Vamos então, por partes...

Olá, olá!


m-M Maria deste lado.


Sim, sim, é verdade! Os gatos não me comeram a língua (mas estão de óptima saúde e fofos como sempre), nem perdi os dedos neste frio repentino...


Ora... algumas leitoras mais próximas, mais fofas, mais curiosas, mais "cuscas", mais amigas (mais tudi tudi tudi) foram falando comigo... outras resolveram dar uso à página de Faicibuqui do blogue para ir vendo se não tinha desaparecido com a ventania - que essa nunca esteve parada... BTW - já repararam que somos quase 300? :estou um bocadinho em choque, admito:


O que se passou foi mau. Esperado, mas nem por isso menos mau.


Lembram-se de em abril ter largado tudo para vir para Lisboa? Porque tinha encontrado o emprego dos meus sonhos e finalmente poderia viver happly ever after com o m-R? Digamos que metade da frase anterior é a mais pura das verdades. A outra metade não poderia estar mais longe da verdade.


O emprego dos meus sonhos, fui percebendo cedo, estava longe de ser onírico. In fact, nos últimos 3 meses transformou-se num pequeno pesadelo, um sapo que tinha que engolir, todos os dias. Vocês sabem que não tenho por hábito referir onde estive, nem o vou fazer agora. Digamos só que realmente há acordos perfeitos, NO PAPEL. A realidade é muito diferente.


Conforme foram lendo, as situações levaram a que há quase 4 meses me fosse diagnosticada uma depressão nervosa. Em parte devido aos problemas profissionais, em parte devido a todas as mudanças - quem me manda ter a mania que sou a Super Mulher, ou tentar fazer os outros acreditar que o sou...


Resumindo, não me permiti aceitar a dificuldade de todas as mudanças. Engoli-as, achei que podia encará-las tipo touro. Enganei-me. Sou humana. Devo partilhá-las, aceitá-las. Para viver melhor, sentir melhor - comigo e com quem me rodeia.


O dia em que deixei de escrever, foi o dia em que tive provas palpáveis que não me iam renovar o contrato. Caiu-me tudo ao chão dada a forma como tudo se passou. Perdi a força, a coragem de falar convosco. De mostrar a cara de m-M que falhou.


Depois disso... digamos que foram mais umas semanas a engolir sapos (cada dia umas gramitas maior). Esta é a parte em que agradeço de coração às S., às M., à C., à A., à E, à T. e à J. Que me ouviram, que me apoiaram, que sentiram e partilharam a minha revolta e que me ajudam, muitos dias a caminhar em frente e a acreditar. [Cá beijinho]



No Faicibuqui fui partilhando o que se passava, à minha maneira. Fui mantendo a página viva. Para manter o meu espírito vivo, para por minutos me sentir quentinha por dentro, como sinto, quando falo convosco.


Mas este último mês têm sido muito cansativo. Muito choro, muito stress, muita descrença. Muita, muita luta. Resultados aos bocadinhos, lentamente. Rezar e pedir para que esta má experiência, este local que me fez sentir tão mal, depressa fique para trás e, finalmente, volte a ter boas experiências. Volte a encontrar casa para a minha dedicação, a minha vontade de trabalhar, o meu espírito que só quer crescer, ajudar e sentir-se bem a trabalhar.


Lição a tirar daqui? Podemos e devemos dar passos em direção ao desconhecido. Para ficar a conhecer.


Que foi a altura perfeita para voltar à terapia (que tive que deixar, por motivos financeiros). Ajudou um bocadinho nos dias próprios. Ajuda-me todos os dias a ver que cresci, que já sei pedir ajuda, que já vou comunicando melhor. Que não é uma vergonha e não faz mal a ninguém. E ter lá ido, às poucas sessões, está-me a ajudar HOJE a não me deixar afundar. Porque há sempre o hoje e o amanhã.


Podemos e devemos querer e crer no melhor para o nosso coração e a nossa carreira. Mas nem sempre acontece ao mesmo tempo, ou em proporção à força com que o queremos. Resultado? Nos dias bons e nos dias maus: lutar. Saber que estamos a tentar. Seja cheia de adrenalina, seja de lágrimas nos olhos atrás do PC. Seja com 3 CVs ou com 15 enviados, nesse dia.


Estou desempregada.


Quero trabalhar. Quero sentir-me útil.


Quero voltar a ter um projeto para me focar. Que me complete, me reconheça e me recompense. Alguém sabe de oportunidades que queira partilhar comigo?


Enquanto isso vou vendo a chuva, seguida de sol, a bater-me nas costas, enquanto escrevo.


Estou de volta...

Comentários

  1. Ai filha... desculpa mas vou ter que te dizer que me sinto aliviada... pensei 1.º que fosse um problema grave de saúde, teu ou de alguém muito próximo e depois imaginei que fosse qualquer coisa relacionada com o m-R...
    Empregos que nos consomem a alma e o coração não são dignos de nós... tenho a certeza que irás superar mais esta fase, sem problemas :))))
    Nada tens para te envergonhar, a vida é mesmo assim, umas vezes para cima, outras vezes para baixo... como os interruptores ;)))) E tu és uma lutadora difícil de derrubar :))))

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  2. Oh querida! Tu vais conseguir superar isto e conseguir arranjar um trabalho depressinha! Também estou desempregada, mas temos de pensar positivo todos os dias! E se aquele trabalho era um fardo para ti, talvez então tenha sido melhor assim. Pois estava a tirar uma parte de ti!

