Facada em cheio.

Lembram-se deste post?


Pois... esqueçam.


A partir desta semana volto a ficar "sozinha".


O Vicky sentiu tantas ou mais dificuldades do que eu na adaptação a Lisboa.


Mesmo com o irmão cá... voltou a arranjar emprego no Porto e lá vai ele.


 


Logo agora que tinhamos falado em voltar a sair, para nos animarmos e nos tornarmos mais socialmente ativos.


O medo dele em ter que me dizer foi tanto... que mo disse pelo Facebook, por mensagem.


Lá se foi toda a vontade que ontem tivesse, de por um pé fora de casa.


Fechei-me em casa. A receber sms do m-R feliz, em Londres. Bebi mais de 5 litros de chá. Vegetei, sem me lembrar do que vi, em frente à super TV que compramos na 5ª feira. Chorei. Questionei-me e questiono-me muito, sobre o rumo que estou a dar à minha vida.


Quem raio sou eu? E com que raio sonho, afinal?


Estou no trabalho a escrever este texto, de rosto fechado, mas morta por poder chorar.


A única pessoa "minha", que tinha em Lisboa, vai embora. Esta cidade suga mesmo a alma às pessoas.


 


Eu estou cá por amor. Já que nem a minha carreira cresce ou avança.


Já nem eu sou a mesma e sei que muito se deve ao facto de, neste momento não sentir que pertença a lado nenhum, nem a ninguém.


 


Para quê fazer planos, se tudo de relevante, fora o Amor, está fora das nossas mãos?


Só nos habilitamos a facadas em cheio, no coração.



 

Comentários

  1. Por vezes penso que o amor é tudo, mas sem 'nós' próprios acho que tudo à nossa volta parece vazio... acho que é isso que sentes e é isso que sinto cada vez que coloco de lado a ideia de sair do Porto para trabalhar...

    ResponderEliminar
  2. Pois... lá está.
    Há um ano e meio, quando vim para Lisboa, não foi "só" pelo Amor, foi pela minha carreira.
    O Amor cresceu muito, muito mais do que alguma vez imaginaria. E acaba por ser a minha única alegria, o meu porto de abrigo de tudo.
    Ao mesmo tempo penso que estou a limitar o m-R a viver comigo assim, dado que, no Porto, no namoro à distância, a minha personalidade era diferente.

    A verdade é que o foco que me trouxe para cá... estagnou.
    Só me traz problemas, só me desmotiva.
    É igualmente difícil ter ou mantar um emprego aqui.
    A formação é ignorada da mesma forma.

    E "perdi-me" nesta cidade.
    Não a conheço. Perco a vontade de a conhecer.
    As pessoas não são iguais. Por muito simpáticas que seja, todas as relações me parecem circunstanciais.
    Não consigo ter um hobby.
    E claro, por amor, não por obrigação, vejo-me sempre a pensar "nele", "com ele", no "que ele tem na agenda", se "ele está em casa e tem o que comer" - nada imposto por ele, note-se.

    Não questiono, em momento algum o amor, a relação, o futuro que sonho.
    Questiono é o preço que estou a pagar por ele (futuro/ideais).

    Beijinho - e desculpa o testamento-desabafo!

    ResponderEliminar
  3. Não dou conselhos, não dou sugestões nem dicas. Mando um abraço, só, bem apertadinho.

    ResponderEliminar
  4. Não as há... falham(-nos)... eu sei.

    Obrigada amiga*

    ResponderEliminar
  5. Ora essa estou cá para isso :)
    Sabes, por não querer abandonar o Porto por esse amor que tenho e por achar que não conseguiria viver em mais lado nenhum (note-se que andei na universidade do Algarve e ia tendo um ataque caso não tivesse entrado no Porto), que talvez ainda esteja desempregada...
    Compreendo-te perfeitamente e penso muitas vezes se arriscaria, não sei... por vezes penso que me prefiro conformar a nível profissional e manter o que tenho por aqui, por outro lado penso que a minha personalidade não é de conformismos e não seria feliz...
    Não sei, tenho tentado manter-me positiva, mas estes 'ses' matam-me e deixam-me sempre a pensar naquilo que quero e preciso agora... que nem eu sei bem responder... Se amor e trabalho, se trabalho e amor...
    Estes dilemas são tão complicados e tiram-nos a vontade de mexer, parece que prefiro esperar sentada que as coisas aconteçam... Ridículo, eu sei...

