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Espairecer a cabeça

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A minha vontade é rosnar a tudo. Ando com mau feitio, "revoltadinha da vida". As doenças são uma nuvem que paira sobre a minha família. Quem nos conhece até fica "parvo".   Resultado: esta 6ª feira entro de férias e vou passar os 2 primeiros dias em exames e análises. Só para "ter a certeza".   Sei que em tempos anteriores, em situações semelhantes, me fui abaixo. A minha primeira reação seria não comer. E mal dormir. e obcecar. Deixar de falar, chorar, fechar-me em casa. Pensar ao ponto da exaustão.   Desta vez... estou-me a obrigar a continuar a viver os dias. Ninguém os viverá por mim. Os problemas e os medos e os sustos não desaparecem por isso. Admito, tenho momentos em que me sinto tremendamente egoista por estar a lidar desta forma... mas "empurro-me" para tal.   Daí ter ido passar o meu aniversário fora. Daí ter feito por preencher os meus fins-de-semana, ultimamente. Tenho marcado programas familiares. Cumpro tarefas. Vou a sítios novos....

Lutar, fora de nós mesmos

O "resultado" chegou na 6ª feira. Eu, que tanto badalo as #coisasboasà6ªfeira, não tive direito à mais importante. 6ª feira, para fechar o dia, fiquei a saber: não sou compatível com a minha irmã. A minha medula não "serve" para a salvar.   De novo iniciou-se uma onda nas redes sociais, de mais divulgação, de carinho e preocupação. E são estas palavras que marcam os meus dias. A luta continua, fora de mim. Não há outro remédio.   A minha irmã entrou na 6ª feira na lista internacional de dadores de medula, e agora esperamos o "sinal", a "chamada". Está a transfusões para aguentar até lá. Está de baixa por incapacidade até ao transplante. E, graças a Deus, sabe lá vindo de onde, ouve-se um toque de esperança na voz dela. (deve ser essa a força hercúlea que os filhos dão...)   Na minha voz? Ouve-se "incompetência", ansiedade, revolta. E uma enorme vontade de sair por aí... a "roubar" medula a toda a gente!   Mas vamos conseguir. ...

Eu e os vestidos de verão!

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Já partilhei convosco que, quando engordei e perdi um pouco o "controlo" do meu corpo, deixei de me sentir bem a ir às lojas físicas, experimentar roupa.   Se eu, por motivos profissionais, já adorava lojas  online , passei a adorar passear nas lojas virtuais: ninguém nos "vê", ninguém nos julga ou avalia, podemos "entrar e sair sem comprar nada", podemos analisar preços e aproveitar as promoções conforme a conta bancária deixa: #pelintra4ever!   Não é segredo que a SheIn se tornou a loja onde me sinto melhor e a que visito primeiro, quando estou à procura de "alguma coisa". Apanhei-lhe os truques , aprendi a saber ler as peças, e foi de lá que veio o vestido favorito do verão do ano passado . Acho então que não surpreendo ninguém quando assumo que foi o primeiro local que visitei para procurar vestidos para o meu fim-de-semana de aniversário fora. (Digamos que é uma grande "ajuda" não gostar de quase nada do que vi nas lojas físicas, ...

Devagar, devagarinho...

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Olá gente, ainda estão desse lado?   Eu sei, a falha é minha... e não é por falta de assunto... mas a vontade de escrever anda a faltar deste lado.   Como vários amigos me indicaram, já que o blogue é o meu  hobby , o meu cantinho, seria uma boa ideia ir passando por cá, para aligeirar o ambiente, para libertar a mente.   Bem, é isso mesmo que vou tentar fazer!   Como disse, há assuntos interessantes para tocar: o meu fim-de-semana de aniversário, na Curia; a onda de aniversários de setembro, que fechei na festa de aniversário mais fofa; os meus presentes de mim para mim e as minhas pouquinhas compras nos saldos - quem me segue no Instagram  já viu que eu APAIXONEI por um certo vestido; os preparativos para Londres ( já fiz esta escolha!!! , a preços bem amiguinhos, graças aos outlets da vida.  ); o aproximar do LXDesign, na FIL; E novidades sobre a procura por PT para me ajudar a nível de motricidade e mobilidade!   A ver se este blogue não se torna um "blogue da doença", qu...

Recontagem, para a esperança

As notícias do IPO não foram as esperadas...   Ainda não há resultados da (minha) compatibilidade.   E os valores da minha A. continuam a baixar. Já estavam baixos, mas não param de baixar.   Seguem-se transfusões e nova medicação para tentar estabilizar.   Estou triste. Contava que o dia de hoje diminuísse a minha ansiedade e nos trouxesse (mais) respostas. Queria hoje saber qual é o caminho a seguir. Não sabemos qual é.   Recomeçamos a contagem para notícias dos médicos: dia 21 de setembro.   Dizem-me para ter esperança. E eu tenho. Só tenho e só sou esperança.   Estou triste. Mas amanhã, por ela e pelos meus sobrinhos, vou tentar voltar a sentir mais esperança (ainda).

Fingers crossed

A esta hora, a minha irmã espera, pela consulta atrasada. Eu, os meus pais, a minha família, os meus amigos, conhecidos e "simples pessoas" que se juntaram neta fase difícil... desesperamos.   Que hoje seja dia de boas notícias. De boas novidades. De sabermos qual pode ser o rumo a seguir para dar a volta a esta nuvem negra.   Fosse eu pessoa de roer unhas... e já não tinha... DEDOS!

#coisasboasà6ªfeira | fazer a mala

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Sim, sou uma  freak . Gosto de fazer a mala. Não me custa nadinha. Se tiver tempo e todos os elementos disponíveis, até a preparo com dias de antecedência. Era o m-R deixar-me, e fazia a dele também.    O tempo está "chocho", mas diz que para a cidadezinha para onde vamos vai estar bem ameno (para o quente). Estou à espera de dois vestidos que comprei aqui . E da minha encomenda trimestral da Notino - que, para além de ter aproveitado para comprar coisas úteis, aproveitei, maioritariamente para comprar mimos de aniversário, de mim para mim. (Sim, sou tão pelintra que estipulei um orçamento em agosto e estas encomendas vão ser os meus presentes de aniversário. )   O espírito? Esse já há meses partilhei convosco: não é o mesmo, "histérico", de outros anos. Estou profundamente feliz e grata de celebrar mais um ano.  Não me importo, de todo, com a idade e o ficar mais velha - aqui entre nós? Continuo a sentir-me com 28 anos, desde que os fiz. Tenho amor, carinho, uma ca...

Ter um livro para ler, e não o fazer

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Vocês sabem que eu adoro livros. Até ao ano passado, era meu apanágio ler um ou mais livros por mês. Não entro em desafios literários, e só experimentei ler mais do que um livro ao mesmo tem este ano, porque não gosto da "obrigação de ler". Não sou leitora beta, sou leitora  old-school . Leio em papel, todas as páginas e, às vezes, bem devagarinho.   Nunca tive tantos livros por ler em casa. Devem ser já mais de 20. Entre compras na Feira do Livro e outros em promoções de -60%, adições à minha coleção de Anne Rice (já só me faltam 2 para ter a "Vampire Chronicles" completa!), ofertas de amigos e trocas... a estante dos "pro ler" só cresce. E eu fico feliz, com o coração quentinho de ter tanta opção, tanta sorte.   Mas, com a cabeça no estado que está (em água), nem neles pego. Antes, refugiava-me em livros. Sonhava com o momento de lhes pegar. Andava sempre com um no metro, para as "horas chatas". Agora... leio na praia e nas viagens. No aeroport...