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  3. :)) Já tinha saudades :)) Nós continuamos aqui a fazer figas e daqui a nada já está tudo menos mal outra vez!

    Beijinho

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  4. E estás muito bem por aqui... Escrever é o melhor que temos para expulsar os nossos temores e stresses do dia-a-dia.
    Todos nós falhamos e não podemos baixar a cabeça.
    Vais ver que com o tempo arranjar um trabalho onde te adaptes com facilidade e que te faça sair de casa com um sorriso na cara :)

    Beijinho

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  5. Foi muita coisa junta e claro nem a super mulher aguentava. Quantas vezes não vamos ao tapete?
    Não é vergonha nenhuma.
    Beijoca grande

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  6. É sempre bom pedir ajuda, cheguei a uma fase em que tinha ataques de ansiedade constantes, havia momentos em que achava que ir morrer sem conseguir respirar. No meu caso não era o facto de não ter trabalho, era o próprio trabalho em si, além de extraordinário consegue ser altamente stressante. No teu caso a coisa vai avançar porque quem quer trabalhar encontra sempre, numa primeira fase pode não ser o dos sonhos, mas Lisboa tem sempre mais ofertas que qualquer outra cidade. É andando que nos mantemos no rumo, mantem a fé.

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  7. Manda-me um mail com o que fazes. A ver se sei de alguma coisa. E muita força.

    "Eu quero ser tudo que sou capaz de me tornar." E vais ser!

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  8. Oh minha querida!...
    Não tenho palavras... (e acredita que é raro em mim...)

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  9. E eu não me esqueci de ti, mas as coisas também não têm andado fáceis para os meus lados.
    Sabes, és uma espécie de fénix: consumida pelas chamas, mas com a capacidade de renascer, de se regenerar, de regressar mais forte, com mais garra e energia. E vai conseguir. Há dias muito negros, mas acredita que não duram para sempre.
    Abraço apertado. Bjinhos

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  10. Problemas de saúde graves de família já eu tive que cheguem para os próximos... 10 anos, ok? Vira essa boca gira para o outro lado, vá.
    O m-R coitado... apanhou-me aqui e agora acha-me a última coca-cola do deserto e eu toda babada! :D

    Tens razão... este emprego foi desde o dia 6... vá... uma desilusão, uma tristeza, um consumir de energia e desaúde. Ao ponto de não conseguir saborear as coisas boas que esta fase implica.

    Deus te oiça e seja não só melhor, como não demore a virar a página profissional!
    Não consigo deixar de sentir vergonha. Apostei tudo, acreditei tanto, dei passos muito importantes e lutei, lutei até ao fim, mesmo sabendo que não tinha muito que me valesse.
    Daí a vergonha...

    Beijinho minha querida!

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  11. Tens razão. A verdade é que mesmo menos "útil" e muito preocupada, pelo menos sinto capacidade de me sentir melhor comigo mesma, de aproveitar mais a casa, o m-R.

    Esperemos, rezemos para que não demore muito a nova oportunidade, para as duas! :D

    Beijinho,

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  12. Claro!
    Já cá faltava a tua gaja séqueci né?

    E o que eu gosto de ti minha Sofia Maria? :D
    ****

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  13. Obrigada de coração meu doce :D

    Abriste-me um sorriso!
    ***

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  14. Tens razão... mas senti-me muito em baixo, diminuida com a situação e não me conseguia apresentar a vocês assim...

    Aaaah Deus te oiça!

    Beijinho,

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  15. Verdade!...
    Mas tu, tu minha querida amiga, és uma inspiração!
    Digo-te e repito: quando for grande quero é ser como tu (como vocês).

    Beijinho,

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  16. No meu caso foi este emprego também... depressão nervosa, ataques de choro, mau dormir... tudo o que me lembre.
    Aaaah todos os dias estou na luta, atiro-me a todas as oportunidades que vejo. Não tenho sido muuuuuuuuuuuito chamada para entrevistas, mas cada dia é um dia, né?

    Obrigada minha querida!
    Beijinho,

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  17. A sério? Obrigada!!!! :)

    Quero mesmo!

    Indicas-me o e-mail mais próprio, contactarei do meu pessoal :)

    Beijinho e obrigada de coração!

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  18. Mas tens sentimentos e amizade e isso é muito, muito importante!
    ***

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  19. Eu?
    Tá parba a minha Pandorita... sou só humana e meto-me em embrulhadas... :p

    Não te preocupes eu sei que estás desse lado e que estou nos teus pensamentos. E isso é o mais forte connosco né, minha lutadora?

    Qualquer coisa e-maila-me, sms-a-me, whatever, não me deixes preocupada!!!!

    Beijinho grande,

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  20. podes fazer por aqui desfadodatagide@sapo.pt

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  21. Siiim :D Também gosto tanto de ti :D M Maria :D

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  22. Tu não me reafirmaste a séquecinésse? :o estou chocada!

    ***

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  23. Opá, quando vi a parte de gosto de ti, bloquei :p Tu és mais que séqueci :D És bué de sequeci :D

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  24. Tenho a certeza que as novas oportunidades estão aí à porta e essas sim, serão o melhor*

    Beijinho*

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