Karma onde andas tu?
Hoje estou zangada, daquele zangado que cansa os ossos todos.
Não é que ontem fui para as aulas e não só, como sempre, o Prof. da cadeira das 18.30 não disse nada de jeito (e o que disse é assustador) - relembro que este "Senhor" nos vai obrigar a ir a exame. Como depois, nos impôs uma palestra, porque estava a ser dada por um colega/amigo. Aqui, a m*rda transbordou: não só nos impôs a nós, como impôs ao Prof. da cadeira seguinte, sendo que esta era a última aula antes do teste.
Resultado: palestra entediante, numa sala quase cheia e quente demais, sem direito a conseguir jantar (comer deve ser só para os fracos) e a temática da palestra mal foi abordada.
Saímos da palestra para o resto da aula seguinte e aí "rodou a baiana". Estou num Mestrado pós-laboral, daqueles que para entrar, apesar de ser público, foi cheio de provas e burocracias, quais arcos e leões no circo. E metade da minha turma são "miúdos" acabados de sair da Licenciatura de 3 anos e que nunca trabalharam, não sabem o que é correr o dia todo e nem sequer tentam trabalhar durante o dia "porque senão não conseguem estudar". E foram logo e "logicamente" estes que, a pedido de uma colega que trabalha, e por motivos profissionais vai estar fora da cidade, se recusaram a manter a data do teste ou alterar para uma data mais conveniente.
Ora agora vamos viajar no tempo até Janeiro passado: esta pequena maioria (10 em 23) foi a responsável por, devido às festas e atividades sociais e feriados e férias, nenhum trabalho ou teste do semestre anterior ter mantido a data original de entrega e termos acabado a entregar 7 trabalhos em 4 dias (incluindo as suas apresentações públicas e/ou defesas). E agora recusam-se a ter o teste na data marcada e marcar exactamente para um dos dias em que a dita colega está fora em trabalho, porque:
- há pouca matéria para um teste
- não querem abdicar de um dia que não seria de aulas para ir fazer um teste, porque já vai ter mais matéria
- a colega que faça o teste sozinha, porque eu não estou para vir para aqui, porque não é obrigatório e não está no horário
Problema: apesar do Prof. ser uma excelente pessoa, é o primeiro ano que dá aulas e, se enquanto pessoa se nota que ajudaria a colega em questão e alteraria a data para possibilitar qualidade em ambas as frentes, por outro tem que tentar chegar a um consenso com a turma.
Não consigo compreender como o país, o nosso brio profissional, a nossa criatividade e profissionalismo daqui por uns anos vão estar nas mãos de "colegas" que nem humanos sabem ser, porque não sabem o que é trabalhar 4 dias fora de casa, sem horários, com prazos e metas a cumprir e não ter tempo para estudar e ler pdfs e ppts para um teste.
Isto porque o Mestrado é dirigido por um Prof. que parece estar metido nas drogas e se preocupa mais com a imagem e encher salas de palestras do que em manter a ordem e as regras dum Mestrado que sofre alterações a cada Semestre para "ombrear com a concorrência".
E os "ratinhos de laboratório" somos nós!
[Não, a "colega" não sou eu, embora vá afectar seriamente o meu fim-de-semana mensal com o menino-Rapaz, mas o "miúdo" foi verdadeiramente mal educado e eu tive que me sentar em cima das mãos para não lhe dar duas chapadas!]
[E não, as dores lacinantes de costas ainda não passaram.]
é verdade, eles são loucos, mas nós adoramo-los :D
ResponderEliminarbeijinho
Desculpa, concordo contigo. A minha filha tem um professor que ainda por cima é da cadeira que dá mais créditos e cujo horário da disciplina vai até às 8 da noite que as 4 da tarde já deu a aula por terminada só porque é o big boss da zona e precisa de estar noutros sítios. Isto quer a nível de colegas mesmo que não fazem nada e facilitem a vida aos que trabalham sempre foi aquela. Há muito poucos que se incomodam até porque para alguns aquilo é um desporto ir às aulas quando vão. Não fazem ideia do esforço que os outros fazem e também há professores que como tudo deixam a desejar. É uma chatice quando por uma teimosia ou maldade não se coadunam as coisas de modo a todos poderem estar em sintonia. Espero que estejas bem. Beijo
ResponderEliminarO mundo académico está muito mal entregue e eu, que adoro estudar e sempre adorei, fico parva ao perceber isso. Onde está a meritocracia?
ResponderEliminarEsta história está hoje a ter desenvolvimentos que, se não fosse a extensão, eram cómicos!
Estou bem dentro do que consigo... Obrigada*
E não sabemos viver sem eles! :)
ResponderEliminarColegas assim nunca tive eu e só de ler o teu relato tenho vontade de os encher de porrada :s
ResponderEliminarMas tenho pelo contrário um professor que se não gostar de nós nos chumba lol e que se faltarmos mais do que uma aula e meia chumba-nos também. Para justificar tem que ser com atestado médico (ou gostar de nós!)... e estou como tu, em pós-laboral. A maioria dos meus colegas mora/trabalha a 30 min da escola. Como é que chegam a horas? Faz sentido?
Isto é só gente doida em todo o lado menos onde deviam estar = internados num hospício!
Acho que há uma grande tendência para as pessoas cada vez mais se esquecerem dos outros, as outras pessoas não passam de uma maçada para os seus problemas. É uma sociedade que cada vez me deixa mais reticente...
ResponderEliminarSei bem o que é estar apertado dessa forma, eu próprio fiz o mestrado a trabalhar e foi preciso muito esforço para poder conciliar o tempo todo. Sempre consegui entregar todos os trabalhos a tempo, no entanto havia gente sem trabalho constantemente a querer alterar as datas. Não tenho absolutamente pachorra para essas coisas...
Miguel!!!
ResponderEliminarSerá que andamos em universos paralelos?
Parece a minha "história" com este Mestrado, perdão, com esta "turma".
Dá não dá?
ResponderEliminarEspera só até veres o post seguinte...
Sim, o Director de Mestrado também é o único que reova pessoal, porque obriga a ir exame - "Bolonha" dizem eles...
Eu admito, estou com medo!