    ResponderEliminar
  6. Não é nada ridículo!
    Sabes o estado de pânico em que andei nas 3 semanas depois de aceitar o emprego aqui?

    O "problema" é que eu sonhei muitos anos em mudar-me para Lisboa, muito antes do Amor aparecer.
    Desde a licenciatura, há 8 anos, que achava que as hipóteses estavam aqui.

    E nem por isso...
    E não me adapto.

    E eu nem me considerava nada bairrista...
    Percebes a "ainda maior" confusão mental?
    Sinto-me a falhar comigo mesma...

    ResponderEliminar
  7. Penso que na minha mente tenho as minhas prioridades definidas, mas este meu amor veio trocar-me as voltas e acho que ainda não me re-organizei, mesmo ao fim de 2 anos... O que é estranho...
    Perceber até percebo, mas não acho que devas entrar em confusão por causa disso. Apesar de ter sido um objectivo teu há 8 anos, as coisas mudaram e percebeste que aí a nível profissional não é aquilo que esperavas... Não acho que estejas a falhar contigo mesma, no fundo tentas-te e atingiste o teu objectivo, ele é que não cumpriu contigo as expectativas que tinhas...

    ResponderEliminar
  8. Não é estranho! Cada um tem os seus timimngs :)

    Acho que é isso mesmo... expectativas frustradas, sensibilidade e muita confusão, dá nisto.

    Beijinho,

    ResponderEliminar
  9. Estamos as duas uma confusão :P Mas sabes? As coisas acabarão por assentar, temos é de dar tempo :)
    Beijinhos

    ResponderEliminar
  10. Ainda ontem me disseram isso.
    E quando fosse, era em grande... :)

    Eu é que não ando com espírito para ver tão "à frente" :p

    ResponderEliminar
  11. És tu e eu, mas pronto, temos de esperar :P

    ResponderEliminar
  12. A fazer isso somos boas! :)
    ***

    ResponderEliminar
  13. Não é o primeiro relato que ouço/leio de alguém que, na capital, não se sente em casa. :S o que te desejo é que isso mude rapidamente! Talvez insistindo na ideia de um hobbie que permita conviver com pessoas com interesses em comum contigo...
    Todos estamos sujeitos a passar por isso que descreves... Também não sei onde estarei daqui a uns anos... E imagino que mudar de cidade (de forma mais permanente do que eu fiz, que vou todos os fins de semana a casa) não seja um processo fácil...
    Um grande beijinho

    ResponderEliminar
  14. Olá Isabel!

    Muito obrigada pela visita e pelo comentário :)
    Vou visitar o teu cantinho, claro.

    Agradeço que partilhes o passatempo que começou hoje e que dura até ao final da semana ;)

    Beijinho,

    ResponderEliminar
  15. Fica prometido para o post de amanhã a partilha do passatempo.
    Beijinhos.

    ResponderEliminar
  16. Muito obrigada :)

    Gostei muito do ar leve e giro com que partilhas os highlights do pessoal!
    Adorei! :)

    Beijinho,

    ResponderEliminar
  17. Oh minha linda não gosto nada de te ver assim.
    Que posso eu dizer?
    Sabes, gostava de estar mais perto para podermos desanuviar a cabeça, sim também tenho muitos momentos de cabeça perdida.
    O emprego a grande maioria das vezes faz-me feliz, mas nos dias que não faz vou-me a baixo e questiono-me se é isto que quero.
    vamos lá fazer uma forcinha para o teu animo melhorar.
    Beijinho

    ResponderEliminar
  18. :) Obrigada querida...

    Vou tentando!

    Vai correr tudo bem contigo, eu sei!

    Beijinho,

    ResponderEliminar
  19. Eu sei que não é fácil reagir ao que eu escrevi.

    Não se avisinha fácil animar: semana de trabalho dos infernos, com tudo feito em cima do joelho, o m-R regressa hoje e estamos zangados...

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Aaah a alegria de ter doenças crónicas

Em tecido