Fantasmas...


Hoje fui capaz de dar os parabéns, sorrindo ao facto de já não o ver pessoalmente há anos, e rindo - interiormente - pela forma como ele ficou famoso no grupo, ao 2º "homem" que me rebaixou, conscientemente, na vida. Faz 29 ou 30, já nei sei. Se não fosse o Faicibuqui, nem me lembrava. Dele guardo o facto de ser Eng., de ser Carneiro e me ter trazido a minha "Cristina". O resto, hoje, são gargalhadas.


E fez-se luz cá dentro, depois de passar a manhã a conversar sobre "fantasmas" com a J.B: para já, por agora, depois de muito "trabalho" pessoal, sei lidar e con(viver) com os meus capítulos passados. Sim, alguns ainda me levantam curiosidade de "que raio andas tua a fazer com a tua vidinha, hã?"... outros, nem isso. E é engraçado como a curiosidade é quanto aos que nunca chegaram a ser "capítulo".


Os que o foram, estão fechados, arrumados, resolvidos. Perderam o tanto significado que tiveram, os muros que ergui à sua custa, as lágrimas que chorei, o quanto me pre(n)di, duvidei de mim e coloquei questões. Têm o significado do que me ensinaram, do que me mostraram, de onde me levaram, de quem sou (mais) agora. Mesmo que tal signifique que, depois de olhar 3 segundos - fixamente - para ter a certeza que não estou a alucinar; pense "És-me tanto como aquele rapaz desconhecido, ali, do outro lado do passeio. Não te desejo mal, desejo-te o bem, que se deseja a quem não se conhece."


Já os que não foram nada de específico, os que foram linhas escritas deixadas a meio... têm sempre o "encanto" do permanecerem ilusão, porque e como não vivi nada com eles, fica sempre a ideia do que poderiam ter sido. O mais marcante de todos, ainda faz os meus joelhos tremerem e o coração acelerar às memórias das loucuras que cometemos juntos. Os que ainda hoje vejo/sinto como os "certos" para mim, deixam-me aquela saudade de ter sido afastada deles: primeiro pela falta de vontade, depois pela vida.


Mas aceito. E continuo a aprender. E a perceber que (tal como na "minha música"): "tudo é o que tem de ser".


E essa sensação, essa disponibilidade, esse leap of faith levou-me ao menino-Rapaz e mais aprendizagem sobre mim! E sobre a vida, os meus limites agora, a raíz dos meus sentimentos.


 


[Aaah e tal este texto é muito bonito, eu não escondo nada da minha vida passada à pessoa com quem estou, maaaaaas sou ciumenta q.b, note-se!]


 


"Só" por isso, obrigada "Fantasmas". Sintam-se à vontade para me visitarem, sem desarrumar a casa.

Comentários

  1. Assim gosto! :)

    Todos temos um passado. Importa é que tenha mesmo ficado lá trás! Que não mexa connosco nem estrague as coisas boas do presente.
    O melhor é guardar os momentos bons, aprender qualquer coisa e deitar o resto para trás das costas e "bota pa frente"! :)

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  2. O meu passado já tem muita coisa, que durante muito tempo foram amarras e medos e véus e frio e dúvidas e dor.
    Depois... olhei por mim e percebi que cada um pode trabalhar o que tem, para melhorar.
    Não sou "cor-de-rosa" ao ponto de só lembrar os momentos bons, sou mais de aprender e analisar e depois "botar pa frente" e tentar não cair em buracos parecidos.
    Se é para cair, ao menos que seja em chão novo, e jeitoso :)

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  3. :) È assim mesmo!
    Pessoalmente, não tenho muita experiência com relações! Felizmente não tenho nenhuma história amorosa complicada, foi tudo bom muito soft, e a actual corre sobre rodas. Mas acredito que, quando finalmente estamos bem connosco, o passado já não deve parecer tão mau (digo eu que sou uma leiga! lool)!
    :P Adorei essa do chão novo e jeitoso! hum.. :P

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  4. Eu também, apesar de separar tudo em capítulos, nem "meio-livro" devo ocupar - até sou pequenina e tudo. Mas aprendi que não tem a ver com quantidade, mas qualidade (ou, no meu caso, falta dela :p).
    Mas sim, a base é percebermo-nos a nós, para avançar, seja ao encontro de alguém, seja só para novos patamares pessoais.
    Claro... ou tu pensas que as nossas conversas não estão interligadas? ;) lol

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  5. Toda a gente tem fantasmas na vida, uns que marcaram mais, outros menos e alguns que, às vezes, ainda teimam por pairar, mas eu tenho um lema, que embora seja muito cliché, gosto de pensar que às vezes prova-se certo: tudo acontece por uma razão, não temos é que perceber logo o porquê de algo ter acontecido, ou nunca tentar percebê-lo, mas talvez certas pessoas tenham sido postas no nosso caminho para mudarmos de rumo enquanto elas lá estão ou para não virarmos por um caminho que não o certo. Eu sei, é muito filosófico e muito bonito para ser assim, mas quem sabe. :)
    Quanto aos ciúmes, quando se gosta, faz parte!

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  6. Genevieve, não é nada "filosófico", concordo contigo: até porque em alguns dos casos, o tempo o provou, com as lições que trouxe, como "consequência".
    Daí a frase que roubo ao Tiago Bettencourt e em que acredito piamente! :)

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  7. Afinal não sou a única a pensar desta forma, é reconfortante saber, já que amigas minhas acham que sou apenas muito sentimental. E obrigada pelos teus comentários, quero acreditar que é só uma fasezita :)

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  8. Não tem a ver com sentimentalismo... tem a ver com sensibilidade!
    Eu penso assim há muitos anos... ok, não sou a pessoa com a maior sorte ao amor... mas ao menos vou tendo dias de esperança.
    Não tens que agradecer, o que digo, digo a sério. Alguma coisa que precises, é só avisares-me!
    [E sim, vai ser uma fase, uma janela a abrir]

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  9. O problema é eles acharem-se no direito de desarrumar. Se não o fizerem, que venham à vontade.

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  10. Acho que levei os meus ao "Encantador de Ca..." oops Fantasmas... os meus comportam-se.
    Desarrumam menos do que eu sozinha!

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  11. Por isso é que eu penso assim, pela pequena esperança que me dá. :) Obrigada e espero retribuir, posso não ser grande conselheira, mas sou boa ouvinte (neste caso, sou boa de leituras ahah).

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  12. E acho que fazes muito bem! :) Todos nós temos que reunir as nossas forças, à nossa maneira!
    Faço minhas as tuas palavras querida...
    Beijinho,

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