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A mostrar mensagens de agosto, 2020

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Chegou a núvem e o negro. Chegou a hora da libertação. Chegou a saudade para sempre.   Morreu a minha irmã.

Férias em tempo de pandemia

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Confesso que este ano, mais do que por causa do "novo normal", mas muito porque estávamos pendentes de boas notícias sobre a minha irmã, não desenhámos grandes planos para as duas semanas de férias. Os dias mais bonitos foram os em que o meu sobrinho-afilhado veio visitar-nos, o que me foi motivando a sair e viver os dias de sol.   Olhando para o lado positivo, permitiu-nos manter o distanciamento social e saborear ainda melhor os dias em que saímos de casa, com todos os cuidados. Como habitualmente, o meu sobrinho-afilhado passou uma semana connosco e aproveitamos para visitar restaurantes/gastronomias que ele não conhecia, ou zonas de Lisboa e arredores (foi muito bom matar saudades de Porto de Mós e fazer um piquenique na Serra de Montejunto) a horas mais calmas e com toda a segurança, pois nenhum local estava cheio de gente. Apresentamos-lhe ainda jogos de tabuleiro e trabalhámos em pequenas melhorias da casa, que ele adorou fazer, porque se sentiu útil. (o meu menino é u...

1, 2, 3... vou nascer outra vez

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Ora, primeiro que tudo: obrigada, do fundo do coração por todo o apoio, carinho e boas energias nesta última semana - mesmo que eu já não tenha muito disso em mim. Sou-vos grata, muito.  Continuamos sem boas notícias, sem evolução positiva, sem grandes melhorias.   Vai daí, vou tentar "nascer outra vez", malabarismo que tenho feito muito, no último ano, mas não vos tenho mostrado. Percebem agora porque me virei para conteúdos sobre comidas, vinhos e experiências pessoais? Estes são os meus  coping mechanisms para a montanha-russa em que se transformou a minha vida...   Tentarei então regressar a este cantinho de partilha e de (pouca) sanidade, para vos contar sobre as férias muito caseiras deste ano: os livros que li, os vinhos que experimentei, os restaurantes que visitei, as minhas rotinas de beleza e os trapinhos novos que vesti nas 3 ou 4 vezes em que saí de casa.   Haja futilidade para tapar o vazio do coração,  right ?

Update da mana #4

Mais de um ano depois regresso ao tema da luta e saúde da minha irmã, num dos posts mais difíceis de escrever.   Conforme partilhei há um ano, a luta da minha irmã, pós-transplante deixou de ser um tema no blogue a pedido da minha mãe e para preservar os meus sobrinhos, ambos menores. Mas a nossa vida voltou a dar uma má volta e, depois de muito pensar, decidi atualizar-vos, especialmente aos que ainda perguntam e anseiam por um "final feliz", como nos filmes.   O último ano não foi fácil. A minha irmã ultrapassou com sucesso o "fazer" o transplante, mas ninguém a preparou ou a nós para o "depois": mais do que uma vida de medicação, uma vida a começar do zero em termos de imunidade e saúde, que nunca mais nos puderam garantir. E no caso dela, correu mal. Em maio de 2019 teve um abcesso cerebral que a deixou em coma e com um prognóstico muito reservado. Lutou e regressou mas com muitas, muitas sequelas. Enquanto família, e principalmente os meus pais, que s...