quando percebi que a tentei ajudar e ouvir; quando percebi que fiz o m-R feliz, senti-me muito bem comigo mesma.
    Crescer, às vezes, sabe muito bem :D

    Beijjinho****

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  5. Olhando para isto, em suma, tiveste mais momentos bons do que maus! Go for the goodtimes!

    E tu pah! Gira e animada :D assim é que deve ser :)

    Beijo

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  6. Aaah isso sim.
    Se esquecermos o abraço akward da maluquinha da banda e o cabelo estranho o Poly :p
    Gira... nheca... animada isso uma pessoa tenta sempre e tu foste uma ajuda preciosa! [E não viste o meu trabalhão xD]

    Beijinho grande,

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  7. Ele gosta de ti e isso é o que mais interessa!

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