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A mostrar mensagens de fevereiro, 2024

44 anos.

Seria a tua próxima capicua. E a minha mente não se consegue lembrar dos teus 33. Que irrnã de treta.   Lembro-me de ti. De dentro para fora. Inconscientemente quase todos os dias. Incluindo aqueles em que ainda me esqueço que me morreste e viverei o resto dos meus 26 de fevereiros sem ti.   Penso no teu sorriso, no teu cabelo perfeito. No quanto queria ser fisicamente como tu, porque me representas calma, na tempestade que vivemos (sabendo ou não).   Anseio pela tua voz, os teus bolos de aniversário, sabendo que não regressam.   Recordo-te em mim, no H., na L. Nos céus, de pés no chão ou lá em cima. Mantenho-te em quase todas as histórias, bonitas ou imperfeitas, porque enquanto assim o fizer, quem tu és permanece. E sinto ser essa a minha parte nesta história inacabada que és.   Parabens pela tua capicua. Amo-te, aqui, lá, onde estás e onde eu vivo. Tenho saudades de te abraçar, Anita.

Sou má leitora?!

Estou a acabar um livro de 600 e tal páginas, que pedi durante anos; de um autor de que gosto, na sua língua original.   Tido bonito e perfeito, fosse eu boa menina.   Mas não é que até gostando do livro, ficando interessada; em partes até tocada, dou por mim a pousar e a demorar dias para re-pegar? Foram quase 2 meses nisto... se um livro que "sonhamos" não nos faz parar a vida, será que somos bons leitores?

Olho pela janela

E há dias em que penso: já vivi tão mais do que imaginava.   Agora percebo porque sofria nos 20's ao imaginar que nada ia acontecer da minha vida. Porque fugia para a frente, porque resiliência era o meu nome do meio.   E enquanto olho pela janela, percebo que foi isso que me levou "longe", a onde estou. Mesmo nos dias que parecem iguais aos de há 15 anos. O destino é outro, a cabeça, sempre na sua "linha" abaixo, já não desespera, "só anseia". Pensa muito, ainda mais nos outros do que em mim; mas entre os medos, reconhece pessoas boas, oportunidades, momentos, sortes, trabalhos.   Pela janela vejo o caminho que mudou a minha vida. Não com 2 filhos loiros, um sofá branco e um carro azul; mas com um percurso que é meu, para o bem e para o mal, conseguido por mim.

Casa

Casa é sempre casa, dizem. E é.   Mas o que não te contam, quanto te desenraizas, é que Casa passa a ser o mundo, o caminho e o teto que tens; não só aquela, a primeira.   Ninguem te diz que voltar a Casa é sempre Amor, mas também é dor, desconforto, saudade, sensação de não-pertencer.   Tenho a sorte de ter poucos, mas de poder, a cada último dos regressos, ter mais e quem, com sorrisos e abraços, me coloque pensos-rápidos de carinho e amizade, no coração e no cérebro que, simultaneamente, estão felizes, mas doridos.   Casa é casa, mas nunca mais simples e completa. Cega e crente. Amor quente e Porto seguro. Casa é casa; e dicotomia.

Das coleções, que são memorias

Mudamos o escritório/ estúdio de divisão. Para termos ambos mais espaço. Eu para o trabalho e os livros, ele para a música e o laser.   A arrumar as prateleiras, encontrei a minha coleção de postais de aniversário. Tenho postais desde 1997 até ao ano que passou. Foi de aquecer o coração ver as palavras, os desejos. Os marcos da vida. O primeiro postal que o meu Guica me ofereceu, escrito pela minha irmã, quando ele tinha 5 meses; a celebrar os meus 20 anos e a primeira festa de aniversário dele.   Postais feitos à mão; postais de pessoas que nunca deixaram a minha vida, postais de quem disse ficar para sempre e se foi. Postais da minha irmã, na sua letra perfeita, com as piadas desse ano. Postais de pessoas que ultimamente regressaram graças às redes...   Podemos ser pedaços na vida uns dos outros, mas se for em papel, é ainda mais bonito!

Paixões da pandemia que ficam

Jardinagem. Cresci com a casa cheia de plantas e um grande jardim, mas nunca fui eu a cuidadora. Quando compramos a nossa casa a antiga dona deixou 2 plantas que dizem trazer abundância. Sempre vi essa oferta como muito carinhosa.   Com a pandemia, acrescentei pequenas suculentas e tive ofertas de outras plantas. Hoje em dia tenho uma prateleira, na cozinha, cheia de vasos e vasinhos. E cuidar deles, semanalmente, é um momento de calma: parar, olhar, limpar, regar, trocar posições para que todas recebam luz.   Este ano a minha orquídea com 3 anos floresceu pela 3.ª vez, depois de crescer tanto, que já foi mudada 2x de vaso em todo este tempo. Floresceu no primeiro dia do mês e foi um pequeno de momento e alegria.   O engraçado? A única planta que eu comprei, num sítio da moda é a única que não se está a dar, que não cresce, não melhora e parece doente... Acho que só me dou com e a plantas oferecidas ou transplantes de outras... Sou de Primavera feita de presentes e tentativas, não de m...

Do poder da música na memória

Aquela música será sempre a tua. A que ouvia acreditando nos sentimentos que contávamos de madrugada. A música que fala de princípios, de descobertas e de o que se acha ser Amar. Tal como nós fomos, faz pelos menos 3 vidas, contando de cabeça.   De ti, passam-se meses de que nem me lembro. Já a música é sempre bonita e faz-me sorrir.

Ser leitora é de loucos

Leio. Um bocadinho de tudo. Comecei o ano com cerca de 30 livros na prateleira dos "por ler". Só em Janeiro mais 5 livros se juntaram, enquanto só li um dos que lá estavam...   E pior... ando numa de sagas. A minha carteira vai-me matar!