Morder a mão que te dá de comer

Primeiro que tudo quero agradecer às leitoras as dicas para outfits para as entrevistas :) tanta seguida, pouca roupa, a "futilidade" das 1as impressões e dou o tilt. Tenho seguido algumas das dicas e têm corrido bem. Hoje estou em modo outfit "entrevistal" e isso faz-me sentir acompanhada por vocês - o que é SEMPRE ÓTIMO!

4 entrevistas em 2 semanas, mais 2 anteriores das quais ainda estou à espera de resposta... algo tem que acontecer, certo?

(E a marcação da Defesa da Tese, que nem sinal?!!! :/ )

Mas voltando ao Assunto do títalo: eu aqui a enviar uma média de 6 Cvs por dia, a correr para sítios desconhecidos para ir a entreviastas - algumas com propostas que não lembram ao menino Jesus...
Eeeeee não é que a bff-ex-baterista do m-R, a quem ele ajudou a arranjar o 1° emprego, há menos de 4 meses... se despediu na 6a de manhã? À laia de Drama Queen, mesmo...

"Aaaah coitadinha, podia ter motivos, podem pensam" vocês.
Eu explico: ela era assistente na empresa onde está o m-R. Ambiente simples, pequenino, de empresa a crescer. Salário e contratos de confiança. Viagens regulares ao estrangeiro, em trabalho, com tudo pago e bons hóteis, e o patrão dá sempre, pelo menos meio dia para passearem e conhecerem cada cidade e comprarem souvenirs.
Têm ótima localização e material de trabalho.
"Problema" que a bff-ex-baterista não soube ultrapassar: cumprir os horários de trabalho eeeeeee atender/responder a e-mails no Iphodasse da empresa, depois das 20h.
Achou que estas "exigências" eram demais, quase insultuosas e 6a feira, do alto dos seus 4 meses de experiência laboral e das 2 licenciaturas por acabar... bateu a porta ao patrão. A 3 dias da Feira mais importante do sector, para a empresa.

Mal soube, caiu-me tudo, a mim. Agora, imaginem a eles...
Eu que quero tanto trabalhar. Que já trabalhei 12 horas por dia. Que já trabalhei a ganhar merrecas, debaixo da esa, para poder pagar contas. Que cheguei a ter não 1 mas 2 telemóveis de trabalho em simultâneo. Que fui verdadeiramente insultada em horário de trabalho. E fiquei sempre meeeeses até ter nova oportunidade de trabalho, na esperança de mudar para melhor...

E vem esta princesinha, no Baixo que a minha vida profissional bateu, deste meu passo maior do que a perna, que eu dei... e morde a mão que lhe deu de comer????

Agora... sei que ali está uma boa oportunidade de trabalho. Talvez lá para Janeiro. Mas nem coragem tenho de tentar.
O patrão pode não querer voltar a favorecer ligações internas. Trabalhar 24h com o m-R pode dar cabo de nós.

Custa ver uma oportunidade a aparecer e ter medo dela. Custa ver morder mãos que dão de comer, quando se contam moedas para por comida na dispensa...

Comentários

  1. Infelizmente há muita gente assim m-M, mas caso exista uma possibilidade que não queiras aproveitar divide com a malta, pois ainda há quem pense nas despesas e se vá sujeitando a algumas coisas!

    Beijinhos

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  2. Quem me dera a mim arranjar trabalho...só de pensar que existem pessoas que saem só porque sim, dá-me uma tremenda revolta!

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  3. Estou aqui quase a bater com a cabeça nas paredes depois do que li da bff -coiso... eu que nem a porcaria de uma entrevista consegui em dois anos a mandar currículos... não se percebe. São essas coisas e o pessoal estar todo de trombas. Fico doida!

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  4. Decisão dificil. Mas se não misturarem as coisas acho que pode resultar. Já trabalhei com o meu namorado e sobrevivemos. O truque? Passavamos tempo com outras pessoas, não nos obrigavamos a passar intervalos e almoços juntos. Acontecia quando tinha de acontecer.

    Quanto a essa miuda... porra, odeio pessoas que acham que lhes vai cair tudo ao colo. Que acham que estão a fazer um favor ao patrão... Que acham que só tem de receber e dar o menos possível. Já me passou pela equipa um rapaz assim. Chegou um dia de manhã, com formação marcada (para dar) e disse que não aguentava a pressão. E qual era a pressão? Trabalhar 8 horas por dia, 5 dias por semana e dar formação no máximo 6h/dias.

    Não há paciencia. Mesmo.

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  5. Não que sejam coisas que se devam exigir aos colaboradores, mas...numa empresa pequena, sobretudo, temos de dar o litro e vestir a camisola. O futuro podia ser brilhante para ela se não fossem esses salamaleques e quem sabe no futuro tivesse condições para não ter de estar sempre on the clock.

    E quando isso vem num cenário de instabilidade assim..enfim, há que tentar não julgar quando não estamos nas pantufas dos outros que pode haver aí mais qualquer coisa (nunca se sabe) mas é difícil de engolir...

    Quanto à potencial oportunidade...eu diria para agarrares. Os patrões podem não favorecer ligações internas mas saberão que contratar por boas referências é das melhores estratégias (o m-R também não te recomendaria para depois ficar mal na figura).

    E a gerir tempo a mais a dois aprende-se. Antes isso que o contrário :) Desde que aprendam a falar de coisas que não sejam o trabalho quando não for esse o contexto (que acho que é o maior perigo).

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  6. A referida pessoa anda toda contente da vida, que devia era ter vindo embora mais cedo, enquanto o patrão deu a entender "que ainda a aguentava mais uns tempos".
    E porque anda ela contente? Porque já arranjou um emprego num call-center onde não tem que ter responsabilidades...

    E ainda olha para mim com pena, por eu ainda estar desempregada...

    Em princípio não irei candidatar-me à vaga, quando ela re-abrir... não me sinto à vontade.

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