E aquele Senhor?
Sábado arrastei-me de casa.
Sim, obriguei-me a sair do sofá, a apagar a tv, a trocar de roupa e maquilhar-me.
Desde 6ª à noite que aquela sensação de "não sei o que ando aqui a fazer", "a vida não me sabe ao mesmo", "quem me dera fazer x,y,z..." voltou. Voltou porque... não sei. Talvez porque vivo a dualidade do cansaço e da desmotivação, mas de, ao mesmo tempo ter tanto por estar grata. Vivo a dualidade de ter o meu coração dentro de mim, a sonhar alto; e de o ter também a 300 km e não poder sonhar demais, sob pena de me estar a criar demasiadas expectativas. Vivo a dualidade de ser coração ao alto e pés muito na terra e torcer o nariz a quem não é como eu.
Mas voltando ao ponto: Sábado obriguei-me a sair. Com a desculpa de ir comprar a única prenda de Natal que faltava... acabei a comprar mais um presente de Natal para a minha mãe (este ano conta com 3) e para o meu afilhado/menino do coração. Comprei ainda doces para os amigos a quem me juntei nessa noite. Doces para mim. E detalhes de beleza, que também ando precisada...
Ia eu a sair do Jumbo - abençoado sejas, que moras a 5 minutinhos de carro de mim! - e cruzo-me com uma daquelas pop-up stores, que abrem por estas alturas nos Centros Comerciais, para aproveitar a enchente de Natal e parei.
Páro encantada com os espanta-espíritos. Já fiz coleção. Já me trouxeram espanta-espíritos de todo o País... Hoje em dia, só não tenho o meu favorito "exposto" porque não posso furar paredes nem portas lá em casa. Páro encantada, com as cores, as penas, o aroma da lojinha. Entro, a pensar em "só mais um miminho de Natal" para a minha Cristina. Vou directa às pulseiras: encontro uma pulseira da "nossa" pedra, a pedra colorida e cheia de vida, que ela me ofereceu para me animar há tantos anos atrás. Encontro uma Shimbala para mim, para substituir a pulseira que a I. Palomita fez para mim com tanto carinho, mas que já chamava, baixinho, pela reforma.
Ao dirigir-me para a caixa, o Senhor começa a falar comigo, primeiro meio a "medo", depois... abertamente leu-me. A energia, a alma, o meu propósito neste mundo. Reconheceu o meu coração, o "trabalho" que trago no dedo e tatuado nas costas. Disse-me "dá gosto encontrar uma alma como a sua. Cândida, serena, daquelas que não são fáceis de encontrar, mas que não queremos largar mais". Engraçado como, de há quase 5 anos para cá, vou encontrando, quando menos espero, pessoas, que do nada, me repetem estas palavras, esta "leitura", este sentimento.
Deixou-me alguns conselhos, (re)afirmou que o amor que eu e a minha Cristina temos ninguém mata nem enfraquece. Sorriu à minha luta, à luta da minha mãe, ao simbolismo que dou a tudo o que posso/conheço/partilho.
Saí de lá com 2 mimos para a minha Cristinha, num embrulho de papel lindo, da cor dela. Uma pulseira minha, que veio para ficar. E o coração quente, quentinho por perceber que, mesmo não tendo "trabalhado tanto em mim" quanto já trabahei ou quanto devia, afinal sou visível.
Nem tens que duvidar de quem és. Mesmo não te conhecendo pessoalmente, para quem lê as palavrinhas que aqui dizes, é perceptível a pessoa que és. Muito querida e cheia de amor e meiguice para dar e com uma personalidade impecável. :)
ResponderEliminarÉs visível, claro, mesmo que seja virtualmente para mim!
Claro que és visível!
ResponderEliminarOlha há te disse que gosto de ti? (Sei que sim)
Já te disse que até contigo sonhei? ( também já) lol
Acredito que nada nesta vida acontece por acaso... E se um dia te encontrei, por acaso (ou não) e se sinto uma ligação contigo é porque te consigo ver.
Beijinho na alma
:)
ResponderEliminarA minha Cat linda, tão doce e sempre com a alma a sorrir.
Ainda bem que nos encontramos :)
***
Primeiro que tudo: as 3 primeiras linhas abriram o sorriso mais rasgado deste lado. Só por isso, obrigado!
ResponderEliminarSomos 2. Eu acredito, que breves ou eternos, nenhum encontro, nenhuma partilha é por acaso.
É um prazer ser vista (também) por ti, que és um ser humano tão bonito!
Beijinho,
Digo o mesmo! :)
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